20 | Pg | destaque INESC TEC Inovação ao serviço da competitividade de Portugal A capacidade de transformar conhecimento científico em valor económico e social tornou-se um dos principais fatores de competitividade. Em Portugal, o INESC TEC tem-se afirmado como um dos agentes centrais dessa transformação, ao atuar como ponte entre investigação científica, indústria e mercados globais, em áreas que vão da inteligência artificial e robótica à energia, fotónica, bioengenharia e ciências do mar. O INESC TEC tem como objetivo fazer ciência com impacto económico e social, diz João Claro, presidente do Conselho de Administração do instituto. Ao longo do tempo, esta visão tem-se traduzido num posicionamento orientado para a criação de valor para a economia e para a sociedade. Para o presidente do INESC TEC, a diversidade das áreas científicas em que o instituto aposta não é apenas uma característica académica, mas uma condição necessária para responder a desafios cada vez mais complexos. “A di- versidade das áreas de conhecimento é fun- damental para conseguir endereçar desafios cada vez mais complexos e multidisciplinares”, diz João Claro, acrescentando que “sem uma aposta constante na criação de novo conheci- mento científico e tecnológico não é possível contribuir para a competitividade da economia e da sociedade”. “A ligação ao mercado assume um papel estru- turante na atuação do INESC TEC. Esta liga- ção é entendida de forma ampla, abrangendo empresas, setores económicos, consumidores e cidadãos. Nesse sentido, José Carlos Cal- deira, consultor da presidência do INESC TEC, explica que “é fundamental conhecer e com- preender os desafios, problemas, limitações e capacidades dos destinatários e desenvolver parcerias estratégicas, capazes de alinhar de- senvolvimento tecnológico, recursos disponí- veis e objetivos de transformação”. Esta aproximação ao mercado é reforçada pela forte aposta na formação avançada de recur- sos humanos. O envolvimento de estudantes de mestrado e doutoramento em projetos de investigação e desenvolvimento realizados em colaboração com empresas permite acelerar a transferência de conhecimento e responder a um dos principais constrangimentos do tecido empresarial, a escassez de competências es- pecializadas. Para João Claro esta integração de talento constitui “uma das melhores formas de assegurar a transferência e a endogeneiza- ção do conhecimento por parte das empresas”. Num país caracterizado por um tecido empre- sarial dominado por pequenas e médias em- presas, o INESC TEC assume também um pa- pel ativo na dinamização de ecossistemas de inovação. A aposta em modelos colaborativos, como clusters e plataformas tecnológicas, per- mite ganhar escala, reduzir riscos e assegurar uma presença consistente em contextos in- ternacionais exigentes. “Estas dinâmicas cola- borativas são particularmente relevantes num país como Portugal, porque permitem ganhar escala e reduzir riscos”, refere José Carlos Cal- deira. “São fundamentais quando se pretende atuar ao nível europeu”.
Baixar PDF
Arquivo