<?xml version="1.0" encoding="utf-16"?><rss xmlns:a10="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0"><channel><title>Portugalglobal nº23</title><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/RSS.ashx</link><description>Portugalglobal nº23 Pages</description><lastBuildDate>Fri, 28 May 2010 11:05:07 +0200</lastBuildDate><a10:id>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/</a10:id><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=1</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=1</link><title>Portugalglobal nº23 Page 1</title><description>Portugalglobal Pense global pense Portugal Ant&amp;#243;nio Saraiva Presidente da CIP Prioridade ao di&amp;#225;logo para combater desemprego 26 Maio 2010 // www.portugalglobal.pt Arquitectura Global 6 Catalunha Parceiro econ&amp;#243;mico de peso 40 Empresas Hyfas, Bidin&amp;#226;mica e Listral 36</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=2</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=2</link><title>Portugalglobal nº23 Page 2</title><description /><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=3</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=3</link><title>Portugalglobal nº23 Page 3</title><description>Maio 2010 // www.portugalglobal.pt sum&amp;#225;rio Destaque // 6 A arquitectura e os arquitectos portugueses s&amp;#227;o hoje reconhecidos tanto no plano nacional como internacional, o que confere maior visibilidade &amp;#224; sua criatividade, largamente premiada em Portugal e no estrangeiro. O movimento de internacionaliza&amp;#231;&amp;#227;o dos ateliers e dos arquitectos portugueses leva a arquitectura portuguesa aos quatros cantos do mundo e implica, no seu processo, n&amp;#227;o s&amp;#243; os arquitectos de renome, mas toda uma nova gera&amp;#231;&amp;#227;o que soube impor o seu talento. Entrevista // 26 Firme defensor do di&amp;#225;logo, Ant&amp;#243;nio Saraiva, presidente da CIP, elegeu a justi&amp;#231;a, o combate ao desemprego e o reequil&amp;#237;brio das contas p&amp;#250;blicas como &amp;#225;reas priorit&amp;#225;rias de interven&amp;#231;&amp;#227;o desta Confedera&amp;#231;&amp;#227;o. Em entrevista, afirma ainda que o modelo de crescimento econ&amp;#243;mico do pa&amp;#237;s tem de ser revisto &amp;#224; luz da globaliza&amp;#231;&amp;#227;o dos mercados e que as empresas portuguesas devem apostar em bens transaccion&amp;#225;veis com valor acrescentado para serem competitivas. Not&amp;#237;cias // 34 Empresas // 36 Hyfas ilude a crise. Bidin&amp;#226;mica: lixo d&amp;#225; moda reciclada. Listral: forma&amp;#231;&amp;#227;o supera exig&amp;#234;ncias de qualifica&amp;#231;&amp;#227;o. Mercado // 40 Importante parceiro econ&amp;#243;mico de Portugal, a Catalunha lidera a produ&amp;#231;&amp;#227;o industrial em Espanha em v&amp;#225;rios sectores, do qu&amp;#237;mico e farmac&amp;#234;utico &amp;#224;s biotecnologias; do agro-alimentar, ao t&amp;#234;xtil e ao design, entre outros, emergentes e de potencial crescimento. &amp;#201; um mercado aberto, com lugar para as empresas e para os produtos portugueses. Opini&amp;#227;o // 48 O primado da pol&amp;#237;tica na Estrat&amp;#233;gia da Europa para 2020 &amp;#233; o tema do artigo de Jos&amp;#233; Meira da Cunha, assessor da AICEP. An&amp;#225;lise de risco por pa&amp;#237;s – COSEC // 50 Estat&amp;#237;sticas // 54 Investimento directo e exporta&amp;#231;&amp;#245;es. Feiras e eventos// 56 AICEP Rede Externa // 58 Bookmarks // 60</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=4</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=4</link><title>Portugalglobal nº23 Page 4</title><description>EDITORIAL Revista Portugalglobal Av. 5 de Outubro, 101 1050-051 Lisboa Tel.: +351 217 909 500 Fax: +351 217 909 578 Propriedade aicep Portugal Global O’Porto Bessa Leite Complex R. Ant&amp;#243;nio Bessa Leite, 1430 – 2&amp;#186; 4150-074 Porto Tel.: +351 226 055 300 Fax: +351 226 055 399 NIFiscal 506 320 120 Comiss&amp;#227;o Executiva Bas&amp;#237;lio Horta (Presidente), Eurico Dias, Jos&amp;#233; Vital Morgado, Luis Florindo, Teresa Ribeiro Mudan&amp;#231;a positiva S&amp;#227;o tr&amp;#234;s os temas em foco nesta revista. Partilham em comum o facto de representarem realidades que potenciam claramente um Portugal melhor em termos de atitude, imagem e sucesso. Atitude: A t&amp;#243;nica no di&amp;#225;logo alargado, o apelo ao reequil&amp;#237;brio das contas p&amp;#250;blicas, o empenho no combate ao desemprego e a implementa&amp;#231;&amp;#227;o de uma melhor justi&amp;#231;a, s&amp;#227;o as linhas de actua&amp;#231;&amp;#227;o defendidas por Ant&amp;#243;nio Saraiva, presidente da Confedera&amp;#231;&amp;#227;o da Ind&amp;#250;stria Portuguesa, numa entrevista em que enfatiza a din&amp;#226;mica da globaliza&amp;#231;&amp;#227;o dos mercados e a import&amp;#226;ncia de as empresas portuguesas acrescentarem valor aos bens transaccion&amp;#225;veis, para deste modo afirmarem a componente inova&amp;#231;&amp;#227;o e serem na realidade mais competitivas. &amp;#201; ainda na linha do di&amp;#225;logo alargado e esclarecido com os parceiros sociais, numa &amp;#243;ptica de integra&amp;#231;&amp;#227;o apoiada no conhecimento, que o novo dirigente da CIP convida 35 personalidade dos mais variados sectores da sociedade, dos universit&amp;#225;rios aos empres&amp;#225;rios, para pensarem em conjunto temas incontorn&amp;#225;veis como a energia, o ambiente, a forma&amp;#231;&amp;#227;o, o emprego e a educa&amp;#231;&amp;#227;o. Imagem: A arquitectura e os arquitectos portugueses conquistam visibilidade e prest&amp;#237;gio globais, afirmando-se por esse mundo fora. Ganham pr&amp;#233;mios e os seus servi&amp;#231;os e solu&amp;#231;&amp;#245;es s&amp;#227;o cada vez mais solicitados, tanto no plano nacional como internacional, distinguindo-se pelo seu saber, talento e criatividade. Tanto os consagrados, como a gera&amp;#231;&amp;#227;o mais recente, inovam em mat&amp;#233;ria de projecto, urbanismo e design, demonstrando a solidez do seu know-how, as suas boas pr&amp;#225;ticas e a sua not&amp;#225;vel capacidade de interagir com diferentes exig&amp;#234;ncias e realidades &amp;#224; escala mundial. Sucesso: A Catalunha n&amp;#227;o &amp;#233; apenas o principal parceiro comercial de Portugal entre as Comunidades Aut&amp;#243;nomas de Espanha, &amp;#233; tamb&amp;#233;m um mercado acolhedor e aberto, bom para viver e fazer neg&amp;#243;cios, com espa&amp;#231;o para as empresas e para os produtos portugueses, que ali encontram uma intensa actividade econ&amp;#243;mica, comercial e industrial, tecnologicamente sofisticada e que se pauta pela inova&amp;#231;&amp;#227;o e competitividade, um solo f&amp;#233;rtil em que prosperam cinco dezenas de empresas lusas, com destaque para os grandes grupos. Estes s&amp;#227;o os grandes temas em an&amp;#225;lise, a que a nossa publica&amp;#231;&amp;#227;o n&amp;#227;o poderia ficar indiferente, sabido o interesse que possuem como factores de mudan&amp;#231;a positiva, indispens&amp;#225;veis num pa&amp;#237;s que se quer confortavelmente inserido na comunidade internacional, onde j&amp;#225; conquistou relev&amp;#226;ncia em termos de coopera&amp;#231;&amp;#227;o, cultura e neg&amp;#243;cio. BAS&amp;#205;LIO HORTA Presidente da Comiss&amp;#227;o Executiva da AICEP Directora Ana de Carvalho ana.carvalho@portugalglobal.pt Redac&amp;#231;&amp;#227;o Cristina Cardoso cristina.cardoso@portugalglobal.pt Jos&amp;#233; Escobar jose.escobar@portugalglobal.pt Vitor Quelhas vitor.quelhas@portugalglobal.pt Colaboram neste n&amp;#250;mero Ant&amp;#243;nio Saraiva, Bas&amp;#237;lio