destaque | jul/ago 2025 | 29 em Paris, vencedora do European Steel Design Awards ”, recorda João Matos, administrador do dstgroup. Destacam-se também os projetos de construção de dois hospitais em Angola, num valor de cerca de 67 milhões de euros. O dstgroup tem apostado na construção indus- trial para dar resposta ao problema da oferta na área da habitação. “A solução industrial que es- tamos a desenvolver permite aumentar a oferta de uma forma mais célere, eficiente e sustentá- vel”, sublinha João Matos. O grupo também tem promovido diversas iniciativas internas com o objetivo de reduzir a pegada carbónica, como a instalação de painéis fotovoltaicos no campus em Braga que permitiu uma redução anual de cerca de 350 toneladas de emissões de CO 2 . O processo de internacionalização do dstgroup começou em 2007 com a entrada em Angola, onde a empresa mantém uma forte presença. Em 2012 entrou no mercado francês, onde es- tabeleceu parcerias com os principais players do mercado na área da engenharia e constru- ção. “Ao longo dos anos, fomos alargando a nossa presença a nível internacional, com en- foque no mercado europeu, e atualmente te- mos operação em cerca de dez países, para além de Portugal”, adianta João Matos. Numa fase inicial o grupo optou por um mer- cado com uma grande proximidade histórica e cultural com Portugal, como é o caso de Ango- la. Depois, tendo em conta o contexto do mer- cado cambial e de gestão de risco, optou por expandir a atividade internacional para merca- dos mais maduros e estáveis, nomeadamente na Europa. “A estratégia de entrada passou por uma aproximação aos principais players do se- tor da engenharia e construção nos diversos países, e por apostar na participação em pro- jetos com elevada sofisticação e complexidade para aumentar a nossa notoriedade”, refere o administrador do dstgroup. Atualmente o dstgroup é líder da Agenda Mo- bilizadora do PRR R2UTechnologies | modular system, dedicada à construção industrial, que agrega 48 entidades. O objetivo é desenvol- ver um novo conceito que transforme a forma como se constrói edifícios. No âmbito desta agenda foi celebrada uma parceria com o arquiteto Norman Foster para a construção de um protótipo à escala real de 4.000 m2, no sentido de explorar soluções inovadoras para o setor da construção, com base numa solução industrial. Uma das principais apostas do dstgroup é exatamente a construção industrial. “Com a marca Zethaus pretendemos liderar o futuro do setor da construção, através de uma so- lução industrial inovadora e sustentável. A nossa perspetiva é que esta nova área de ne- gócio venha a ter um volume de exportação entre 60 por cento a 70 por cento”, prevê João Matos. “A área da transição energética é outra prioridade do grupo, materializando-se numa unidade industrial dedicada à reciclagem de baterias em fim de vida, bem como na imple- mentação de soluções de armazenamento de energia”, adianta. A par do desenvolvimento do negócio está também a adoção de políticas de responsabi- lidade social e culturais. “A cultura tem um va- lor económico incontornável. No caso do ds- tgroup, sentimos que este compromisso com a cultura, para além do impacto social que gera, tem reforçado a confiança dos nossos clientes na forma como trabalhamos. Um dos símbolos maiores deste apoio é o nosso pré- mio de literatura que assinalou este ano o seu 30º aniversário. Desde 2019, promovemos um galardão semelhante em Angola, em parceria com o Instituto Camões”, recorda João Matos. O Top Employer Institute distinguiu recente- mente o dstgroup como uma das melhores empresas para trabalhar, pelo terceiro ano consecutivo. “É algo que prova o nosso com- prometimento com o bem-estar dos traba- lhadores e a excelência das nossas políticas de recursos humanos”, adianta João Matos. “Os trabalhadores estão, sem dúvida, no centro de toda a nossa estratégia. Sendo a produtividade um fator fundamental no nos- so negócio, reter os trabalhadores é um pilar fundamental para mantermos níveis de pro- dutividade elevados”. Pg dstsgps.com
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