destaque | julho / agosto 2026 | 19 ferentes, como a indústria eletrónica, médica, ótica, bijuteria e relojoaria de alto luxo ou mi- cromecânica”, sublinha Armando Pereira. A empresa tem vindo a especializar-se no de- senvolvimento de soluções inovadoras de lim- peza de precisão adaptadas às necessidades específicas de cada cliente. “Queremos que os clientes tenham uma solução de elevada qualidade, que lhes possa garantir que o seu processo produtivo seja sempre o mais eficien- te e o mais versátil possível face às diferentes necessidades e desafios da sua produção”, adianta o CEO da CriticalFlow. A empresa integra um laboratório próprio, equipado para diversos tipos de testes tecno- lógicos, análises quantitativas e qualitativas e contagem automática de partículas, contro- lo químico, e controlo de substratos e da sua condição, o que permite acompanhar o desen- volvimento das soluções desenvolvidas e vali- dá-las antes da sua aplicação industrial. No ano passado a faturação da empresa atingiu os 3 milhões de euros, dos quais 41 por cento referentes a exportação, isto porque a empresa dispõe de serviços adicionais para clientes em Portugal que a empresa ainda não consegue disponibilizar internacionalmente. Mas, retiran- do esse valor, as exportações de bens de equi- pamento da CriticalFlow representam já 80 por cento da sua faturação. “A estratégia de internacionalização assenta principalmente em dois fatores muito precisos. Um deles é a criação de parcerias com fabri- cantes na indústria química que desenvolvem soluções para estes mercados específicos e que têm capacidade de desenvolvimento de soluções à medida. Por outro lado, participa- mos em algumas feiras internacionais, em Es- panha, França e Suíça, onde damos a conhecer a empresa e a sua capacidade de criação de soluções”, adianta Armando Pereira. Atualmente a CriticalFlow está a desenvolver projetos na área de eletrónica e dos sistemas de controlo de navegação, tanto para aplica- ções civis como de segurança. A empresa tem projetos em curso para a limpeza e tratamen- to de superfícies de componentes de motor na área da aeronáutica e está também a trabalhar com parceiros no desenvolvimento de novos pro- dutos químicos, com menor impacto ambiental. A indústria caminha para uma integração cada vez maior entre equipamentos físicos e ferra- mentas digitais de monitorização e controlo, adianta Armando Pereira. “Na área da limpeza industrial de precisão, esta evolução traduz-se em sistemas automatizados capazes de moni- torizar parâmetros em tempo real, recolher da- dos do processo, garantir rastreabilidade e as- segurar o cumprimento rigoroso de normas de qualidade exigidas, contribuindo para uma maior eficiência produtiva e redução de desperdícios”. O CEO da CriticalFlow considera que Portugal tem vindo a afirmar-se como um país com forte capacidade de inovação industrial, beneficiando de centros tecnológicos, universidades e em- presas altamente especializadas. “Casos como o da CriticalFlow demonstram que é possível desenvolver tecnologia diferenciadora em ter- ritório nacional e competir internacionalmente em nichos de elevado valor acrescentado, so- bretudo quando existe aposta na engenharia, na investigação aplicada e na proximidade com os clientes e os seus problemas”. Entre as principais tendências que estão a mol- dar o futuro da indústria 4.0, Armando Pereira destaca a digitalização dos processos produti- vos, a inteligência artificial aplicada à indústria, a análise avançada de dados, a automação inteli- gente, a manutenção preditiva, a sustentabilida- de e a crescente integração entre equipamentos físicos e sistemas digitais. “Portugal poderá de- sempenhar um papel relevante neste contexto através da especialização em soluções tecnoló- gicas de nicho, da valorização da engenharia na- cional e do reforço da capacidade exportadora das empresas inovadoras”. Pg criticalflow.eu
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