Horta, Centro de Neg&amp;#243;cios da AICEP em Espanha, Direc&amp;#231;&amp;#227;o de Informa&amp;#231;&amp;#227;o da AICEP, Direc&amp;#231;&amp;#227;o Internacional da COSEC, Jo&amp;#227;o Belo Rodeia, Jos&amp;#233; Meira da Cunha, Josep Llu&amp;#237;s Bonet, Manuel Martinez. Fotografia e ilustra&amp;#231;&amp;#227;o Revista Arquitectura 21, &amp;#169;Fotolia, Marina Santos Almeida, Messe Frankfurt Exhibition GmbH (Jean-Luc Valentin / Pietro Sutera), Ordem dos Arquitectos, Rodrigo Marques. Publicidade revista@portugalglobal.pt Secretariado Helena Sampaio helena.sampaio@portugalglobal.pt Assinaturas REGISTE-SE AQUI Projecto gr&amp;#225;fico aicep Portugal Global Pagina&amp;#231;&amp;#227;o e programa&amp;#231;&amp;#227;o Rodrigo Marques rodrigo.marques@portugalglobal.pt ERC: Registo n&amp;#186; 125362 As opini&amp;#245;es expressas nos artigos publicados s&amp;#227;o da responsabilidade dos seus autores e n&amp;#227;o necessariamente da revista Portugalglobal ou da aicep Portugal </description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=5</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=5</link><title>Portugalglobal nº23 Page 5</title><description /><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=6</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=6</link><title>Portugalglobal nº23 Page 6</title><description>ARQUITECTURA PORTUGUESA NOTORIEDADE NACIONAL E INTERNACIONAL Com uma evolu&amp;#231;&amp;#227;o adapt&amp;#225;vel e &amp;#225;gil a partir da segunda metade do s&amp;#233;c. XX, a arquitectura portuguesa mostra agora interna e externamente o seu talento e relev&amp;#226;ncia no panorama das est&amp;#233;ticas e linguagens arquitecturais contempor&amp;#226;neas, afirmando cada vez mais o seu potencial cultural, social e econ&amp;#243;mico. &amp;#169; Siza Vieira</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=7</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=7</link><title>Portugalglobal nº23 Page 7</title><description>DESTAQUE A arquitectura e os arquitectos portugueses est&amp;#227;o em foco, sendo actualmente reconhecidos tanto no plano nacional como internacional. Com uma heran&amp;#231;a milenar, em termos de presen&amp;#231;a edificada no territ&amp;#243;rio, a arquitectura portuguesa foi procurando ao longo da hist&amp;#243;ria os seus pr&amp;#243;prios percursos, interagindo com outras arquitecturas e culturas, &amp;#233; certo, mas refor&amp;#231;ando sempre o seu contributo na &amp;#243;ptica de uma criatividade e de um imagin&amp;#225;rio arquitect&amp;#243;nicos de cunho nacional. Os pr&amp;#233;mios que os arquitectos portugueses das v&amp;#225;rias gera&amp;#231;&amp;#245;es arrecadam actualmente, n&amp;#227;o s&amp;#243; no pa&amp;#237;s mas sobretudo nas mais diversas partes do mundo, mostram a vitalidade da sua heran&amp;#231;a, saber, adaptabilidade e talento arquitect&amp;#243;nicos, assim como da sua cada vez maior experi&amp;#234;ncia e notoriedade internacionais. Nesta medida, enfatiza do presidente da Ordem dos Arquitectos, Jo&amp;#227;o Belo Rodeia: “Din&amp;#226;mica e potencial que s&amp;#227;o insepar&amp;#225;veis de um saber e fazer profissionais que continuam a ser reconhec&amp;#237;veis em grande parte da nossa Arquitectura, desde h&amp;#225; muito ancorada numa dimens&amp;#227;o cr&amp;#237;tica que envolve a adequa&amp;#231;&amp;#227;o &amp;#224; paisagem, uma certa relut&amp;#226;ncia ao excesso e forte empenho social e &amp;#233;tico”. Na realidade os ateliers e empresas de arquitectura portugueses, n&amp;#227;o apenas os de consagrados como Siza Vieira, Gon&amp;#231;alo Byrne, Souto de Moura ou Carrilho da Gra&amp;#231;a, mas tamb&amp;#233;m os emergentes da nova gera&amp;#231;&amp;#227;o, s&amp;#227;o cada vez mais intervenientes em termos de projecto, urbanismo e design, seja no pa&amp;#237;s seja no estrangeiro, onde deixam cada vez mais a sua marca global, como sin&amp;#243;nimo inequ&amp;#237;voco de fiabilidade, qualidade, originalidade e inova&amp;#231;&amp;#227;o. Exemplo dessa marca universal &amp;#233; a recente exposi&amp;#231;&amp;#227;o de arquitectura portuguesa em Berlim ou a afirma&amp;#231;&amp;#227;o de arquitectos portugueses em Macau, o que constitui um caso particular dessa criatividade e interven&amp;#231;&amp;#227;o no terreno, com uma arquitectura que se destaca num territ&amp;#243;rio nem sempre pautado pelo crescimento ordenado do espa&amp;#231;o urbano e pelo respeito, em termos arquitect&amp;#243;nicos, por uma s&amp;#227; conviv&amp;#234;ncia entre tradi&amp;#231;&amp;#227;o e modernidade. “Os ateliers e empresas de arquitectura portugueses, n&amp;#227;o apenas os de consagrados como Siza Vieira, Gon&amp;#231;alo Byrne, Souto de Moura ou Carrilho da Gra&amp;#231;a, mas tamb&amp;#233;m os emergentes da nova gera&amp;#231;&amp;#227;o, s&amp;#227;o cada vez mais intervenientes em termos de projecto, urbanismo e design.” permitir aos arquitectos portugueses a incorpora&amp;#231;&amp;#227;o de dispositivos e solu&amp;#231;&amp;#245;es construtivas que abrangem novas tecnologias de sustentabilidade energ&amp;#233;tica e ambiental dos edif&amp;#237;cios, sem d&amp;#250;vida um importante contributo para a qualidade de vida dos seus utilizadores e tamb&amp;#233;m da cidade em geral, e com impacto muito positivo sobre a presta&amp;#231;&amp;#227;o nacional e internacional dos arquitectos portugueses. Feito o balan&amp;#231;o, podemos dizer que a arquitectura portuguesa se encontra de boa sa&amp;#250;de e que tanto em Portugal, como na Europa ou no Mundo, cada vez mais conquista e assume cultural, social e economicamente maior relev&amp;#226;ncia como sector. A legisla&amp;#231;&amp;#227;o sobre a certifica&amp;#231;&amp;#227;o energ&amp;#233;tica dos edif&amp;#237;cios veio, por outro lado, Portugalglobal // Maio 10 // 7</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=8</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=8</link><title>Portugalglobal nº23 Page 8</title><description>DESTAQUE PORTUGAL, UM PA&amp;#205;S DE ARQUITECTURA Se o papel interventor dos arquitectos portugueses &amp;#233; cada vez mais percepcionado pelo mais comum dos cidad&amp;#227;os, no plano externo, a nossa arquitectura j&amp;#225; contribui tamb&amp;#233;m para a melhoria da imagem de Portugal no mundo. Um texto de Jo&amp;#227;o Belo Rodeia, presidente da Ordem dos Arquitectos. A Arquitectura tem hoje amplo reconhecimento em Portugal. De norte a sul, no continente ou nas regi&amp;#245;es aut&amp;#243;nomas, no sector privado ou no p&amp;#250;blico, implica cerca de 18.000 arquitectos em diversas &amp;#225;reas e actos profissionais, desde a edifica&amp;#231;&amp;#227;o ao patrim&amp;#243;nio cultural, do urbanismo ao planeamento territorial, da avalia&amp;#231;&amp;#227;o de projectos &amp;#224; direc&amp;#231;&amp;#227;o e fiscaliza&amp;#231;&amp;#227;o de obras. Como nunca antes, ao melhorar as condi&amp;#231;&amp;#245;es do habitar comum, a Arquitectura ganhou particular relev&amp;#226;ncia na vida quotidiana dos cidad&amp;#227;os, criando mais identidade c&amp;#237;vica e colectiva. Neste quadro, entre transforma&amp;#231;&amp;#227;o, criatividade e inova&amp;#231;&amp;#227;o, a Arquitectura &amp;#233; um importante recurso de coes&amp;#227;o social e econ&amp;#243;mica para Portugal, ainda mais relevante em face dos desafios colocados pela crise econ&amp;#243;mica e pela globalidade do mundo. N&amp;#227;o apenas pelo importante impacto nas ind&amp;#250;strias da constru&amp;#231;&amp;#227;o e no imobili&amp;#225;rio, mas sobretudo pelo papel potencial na melhoria do ambiente constru&amp;#237;do e da qualidade de vida, na regenera&amp;#231;&amp;#227;o urbana e na reabilita&amp;#231;&amp;#227;o patrimonial, na sustentabilidade energ&amp;#233;tica e no combate &amp;#224;s altera&amp;#231;&amp;#245;es clim&amp;#225;ticas, ou ainda na educa&amp;#231;&amp;#227;o e participa&amp;#231;&amp;#227;o dos cidad&amp;#227;os. Por&amp;#233;m, a Arquitectura assume-se, tamb&amp;#233;m, como um dos mais destacados recursos de afirma&amp;#231;&amp;#227;o internacional de Portugal, pois a sua notoriedade cresceu para al&amp;#233;m da conting&amp;#234;ncia perif&amp;#233;rica portuguesa, sobretudo atrav&amp;#233;s de projectos e edif&amp;#237;cios de muitos dos seus melhores autores. Serve como exemplo a recente exposi&amp;#231;&amp;#227;o de arquitectura portuguesa em Berlim, por iniciativa do Senhor Presidente da Rep&amp;#250;blica na visita de Estado &amp;#224; Alemanha, com algumas dezenas de projectos de arquitectos portugueses para os quatro cantos do mundo, do Brasil &amp;#224; Mong&amp;#243;lia, de Timor-Leste a Angola, demonstrando, para al&amp;#233;m da din&amp;#226;mica cultural pr&amp;#243;pria, o respectivo potencial socioecon&amp;#243;mico. Din&amp;#226;mica e potencial que s&amp;#227;o insepar&amp;#225;veis de um saber e fazer profissionais que continuam a ser reconhec&amp;#237;veis em grande parte da nossa Arquitectura, desde h&amp;#225; muito ancorada numa dimens&amp;#227;o cr&amp;#237;tica que envolve a adequa&amp;#231;&amp;#227;o &amp;#224; paisagem, uma certa relut&amp;#226;ncia ao excesso e forte empenho social e &amp;#233;tico. Esta dimens&amp;#227;o traduz-se numa arquitectura habituada e ajust&amp;#225;vel a quaisquer condi&amp;#231;&amp;#245;es e circunst&amp;#226;ncias, da abund&amp;#226;ncia &amp;#224; escassez, reinventando-se em cada uma delas. Neste sentido, ainda que tantas vezes reconhec&amp;#237;vel, a nossa Arquitectura permite imprimir nela pr&amp;#243;pria cada realidade encontrada, potenciando-se com conhecimento global nas condi&amp;#231;&amp;#245;es espec&amp;#237;ficas de cada local em que opera, em qualquer parte do mundo. Compreende-se, assim, o potencial profissional dos nossos arquitectos, bem como a respectiva responsabilidade profissional e c&amp;#237;vica. Responsabilidade insepar&amp;#225;vel de melhor responder a cada problema e de fazer melhor em cada ac&amp;#231;&amp;#227;o, em cada projecto e em cada obra. Responsabilidade insepar&amp;#225;vel de uma Arquitectura para as pessoas, na convic&amp;#231;&amp;#227;o humanista e optimista de poder melhorar o mundo, entregar felicidade e realizar o bem comum. 8 // Maio 10 // Portugalglobal</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=9</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=9</link><title>Portugalglobal nº23 Page 9</title><description>DESTAQUE ESTRAT&amp;#201;GIA GLOBAL A arquitectura e os arquitectos portugueses marcam pontos no plano internacional, conferindo cada vez mais visibilidade &amp;#224; sua criatividade e talento. Exemplos n&amp;#227;o faltam por esse mundo fora. Projectos portugueses edificados em Berlim, D&amp;#237;li, Roma, Bras&amp;#237;lia, ou mesmo na Mong&amp;#243;lia, mostram que a arquitectura portuguesa est&amp;#225; de boa sa&amp;#250;de e recomenda-se. Um breve balan&amp;#231;o. Seguindo o exemplo de &amp;#193;lvaro Siza Vieira, os arquitectos portugueses projectam cada vez mais fora do pa&amp;#237;s. Sen&amp;#227;o vejamos. No m&amp;#234;s de Mar&amp;#231;o deste ano, o arquitecto Eduardo Souto de Moura apresentou, como convidado, os seus mais recentes projectos na “Fashion Week” da arquitectura e da constru&amp;#231;&amp;#227;o no mercado brasileiro – a Expo Revestir 2010 – que decorreu em S&amp;#227;o Paulo, Brasil, e que &amp;#233; uma porta aberta para o sector na Am&amp;#233;rica Latina. H&amp;#225; pouco mais de um ano, em Abril de 2009, teve lugar em Berlim a exposi&amp;#231;&amp;#227;o “Arquitectura: Portugal Fora de Portugal” organizada pela Ordem dos Arquitectos, que mostrou o trabalho de arquitectos portugueses em pa&amp;#237;ses estrangeiros, com escrit&amp;#243;rio em Portugal, numa panor&amp;#226;mica de projectos e obras que se inscrevem em v&amp;#225;rias culturas e continentes. Reuniu trabalhos de vinte e dois nomes internacionais da arquitectura portuguesa, destacando-se &amp;#193;lvaro Siza, Gon&amp;#231;alo Byrne, Jo&amp;#227;o Mendes Ribeiro, Carrilho da Gra&amp;#231;a, Manuel Gra&amp;#231;a Dias, Egas Jos&amp;#233; Vieira – com um projecto em Pilsen, na Rep&amp;#250;blica Checa –, Souto de Moura, entre outros, configurando a primeira grande mostra de arquitectura nacional neste pa&amp;#237;s europeu. A mostra, que reuniu exclusivamente projectos de autores portugueses constru&amp;#237;dos em 15 pa&amp;#237;ses do mundo, Portugalglobal // Maio 10 // 9</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=10</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=10</link><title>Portugalglobal nº23 Page 10</title><description>DESTAQUE incluiu arquitecturas que trabalham programas, culturas e situa&amp;#231;&amp;#245;es de encomenda bastante diferenciadas, em que predominam a criatividade e o rigor no trabalho. Denominador comum: a invulgar capacidade dos arquitectos portugueses de expressarem um entendimento adaptado a situa&amp;#231;&amp;#245;es e contextos geogr&amp;#225;fica e culturalmente muito diversos. A Escada Mec&amp;#226;nica no Castelo de Rivoli, em It&amp;#225;lia, de Jo&amp;#227;o Mendes Ribeiro, e o aparthotel que o Atelier do Corvo projectou e est&amp;#225; a ser constru&amp;#237;do em Angola, s&amp;#227;o dois dos 21 projectos que estiveram em exposi&amp;#231;&amp;#227;o. Na ocasi&amp;#227;o, o presidente da Ordem dos Arquitectos, Jo&amp;#227;o Rodeia, sublinhou que a arquitectura portuguesa “deve ser projectada para o exterior, n&amp;#227;o s&amp;#243; pela dimens&amp;#227;o cultural mas tamb&amp;#233;m pela socio-econ&amp;#243;mica, porque traz consigo t&amp;#233;cnicos, constru&amp;#231;&amp;#227;o civil, ind&amp;#250;strias. &amp;#201; um recurso estrat&amp;#233;gico para a afirma&amp;#231;&amp;#227;o de Portugal”. S&amp;#227;o duas, pelo menos, as portas para projectar e edificar fora de Portugal: atrav&amp;#233;s de concursos, uma possibilidade que come&amp;#231;ou a surgir com a ades&amp;#227;o do pa&amp;#237;s &amp;#224; CEE, e atrav&amp;#233;s das opera&amp;#231;&amp;#245;es imobili&amp;#225;rias portuguesas no estrangeiro. Tanto num caso como noutro, as parcerias e cons&amp;#243;rcios podem constituir uma boa aposta. Pragmatismo e novos olhares s&amp;#227;o duas das mais recentes aquisi&amp;#231;&amp;#245;es conceptuais da arquitectura portuguesa, que se traduz no elevado n&amp;#250;mero de jovens arquitectos com incurs&amp;#245;es profissionais bem sucedidas no estrangeiro, para o que contribui o cada vez maior acesso e partilha (multidisciplinar) de informa&amp;#231;&amp;#227;o, n&amp;#227;o apenas gen&amp;#233;rica, mas espec&amp;#237;fica da arquitectura e do design. A facilidade de trocar informa&amp;#231;&amp;#227;o tecnol&amp;#243;gica entre continentes permite cada vez mais superar as dist&amp;#226;ncias geogr&amp;#225;ficas e culturais, deixando em aberto, na produ&amp;#231;&amp;#227;o arquitect&amp;#243;nica, in&amp;#250;meras possibilidades de inova&amp;#231;&amp;#227;o, experimenta&amp;#231;&amp;#227;o e de aproxima&amp;#231;&amp;#227;o a express&amp;#245;es mais avan&amp;#231;adas. Este movimento da arquitectura para fora tem que ver tamb&amp;#233;m com o crescimento do n&amp;#250;mero dos arquitectos portugueses nas tr&amp;#234;s &amp;#250;ltimas d&amp;#233;cadas, que passou de cerca de mil arquitectos, em 1980, para mais de 17.500 (dados da Ordem dos Arquitectos), o que demonstra a atrac&amp;#231;&amp;#227;o que exerce a arquitectura, como profiss&amp;#227;o, entre os mais jovens. Por outro lado, a arquitectura portuguesa, que est&amp;#225; alicer&amp;#231;ada nas carreiras pessoais de excelentes arquitectos portugueses, tem sido um dos bens que Portugal tem repetidamente procurado exportar ao longo da &amp;#250;ltima d&amp;#233;cada. Estes arquitectos, que constituem a imagem de marca desta arquitectura exportada, t&amp;#234;m o m&amp;#233;rito de, com poucos apoios dentro do pa&amp;#237;s, terem constru&amp;#237;do s&amp;#243;lidas carreiras profissionais, tanto no plano nacional como internacional. Mas as novas gera&amp;#231;&amp;#245;es de arquitectos, abrem tamb&amp;#233;m caminho para fora, criando para isso as suas pr&amp;#243;prias empresas e estrat&amp;#233;gias de internacionaliza&amp;#231;&amp;#227;o. “Pragmatismo e novos olhares s&amp;#227;o duas das mais recentes aquisi&amp;#231;&amp;#245;es conceptuais da arquitectura portuguesa, que se traduz no elevado n&amp;#250;mero de jovens arquitectos com incurs&amp;#245;es profissionais bem sucedidas no estrangeiro.” Entre os muitos exemplos de internacionaliza&amp;#231;&amp;#227;o est&amp;#225; o da sociedade de arquitectos Saraiva &amp;amp; Associados, que est&amp;#225; a apostar na internacionaliza&amp;#231;&amp;#227;o da presta&amp;#231;&amp;#227;o de servi&amp;#231;os na Arg&amp;#233;lia e em Marrocos, numa estrat&amp;#233;gia para conquistar e se adaptar a novos mercados, em que os pa&amp;#237;ses do Magrebe constituem uma boa oportunidade pelo seu potencial de neg&amp;#243;cio na &amp;#225;rea da exporta&amp;#231;&amp;#227;o de servi&amp;#231;os com valor acrescentado. Os pa&amp;#237;ses da regi&amp;#227;o est&amp;#227;o a fazer uma forte aposta na constru&amp;#231;&amp;#227;o, infra-estruturas p&amp;#250;blicas, sa&amp;#250;de e transportes, bem como nas &amp;#225;reas dos equipamentos habitacionais, turismo, hotelaria e escolas. Ainda recentemente os arquitectos Jo&amp;#227;o Prates Ruivo e Raquel Maria Oliveira ficaram entre os cinco finalistas do International Architecture Competition – Upto35/Student Housing – um concurso destinado a arquitectos com menos de 35 anos. A proposta destes dois portugueses foi seleccionada entre 245 trabalhos chegados de 45 pa&amp;#237;ses, por um j&amp;#250;ri composto por nomes como Bjarke Ingels, Marcel</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=11</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=11</link><title>Portugalglobal nº23 Page 11</title><description>DESTAQUE que procurava ideias para a constru&amp;#231;&amp;#227;o de uma resid&amp;#234;ncia para estudantes no centro hist&amp;#243;rico de Atenas, na Gr&amp;#233;cia. S&amp;#227;o v&amp;#225;rios os percursos internacionais da arquitectura portuguesa: de Berlim (chancelaria e resid&amp;#234;ncia da Embaixada de Portugal, de In&amp;#234;s Lobo e Pedro Domingos) a Bras&amp;#237;lia (resid&amp;#234;ncia da Embaixada de Portugal, de Ricardo Bak Gordon); de Roma (conjunto habitacional de Romanina, do atelier Risco) a Cabo Verde, onde Jos&amp;#233; Adri&amp;#227;o est&amp;#225; a projectar um edif&amp;#237;cio na Ilha da Boavista; da B&amp;#233;lgica (sede do governo da prov&amp;#237;ncia do Barbante Flamengo, de Gon&amp;#231;alo Byrne), ao aparthotel que o Atelier do Corvo est&amp;#225; a construir em Luanda; de Budapeste (edif&amp;#237;cios do Promont&amp;#243;rio) a Como (em It&amp;#225;lia, dos ARX) e a Madrid (dos Aires Mateus); de Barcelona (Souto de Moura) ao conjunto urbano dos Barbini Arquitectos numa praia em Cabo Lombo, Angola; de Fran&amp;#231;a (Teatro Audit&amp;#243;rio que Jo&amp;#227;o Lu&amp;#237;s Carrilho da Gra&amp;#231;a j&amp;#225; construiu em Poitiers); de M&amp;#225;laga (Museu do Conto, dos Aires Mateus) a Antu&amp;#233;rpia (cremat&amp;#243;rio que Souto de Moura projectou); da Rep&amp;#250;blica Checa (Teatro de Pilsen, de Gra&amp;#231;a Dias e Egas Jos&amp;#233; Vieira); e do Brasil (Funda&amp;#231;&amp;#227;o Iber&amp;#233; Camargo, a mais recente obra de Siza neste pa&amp;#237;s) &amp;#224; Coreia (Pavilh&amp;#227;o de Siza no verde de Anyang). Enfim, uma arquitectura que atravessa fronteiras e que re&amp;#250;ne todas as condi&amp;#231;&amp;#245;es para ser progressivamente mais solicitada, dada a sua universalidade. Os projectos com assinatura portuguesa n&amp;#227;o s&amp;#227;o apenas edificados em pa&amp;#237;ses europeus, mas encontram-se em locais t&amp;#227;o distantes como o Brasil, na outra margem do atl&amp;#226;ntico, ou na Mong&amp;#243;lia, com dois jovens arquitectos, In&amp;#234;s Vieira da Silva e Miguel Vieira, a serem desafiados a construir, no meio do nada, uma casa de mil metros quadrados para um cliente que ainda n&amp;#227;o existe no terreno. A hist&amp;#243;ria: um dia receberam um e-mail do atelier su&amp;#237;&amp;#231;o Herzog &amp;amp; de Meuron, com o qual nunca tinham contactado, perguntando-lhes se estariam dispon&amp;#237;veis para participar num projecto em que 100 jovens arquitectos de todo o mundo construiriam 100 habita&amp;#231;&amp;#245;es de luxo na Mong&amp;#243;lia. Casa em Macinhata da Seixa - NUNO BRAND&amp;#195;O COSTA Outro espa&amp;#231;o em que a internacionaliza&amp;#231;&amp;#227;o da arquitectura nacional esteve patente foi a exposi&amp;#231;&amp;#227;o, na Ordem dos Arquitectos, em Lisboa, de projectos de cinco escolas criados por arquitectos portugueses para pa&amp;#237;ses africanos lus&amp;#243;fonos. A exposi&amp;#231;&amp;#227;o, comissariada pelo arquitecto Manuel Gra&amp;#231;a Dias, mostrou os projectos de cinco equipas de arquitectos portugueses – In&amp;#234;s Lobo, Pedro Maur&amp;#237;cio Borges, Pedro Reis, Jorge Figueira e a dupla Pedro Ravara/Nuno Vidigal – que criaram escolas para lugares espec&amp;#237;ficos de Cabo Verde, Guin&amp;#233;-Bissau, S&amp;#227;o Tom&amp;#233; e Pr&amp;#237;ncipe, Angola e Mo&amp;#231;ambique. Os projectos em exposi&amp;#231;&amp;#227;o em Lisboa representaram Portugal na 8&amp;#170; Bienal Internacional de Arquitectura de S&amp;#227;o Paulo, que decorreu de 31 de Outubro a 6 de Dezembro de 2009. Segundo Manuel Gra&amp;#231;a Dias, estes projectos “n&amp;#227;o dever&amp;#227;o ficar apenas no papel”, pois o objectivo &amp;#233; que sejam concretizados no terreno. Para esse efeito, os projectos encomendados dever&amp;#227;o depois seguir para os respectivos destinos, procurando ser viabilizados, numa &amp;#243;ptica de financiamento estrat&amp;#233;gico, pelo Governo portugu&amp;#234;s, para passarem &amp;#224; fase de constru&amp;#231;&amp;#227;o. Fazendo um balan&amp;#231;o actualizado: os arquitectos conceituados, foram sempre chamados a intervir noutros pa&amp;#237;ses e Portugal &amp;#233;, seguramente, mais exportador de arquitectura de qualidade do que importador, sendo j&amp;#225; muitos os arquitectos portugueses que projectam e edificam fora do territ&amp;#243;rio nacional. Actualmente mais de duas dezenas de arquitectos portugueses trabalham regularmente para o exterior, encontrando-se por todo o planeta obras assinadas por arquitectos nacionais, uma presen&amp;#231;a global que, &amp;#233; preciso n&amp;#227;o esquecer, tem mais s&amp;#233;culos de Hist&amp;#243;ria. Portugalglobal // Maio 10 // 11 &amp;#169; Armenio Teixeira</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=12</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=12</link><title>Portugalglobal nº23 Page 12</title><description>DESTAQUE ARQUITECTOS PREMIADOS L&amp;#193; FORA PRESTIGIAM ARQUITECTURA C&amp;#193; DENTRO Os pr&amp;#233;mios que a arquitectura portuguesa ganha nas mais diversas partes do mundo traduzem n&amp;#227;o s&amp;#243; a sua relev&amp;#226;ncia como o prest&amp;#237;gio externo de que goza. S&amp;#227;o cada vez mais os arquitectos nacionais cujo trabalho se v&amp;#234; premiado a n&amp;#237;vel internacional. Alguns exemplos, entre muitos, de inova&amp;#231;&amp;#245;es e sensibilidades premiadas. Consagrados como Siza Vieira, que foi recentemente nomeado membro honor&amp;#225;rio da Academia Americana de Artes e Letras e que recebeu no ano passado o pr&amp;#233;mio Medalha de Ouro Real, atribu&amp;#237;do pela Rainha Isabel II, pela sua contribui&amp;#231;&amp;#227;o para a arquitectura internacional, ou como Jo&amp;#227;o Carrilho da Gra&amp;#231;a, que foi vencedor do pr&amp;#233;mio Pessoa, tamb&amp;#233;m em 2009 – por criar uma linguagem pr&amp;#243;pria que se adequa a cada situa&amp;#231;&amp;#227;o espec&amp;#237;fica –, ganham frequentemente pr&amp;#233;mios pelos seus projectos edificados no pa&amp;#237;s ou no estrangeiro. Siza Vieira junta a Medalha brit&amp;#226;nica a importantes pr&amp;#233;mios internacionais como o pr&amp;#233;mio Pritzker (1992), considerado o Nobel da Arquitectura, e os tr&amp;#234;s pr&amp;#233;mios Secil que lhe foram atribu&amp;#237;dos em 1996, 2000 e 2006. Na frente interna, o m&amp;#233;rito dos jovens arquitectos (e engenheiros) tem sido especialmente reconhecido e galardoado pelo Pr&amp;#233;mio Secil, o mais importante pr&amp;#233;mio da arquitectura nacional, que muito tem contribu&amp;#237;do para a promo&amp;#231;&amp;#227;o de novos talentos no in&amp;#237;cio das suas carreiras, uma gera&amp;#231;&amp;#227;o interessada, competitiva e com experi&amp;#234;ncia internacional que tem vindo a demonstrar que sabe pensar e fazer arquitectura. estagiou com Herzog &amp;amp; de Meuron, na Sui&amp;#231;a, e com Jos&amp;#233; Fernando Gon&amp;#231;alves e Paulo Provid&amp;#234;ncia, no Porto. A sua obra tem sido reconhecida em Portugal (e no estrangeiro), tendo recebido o Pr&amp;#233;mio Secil Arquitectura 2008 pelo seu projecto do Edif&amp;#237;cio Administrativo e Showroom M&amp;#243;veis Viriato, em Paredes. Para o autor, esta &amp;#233; uma obra diferente na sequ&amp;#234;ncia dos seus trabalhos, destacando que a “express&amp;#227;o do edif&amp;#237;cio explora muito a componente estrutural.” Alternando a escala p&amp;#250;blica e dom&amp;#233;stica, a sua obra evidencia a clarifica&amp;#231;&amp;#227;o estrutural associada a uma eficaz explora&amp;#231;&amp;#227;o de opostos, que manipula com uma economia de meios not&amp;#225;vel. Na frente externa, o arquitecto de interiores Miguel C&amp;#226;ncio Martins &amp;#233; outro dos arquitectos portugueses que encanta l&amp;#225; fora, sendo muito mais conhecido no estrangeiro, em pa&amp;#237;ses como a Fran&amp;#231;a, EUA ou Singapura, do que em “O m&amp;#233;rito dos jovens arquitectos (e engenheiros) tem sido especialmente reconhecido e galardoado pelo Pr&amp;#233;mio Secil, o mais importante pr&amp;#233;mio da arquitectura nacional.” &amp;#201; o caso de Nuno Brand&amp;#227;o Costa – arquitecto e professor da FAUP (Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto). Formou-se pela FAUP em 1994 e Siza Vieira 12 // Maio 10 // Portugalglobal Jo&amp;#227;o Carrilho da Gra&amp;#231;a Miguel C&amp;#226;ncio Martins</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=13</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=13</link><title>Portugalglobal nº23 Page 13</title><description>DESTAQUE Portugal. A sua dimens&amp;#227;o &amp;#233; claramente europeia: nasceu em Lisboa, estudou em Bruxelas e mora em Paris. “Sou portugu&amp;#234;s cem por cento, mas sou sem d&amp;#250;vida europeu. A nossa for&amp;#231;a &amp;#233; sermos europeus e n&amp;#227;o ser portugu&amp;#234;s, espanhol ou franc&amp;#234;s”, disse numa entrevista Revista &amp;#218;nica (Expresso), no in&amp;#237;cio do ano. Mas os novos arquitectos tamb&amp;#233;m n&amp;#227;o param de arrecadar pr&amp;#233;mios. Galardoado na Holanda, em 2010, com o pr&amp;#233;mio NET – Pr&amp;#233;mio Nacional Energia do Futuro, foi o arquitecto portugu&amp;#234;s Jorge Moura, pelo projecto do edif&amp;#237;cio em que funciona a Escola de Engenharia, em Delft, que pertence &amp;#224; Universidade de Haia. O edif&amp;#237;cio foi pensado para usar ao m&amp;#225;ximo recursos naturais e minimizar as perdas de energia atrav&amp;#233;s de materiais adequados, indo ao encontro da sustentabilidade ambiental estando previsto que o edif&amp;#237;cio seja totalmente auto-suficiente em termos energ&amp;#233;ticos. Ainda em 2010, o arquitecto paisagista Nelson Soares, aluno de mestrado em Arquitectura Paisag&amp;#237;stica da UTAD, ganhou o pr&amp;#233;mio Ibero-Americano Jovem Arquitecto Paisagista, no &amp;#226;mbito do 7&amp;#186; Concurso Internacional realizado pelo jornal Arquitecturas, pela Vibeiras e pela Urbaverde. O talento e a qualidade do projecto foram reconhecidos no seu projecto do Parque Equestre de Abambres (Vila Real). A proposta visa devolver &amp;#224; cidade a ruralidade esquecida atrav&amp;#233;s de um prolongamento do parque da cidade para a zona de expans&amp;#227;o urbana, o que inclui al&amp;#233;m do centro equestre, pomares, vinhas e hortas. Da autoria do arquitecto Jo&amp;#227;o Maria Trindade, o projecto da Esta&amp;#231;&amp;#227;o Biol&amp;#243;gica do Garducho (Mour&amp;#227;o) foi galardoado com o pr&amp;#233;mio FAD 2009 de Arquitectura, o mais importante galard&amp;#227;o da arquitectura ib&amp;#233;rica, atribu&amp;#237;do em Barcelona (Espanha). Os pr&amp;#233;mios FAD s&amp;#227;o concedidos pela Arquinfad, uma institui&amp;#231;&amp;#227;o que promove a arquitectura e o desenho no espa&amp;#231;o ib&amp;#233;rico. Para o presidente do j&amp;#250;ri, Arcadi Pla y Masmiquel, esta obra arquitect&amp;#243;nica “&amp;#233; uma pe&amp;#231;a que quase levita sobre a paisagem, uma nova forma de arquitectura sustent&amp;#225;vel, que v&amp;#234; a natureza n&amp;#227;o como um lugar apenas para Museu Iber&amp;#234; Camargo - &amp;#193;LVARO SIZA VIEIRA &amp;#169; Nuno Gra&amp;#231;a Moura, Arq. lda. 30 moradias unifamiliares em banda, Bom Sucesso, &amp;#211;bidos - NUNO GRA&amp;#199;A MOURA colonizar, mas para valorizar”. Este ano, entre os finalistas do pr&amp;#233;mio FAD, com mais de 520 obras a concurso nesta edi&amp;#231;&amp;#227;o, encontram-se as obras de Nuno Gra&amp;#231;a Moura (habita&amp;#231;&amp;#227;o unifamiliar em Marco de Canaveses), de Nuno Valentim (Centro Comunit&amp;#225;rio S&amp;#227;o Cirilo, no Porto) e de Jos&amp;#233; Mateus e Nuno Mateus (Escola Superior de Tecnologia, no Barreiro). Pla y Masmiquel sublinha a crescente participa&amp;#231;&amp;#227;o portuguesa e real&amp;#231;a “a for&amp;#231;a e qualidade dos arquitectos portugueses”, que cada vez mais se destacam em todas as categorias do certame. Em 2009, o arquitecto portugu&amp;#234;s David Mares, de 26 anos, vence o pr&amp;#233;mio People’s Prize, num concurso internacional de design de abrigos – o “Design it: Shelter Competition” – promovido pelo Museu Guggenheim, de Nova Iorque. O seu modelo, de caracter&amp;#237;sticas &amp;#250;nicas, integra a&amp;#231;o, madeira e corti&amp;#231;a, uma material impermeabilizante com grande isolamento t&amp;#233;rmico e ac&amp;#250;stico, que faculta a protec&amp;#231;&amp;#227;o contra varia&amp;#231;&amp;#245;es microclim&amp;#225;ticas entre o calor seco e o frio h&amp;#250;mido. O trabalho de David Mares foi um dos dez finalistas escolhidos entre cerca de 600 participantes oriundos de 68 pa&amp;#237;ses. Tamb&amp;#233;m no ano passado, os arquitectos portugueses Telmo Cruz e Maximina Almeida foram os vencedores do Concurso Internacional de Ideias para a Nova Ponte Cicl&amp;#225;vel sobre a 2&amp;#170; Circular, em Lisboa. O concurso, que reuniu 62 candidaturas de 14 pa&amp;#237;ses, foi uma iniciativa da ExperimentaDesign Lisboa 2009 e da Funda&amp;#231;&amp;#227;o Galp Energia que pretendem premiar a mobilidade sustent&amp;#225;vel. Entre as candidaturas encontravam-se 39 portugueses e 23 internacionais, com forte representa&amp;#231;&amp;#227;o do Reino Unido. Portugalglobal // Maio 10 // 13 &amp;#169; siza vieira</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=14</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=14</link><title>Portugalglobal nº23 Page 14</title><description>DESTAQUE HIST&amp;#211;RIA (MUITO) BREVE Historicamente os percursos da arquitectura portuguesa s&amp;#227;o m&amp;#250;ltiplos e embora tenha sempre partilhado a diversidade das linguagens de &amp;#233;poca, procurou ser sempre coerente com um modelo de arquitectura nacional. A presen&amp;#231;a de constru&amp;#231;&amp;#245;es e edif&amp;#237;cios que remontam &amp;#224; Pr&amp;#233;-hist&amp;#243;ria e &amp;#224; Antiguidade romana, assim como ao per&amp;#237;odo mu&amp;#231;ulmano e &amp;#224; Idade M&amp;#233;dia (Rom&amp;#226;nico e G&amp;#243;tico), e desta ao Renascimento, &amp;#233; uma caracter&amp;#237;stica da evolu&amp;#231;&amp;#227;o das formas arquitecturais em Portugal. Durante a Reconquista foi constru&amp;#237;do um n&amp;#250;mero elevado de igrejas rom&amp;#226;nicas, que, no entanto, fogem ao estilo original (de inspira&amp;#231;&amp;#227;o francesa), em que predomina a arquitectura religiosa. A S&amp;#233; Velha de Coimbra e a S&amp;#233; de Lisboa s&amp;#227;o desse per&amp;#237;odo. No Renascimento, ao contr&amp;#225;rio do que acontecia na Idade M&amp;#233;dia, a cultura mostra-se multidisciplinar e interdisciplinar e a arquitectura incorpora conhecimentos arquitecturais medievais e elementos da linguagem cl&amp;#225;ssica. O estilo Manuelino, um desenvolvimento do G&amp;#243;tico Tardio, torna-se uma variante regional, bem portuguesa, da transi&amp;#231;&amp;#227;o medievo-renascentista, Durante o dom&amp;#237;nio filipino (15801640) desenvolveu-se um novo estilo, a arquitectura ch&amp;#227; ou Estilo Ch&amp;#227;o: maneirista, robusto, superf&amp;#237;cies lisas, pouca decora&amp;#231;&amp;#227;o, rompe com o Manuelino. Express&amp;#227;o da cultura medievo-moderna s&amp;#227;o tamb&amp;#233;m as nossas primeiras cidades ultramarinas, sobretudo insulares e costeiras. Os s&amp;#233;culos XVII e XVIII debater-se-&amp;#227;o com reac&amp;#231;&amp;#245;es ao classicismo, representadas pelo estilo Barroco, com predomin&amp;#226;ncia na arquitectura religiosa, que atinge no contexto do Brasil, um momento alto: o Barroco Mineiro. O Convento de Mafra &amp;#233; um dos edif&amp;#237;cios mais representativos deste estilo. O Barroco evolui para o Rococ&amp;#243;, de que &amp;#233; modelo a Torre dos Cl&amp;#233;rigos, no Porto. “No in&amp;#237;cio do s&amp;#233;c. XX os arquitectos tornam-se inicialmente vanguardistas, adoptam um discurso social e est&amp;#233;tico de renova&amp;#231;&amp;#227;o do ambiente em que vive o homem contempor&amp;#226;neo.“ expandindo-se de modo transatl&amp;#226;ntico e universalizado. O Mosteiro dos Jer&amp;#243;nimos &amp;#233; exemplo da transi&amp;#231;&amp;#227;o do G&amp;#243;tico para o Renascimento. 14 // Maio 10 // Portugalglobal</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=15</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=15</link><title>Portugalglobal nº23 Page 15</title><description>DESTAQUE 1755 foi o ano do terramoto e do maremoto que destru&amp;#237;ram grande parte de Lisboa, que o Marqu&amp;#234;s de Pombal decide reconstruir. Surge na baixa lisboeta a arquitectura de Estilo Pombalino, uma arquitectura inteligente e bem concebida, que inova construindo pelo m&amp;#233;todo pr&amp;#233;-fabricado e sobre um sistema anti-s&amp;#237;smico. Os novos espa&amp;#231;os s&amp;#227;o luminosos e amplos. As ruas, de tra&amp;#231;ado medieval, d&amp;#227;o lugar a ruas rectil&amp;#237;neas ortogonais. O Rossio e a Pra&amp;#231;a do Com&amp;#233;rcio tornam-se emblemas desta arquitectura. Arquitectos da &amp;#233;poca: Manuel da Maia e Carlos Mardel. como disciplina. A arquitectura do s&amp;#233;c. XIX, n&amp;#227;o tendo ainda uma linguagem pr&amp;#243;pria, envereda pelas v&amp;#225;rias express&amp;#245;es do revivalismo: neog&amp;#243;tica, art noveau, entre outras. A arquitectura moderna come&amp;#231;a a despontar no horizonte. tural, sob a forma de uma arquitectura nacionalista e monumental, que o Estado Novo quer empreender, n&amp;#227;o imitam, inovam e criam uma arquitectura p&amp;#250;blica e privada com qualidades pr&amp;#243;prias. O Plano do Areeiro data dessa &amp;#233;poca. Nas d&amp;#233;cadas de 40 e 50, o produto arquitect&amp;#243;nico, at&amp;#233; ali influenciado pela arquitectura modernista internacional, procura tamb&amp;#233;m inspirar-se na express&amp;#227;o popular e tradicionalista da arquitectura portuguesa. Nos dif&amp;#237;ceis anos 40 foram atribu&amp;#237;dos oito Pr&amp;#233;mios Valmor, o primeiro dos quais coube ao edif&amp;#237;cio do Di&amp;#225;rio de Noticias, situado na Avenida da Liberda- “A d&amp;#233;cada de 30 corresponde &amp;#224; consolida&amp;#231;&amp;#227;o do Estado Novo, que adopta os modelos nacionalistas europeus, sobretudo caracter&amp;#237;sticos dos regimes pol&amp;#237;ticos alem&amp;#227;o e italiano.” No in&amp;#237;cio do s&amp;#233;c. XX os arquitectos tornam-se inicialmente vanguardistas, adoptam um discurso social e est&amp;#233;tico de renova&amp;#231;&amp;#227;o do ambiente em que vive o homem contempor&amp;#226;neo. Este discurso implica ou uma releitura dos valores modernos ou prop&amp;#245;em projectos radicalmente novos, confrontando os dogmas do modernismo. O arquitecto Raul Lino foi um dos que propunha espa&amp;#231;os dinamicamente articulados e inseridos no contexto paisag&amp;#237;stico, enfim, humanizados. A d&amp;#233;cada de 30 corresponde &amp;#224; consolida&amp;#231;&amp;#227;o do Estado Novo, que adopta os modelos nacionalistas europeus, sobretudo caracter&amp;#237;sticos dos regimes pol&amp;#237;ti&amp;#169;Antonio Sacchetti Pal&amp;#225;cio de Queluz Convento de Cristo - Tomar No in&amp;#237;cio do s&amp;#233;culo XIX, a Europa, e Portugal, recebem o primeiro choque da evolu&amp;#231;&amp;#227;o tecnol&amp;#243;gica potenciada pela Revolu&amp;#231;&amp;#227;o Industrial. A arquitectura reflecte essas mudan&amp;#231;as: os antigos materiais, como a pedra e a madeira, come&amp;#231;am a ser substitu&amp;#237;dos pelo bet&amp;#227;o e depois pelo bet&amp;#227;o armado. Como reac&amp;#231;&amp;#227;o &amp;#224; religiosidade da est&amp;#233;tica anterior e aos exageros do Barroco, os arquitectos buscam linhas e tra&amp;#231;ados que reflictam, espacial e formalmente, a nova racionalidade, objectividade e funcionalidade, sob a forma do neoclassicismo. Exemplos: Teatro Nacional de S&amp;#227;o Carlos, Pal&amp;#225;cio Nacional da Ajuda ou o Hospital de Santo Ant&amp;#243;nio (Porto). Nos s&amp;#233;culos XVIII/XIX surgem novas formas de ocupa&amp;#231;&amp;#227;o do espa&amp;#231;o urbano, o Estado torna-se interveniente nesta mudan&amp;#231;a de paradigma, o urbanismo surge de, um projecto assinado pelo arquitecto Porf&amp;#237;rio Pardal Monteiro. Foi tamb&amp;#233;m nesta d&amp;#233;cada que se institu&amp;#237;ram os Pr&amp;#233;mios Municipais de Arquitectura, a partir de 1943, que perdurariam at&amp;#233; &amp;#224; d&amp;#233;cada seguinte, tendo-se fundido com o Valmor em 1982. O Pr&amp;#233;mio Valmor, que &amp;#233; sin&amp;#243;nimo de qualidade arquitect&amp;#243;nica e reflecte o bom gosto de cada &amp;#233;poca, foi atribu&amp;#237;do pela primeira vez em 1902, ano em que foi inaugurado o elevador de Santa Justa. A partir dos anos 60-70, a arquitectura e os arquitectos portugueses ganham destaque na cr&amp;#237;tica internacional pela sua originalidade e autenticidade – com nomes como Siza Vieira, Gon&amp;#231;alo Byrne e Carrilho da Gra&amp;#231;a – voltando-se para uma reflex&amp;#227;o sobre a cidade e a sociologia urbana, e tamb&amp;#233;m para uma percep&amp;#231;&amp;#227;o p&amp;#243;s-moderna, tanto mais que se come&amp;#231;am a fazer investimentos na rec&amp;#233;m-chegada ind&amp;#250;stria do turismo, nascendo aqui o in&amp;#237;cio das preocupa&amp;#231;&amp;#245;es ambientais e de sustentabilidade que a caracterizam hoje em dia. Mosteiro dos Jer&amp;#243;nimos cos alem&amp;#227;o e italiano. Mas os arq</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=16</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=16</link><title>Portugalglobal nº23 Page 16</title><description>DESTAQUE SUCESS&amp;#195;O DE PR&amp;#201;MIOS DISTINGUE ARIPA Trinta arquitectos, de gera&amp;#231;&amp;#245;es e percursos acad&amp;#233;micos distintos, d&amp;#227;o corpo &amp;#224;s interven&amp;#231;&amp;#245;es da Aripa nos espa&amp;#231;os p&amp;#250;blicos. Uma empresa cujas obras procuram reflectir sempre o encontro da criatividade conceptual com a constru&amp;#231;&amp;#227;o e o controlo or&amp;#231;amental. Embora desenvolva a sua actividade de arquitectura em &amp;#225;reas t&amp;#227;o diversas como a justi&amp;#231;a, a educa&amp;#231;&amp;#227;o, a habita&amp;#231;&amp;#227;o ou o planeamento urbano, a Il&amp;#237;dio Pelicano Arquitectos (Aripa) desenvolve o fundamental da sua actividade em projectos da &amp;#225;rea da sa&amp;#250;de. Neste dom&amp;#237;nio, os 30 anos de experi&amp;#234;ncia acumulados permitem-lhe conciliar a rejei&amp;#231;&amp;#227;o de quaisquer compromissos funcionais com a procura de solu&amp;#231;&amp;#245;es arquitect&amp;#243;nicas interessantes, sempre com um objectivo principal: criar espa&amp;#231;os que s&amp;#227;o, antes de mais, locais de viv&amp;#234;ncia de pessoas e s&amp;#243; depois locais de presta&amp;#231;&amp;#227;o de cuidados de sa&amp;#250;de. A sua actividade &amp;#233; orientada para empreendimentos de natureza p&amp;#250;blica que, segundo o arquitecto Il&amp;#237;dio Pelicano, “s&amp;#227;o edif&amp;#237;cios vocacionados para o encontro de pessoas, simultaneamente casa de todos e de ningu&amp;#233;m, onde a necessidade do arquitecto &amp;#233; muito premente como criador de espa&amp;#231;os de conviv&amp;#234;ncia e em que, face &amp;#224; sociedade actual, a sua ac&amp;#231;&amp;#227;o seja pedag&amp;#243;gica ao valorizar formas de relacionamento mais solid&amp;#225;rias, integradoras e sustent&amp;#225;veis”. Ainda segundo a sua opini&amp;#227;o, “as obras da Aripa s&amp;#227;o sempre o resultado do encontro da imagina&amp;#231;&amp;#227;o conceptual com a constru&amp;#231;&amp;#227;o e o controlo or&amp;#231;amental porque, sem abdicarmos da nossa liberdade, o dono da obra tem os seus pr&amp;#243;prios limites e h&amp;#225; um equil&amp;#237;brio que tem de ser respeitado”. Para a Aripa, o Hospital de Ponta Delgada, o Hospital Central da Madeira, as unidades hospitalares da Guarda e de Lamego e o Centro de Cultura e Congressos das Caldas da Rainha, em territ&amp;#243;rio nacional e, al&amp;#233;m fronteiras, um hospital na Costa Rica, o aeroporto de Maputo ou o Banco Internacional da Guin&amp;#233;-Bissau marcam a actividade da empresa e demonstram a sua voca&amp;#231;&amp;#227;o para intervir no espa&amp;#231;o p&amp;#250;blico. Uma das “regras de ouro” da Aripa no mercado &amp;#233; o respeito pela arquitectura como parte integrante de uma actividade econ&amp;#243;mica, limitada em custos, “que tem de ser rent&amp;#225;vel para quem a promove”. Para Il&amp;#237;dio Pelicano, “a exig&amp;#234;ncia de rigor e aferi&amp;#231;&amp;#227;o de um projec- 16 // Maio 10 // Portugalglobal</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=17</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=17</link><title>Portugalglobal nº23 Page 17</title><description>DESTAQUE Pr&amp;#233;mios e distin&amp;#231;&amp;#245;es relevantes – Primeiros Pr&amp;#233;mios Sa&amp;#250;de 2009 – Hospital da Ilha Terceira; Edif&amp;#237;cio da Nova Radioterapia Externa IPO, Porto. 2007 – Hospital Central da Madeira; Hospital de Proximidade de Lamego; Hospital de Cascais. 2005 – Radioterapia e Internamento IPO, Coimbra. 2002 – Recupera&amp;#231;&amp;#227;o do Hospital Dr. Jo&amp;#227;o de Almada, Funchal. 2001 – Hospital da P&amp;#243;voa de Varzim; Hospital das Caldas da Rainha; Hospital da Guarda. 1997 – Instituto Portugu&amp;#234;s de Oncologia, Coimbra. 1996 – Instituto Portugu&amp;#234;s de Oncologia, Lisboa. 1993 – Hospital do Vale de Sousa, Penafiel. 1992 – Hospital de Santa Maria da Feira. 1989 – Hospital de Ponta Delgada, A&amp;#231;ores Habita&amp;#231;&amp;#227;o 1999 – Epul Jovem – 384 fogos, Lisboa; Programa PER – 350 fogos, Lisboa. Servi&amp;#231;os, Cultura e Ensino 2006 – Centro de Cultura e Congressos de Caldas da Rainha; Edif&amp;#237;cio Polivalente e Unidade Residencial, Loures. 2005 – Sede de Servi&amp;#231;os M&amp;#233;dicoSociais da C. M. de Lisboa. 1989 – Escola de Medicina Dent&amp;#225;ria. to, obriga o arquitecto a transformar-se num t&amp;#233;cnico e num gestor integrado num processo de produ&amp;#231;&amp;#227;o, sendo no equil&amp;#237;brio e no entendimento dos argumentos dos v&amp;#225;rios intervenientes, que se podem encontrar solu&amp;#231;&amp;#245;es capazes de servir a todos; quando algo for inconcili&amp;#225;vel os pressupostos de base t&amp;#234;m de ser reequacionados”. No momento que passa, uma preocupa&amp;#231;&amp;#227;o assola a generalidade dos arquitectos e &amp;#233; partilhada por Il&amp;#237;dio Pelicano: a pr&amp;#225;tica de abaixamento brutal de honor&amp;#225;rios que, a m&amp;#233;dio prazo, podem inviabilizar os gabinetes e fazer com que a arquitectura e a qualidade venham a sofrer se o caminho seguido for o da competitividade pouco saud&amp;#225;vel. ARIPA Il&amp;#237;dio Pelicano Arquitectos, Lda. Rua Julieta Ferr&amp;#227;o, 12 – 11&amp;#186; 1600-131 Lisboa Tel.: +351 217 826 270 geral@aripa.pt www.aripa.pt Portugalglobal // Maio 10 // 17</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=18</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=18</link><title>Portugalglobal nº23 Page 18</title><description>DESTAQUE IDEIAS DO FUTURO TRIUNFA NOS MERCADOS A Ideias do Futuro aposta na diversidade para conseguir responder a um vast&amp;#237;ssimo leque de solicita&amp;#231;&amp;#245;es, embora a execu&amp;#231;&amp;#227;o de projectos de arquitectura na &amp;#225;rea do desenho de cidades seja um dos pontos fortes das interven&amp;#231;&amp;#245;es deste atelier. Provavelmente o nome do arquitecto ingl&amp;#234;s Terry Farrell, Sir, dono de um atelier com mais de 200 arquitectos, n&amp;#227;o lhe diz nada. Por&amp;#233;m, para a Ideias do Futuro foi a partir da coopera&amp;#231;&amp;#227;o com este nome grande da arquitectura europeia que o caminho para o mercado internacional ficou desanuviado. Neste momento, quase um quarto de s&amp;#233;culo ap&amp;#243;s a sua funda&amp;#231;&amp;#227;o, a Ideias do Futuro tem 80 por cento da sua actividade garantida pelos mercados externos e a capacidade para participar, em simult&amp;#226;neo, em dezenas de projectos de grande dimens&amp;#227;o assegurada. Miguel Correia, o mentor da Ideias do Futuro, ao referir-se &amp;#224; import&amp;#226;ncia desta coopera&amp;#231;&amp;#227;o, sublinha: “a partir desta colabora&amp;#231;&amp;#227;o com o nosso colega ingl&amp;#234;s foi poss&amp;#237;vel uma experi&amp;#234;ncia e uma evolu&amp;#231;&amp;#227;o, face &amp;#224; dimens&amp;#227;o, quantidade e qualidade dos projectos em que nos envolvemos, que de outro modo n&amp;#227;o seria poss&amp;#237;vel”. Ali&amp;#225;s, a Ideias do Futuro, continua a apostar na colabora&amp;#231;&amp;#227;o a n&amp;#237;vel internacional com grandes gabinetes de arquitectura, como a Foster &amp;amp; Partners, porque acredita que este tipo de coopera&amp;#231;&amp;#227;o &amp;#233; o caminho certo para o seu crescimento e consolida&amp;#231;&amp;#227;o. Embora a complexidade e a responsabilidade que o desenho das cidades encerra seja um dos seus maiores desafios, o atelier tamb&amp;#233;m acredita que &amp;#233; na diversidade da arquitectura que pratica que assenta a sua grande for&amp;#231;a enquanto empresa. Miguel Correia, diz a este prop&amp;#243;sito que “quando se tem um atelier com cerca de meia centena de arquitectos, urbanistas e paisagistas, conseguese abranger todas as &amp;#225;reas do projecto”. Ao longo da sua vida, a empresa realizou mais de 500 projectos e concretizou cerca de 200 obras. Merecem destaque o Pozor, que deu origem ao que s&amp;#227;o hoje as Docas de Lisboa e &amp;#224; reabilita&amp;#231;&amp;#227;o da zona ribeirinha da&amp;#237; at&amp;#233; &amp;#224; Torre de Bel&amp;#233;m; a realiza&amp;#231;&amp;#227;o das primeiras pontes 18 // Maio 10 // Portugalglobal</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=19</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=19</link><title>Portugalglobal nº23 Page 19</title><description>DESTAQUE do mundo em comp&amp;#243;sito; a reabilita&amp;#231;&amp;#227;o da esta&amp;#231;&amp;#227;o do Rossio, em Lisboa, a primeira obra sustent&amp;#225;vel que realizou; o terminal rodo-ferro-fluvial do Barreiro; a reconvers&amp;#227;o da Gare Mar&amp;#237;tima de Alc&amp;#226;ntara em espa&amp;#231;o museol&amp;#243;gico; a organiza&amp;#231;&amp;#227;o das comemora&amp;#231;&amp;#245;es da entrega de Macau &amp;#224; China; a revis&amp;#227;o do PDM de Lisboa; a Casa da Moagem do Fund&amp;#227;o e a renova&amp;#231;&amp;#227;o do centro urbano de Constantine, na Arg&amp;#233;lia. Pela sua complexidade, a futura porta de entrada em Tripoli, na L&amp;#237;bia, e a futura capital da Guin&amp;#233; Equatorial, por serem realizadas em &amp;#225;reas muito grandes, envolvendo um n&amp;#237;vel de criatividade e de responsabilidade muito superiores a outros tipos de interven&amp;#231;&amp;#227;o, merecem uma refer&amp;#234;ncia especial e s&amp;#227;o marcos no historial de interven&amp;#231;&amp;#245;es da Ideias do Futuro. Principais pr&amp;#233;mios recebidos Para al&amp;#233;m dos pr&amp;#233;mios dos edif&amp;#237;cios de escrit&amp;#243;rios Mar Mediterr&amp;#226;neo e Mar Vermelho, no Parque das Na&amp;#231;&amp;#245;es, distinguidos como melhor edif&amp;#237;cio de escrit&amp;#243;rios e de melhor empreendimento de 2008, h&amp;#225; a salientar, entre outros: 1987 – Primeiro pr&amp;#233;mio no concurso p&amp;#250;blico para a Pra&amp;#231;a da rep&amp;#250;blica da Moita. 1991 – Primeiro pr&amp;#233;mio no concurso internacional para o Plano Geral de Ordenamento do Parque Industrial da Quimiparque no Barreiro. 1993 – Equipa vencedora do Concurso P&amp;#250;blico de Ideias para o recinto da EXPO 98. 2002 – Primeiro pr&amp;#233;mio no Concurso P&amp;#250;blico para uma escola do primeiro ciclo em Albufeira. 2009 – Primeiros pr&amp;#233;mios nos Concurso P&amp;#250;blicos para um jardim-de-inf&amp;#226;ncia em Pinhal General, Centro Escolar no Zambujal e Centro Escolar em Sines. Ideias do Futuro Projectos e Empreendimentos, SA Rua Bartolomeu Dias, 172d – 1&amp;#186; tardoz 1400-031 Lisboa Tel.: +351 213 012 296/7 idf@ideiasdofuturo.pt www.ideiasdofuturo.pt Portugalglobal // Maio 10 // 19</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=20</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=20</link><title>Portugalglobal nº23 Page 20</title><description>DESTAQUE PARCERIAS COM CLIENTES PROJECTAM SARAIVA&amp;amp;ASSOCIADOS Boas presta&amp;#231;&amp;#245;es em projectos de arquitectura, urbanismo e design e um correcto posicionamento no mercado, j&amp;#225; valeram &amp;#224; Saraiva&amp;amp;Associados o reconhecimento no &amp;#226;mbito da arquitectura e tamb&amp;#233;m no plano empresarial. Um atelier que tem nas parcerias com os clientes um dos factores de sucesso. Venham as encomendas de onde vierem, sejam do sector p&amp;#250;blico ou do sector privado, a proposta da Saraiva&amp;amp;Associados nunca abandona o registo comum para todos os clientes. Salvaguardados os objectivos de quem contrata e a resolu&amp;#231;&amp;#227;o das quest&amp;#245;es funcionais, quem procure uma arquitectura contempor&amp;#226;nea, inovadora e muita atenta &amp;#224; exequibilidade, tanto t&amp;#233;cnica como econ&amp;#243;mica de cada projecto, encontrou o s&amp;#237;tio certo. Miguel Saraiva, fundador e director geral do atelier, referindo-se &amp;#224; procura no mercado: “somos muito solicitados porque a Saraiva&amp;amp;Associados nunca perde a capacidade de controlo nos v&amp;#225;rios n&amp;#237;veis do processo e tamb&amp;#233;m pelas parcerias muito flex&amp;#237;veis que estabelecemos com os clientes, nas quais, apesar de n&amp;#227;o sermos ego&amp;#237;stas nas solu&amp;#231;&amp;#245;es que propomos, somos intransigentes na qualidade da arquitectura”. A obra feita fala por si. Dois exemplos no mercado portugu&amp;#234;s: o Campus da Justi&amp;#231;a de Lisboa ou o Cais da Folgosa no Douro. Tr&amp;#234;s exemplos nos mercados ex- 20 // Maio 10 // Portugalglobal</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=21</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=21</link><title>Portugalglobal nº23 Page 21</title><description>DESTAQUE ternos e que s&amp;#227;o refer&amp;#234;ncias no historial de interven&amp;#231;&amp;#245;es da Saraiva&amp;amp;Associados: El Ryad, na Arg&amp;#233;lia, L&amp;#243;tus Lux, em S. Petersburgo, e o Instituto de Hidrocarbonetos, na Guin&amp;#233; Equatorial. Os bons resultados estendem-se a &amp;#225;reas t&amp;#227;o diversas como a habitacional, a tur&amp;#237;stica, os servi&amp;#231;os e os equipamentos, onde a constru&amp;#231;&amp;#227;o hospitalar ocupa um lugar de relevo. As respostas &amp;#224;s solicita&amp;#231;&amp;#245;es s&amp;#227;o garantidas por equipas, diz Miguel Saraiva, “especializadas em v&amp;#225;rias vertentes, que comunicam entre si e que procuram, quando &amp;#233; necess&amp;#225;rio, fundir as respectivas actividades, o que nos d&amp;#225; uma capacidade t&amp;#233;cnica e conceptual muito apreci&amp;#225;vel”. Ao n&amp;#237;vel de pr&amp;#233;mios e distin&amp;#231;&amp;#245;es, o mercado reconhece a actividade da Saraiva&amp;amp;Associados, tanto no plano da arquitectura como no campo empresarial. No primeiro caso avultam o Pr&amp;#233;mio Municipal de Arquitectura e Espa&amp;#231;o P&amp;#250;blico, atribu&amp;#237;do pela C&amp;#226;mara Municipal de Odivelas ao Plano Especial de Alojamento (PER), em Julho de 2009; o Pr&amp;#233;mio “Homes Overseas Awards”, na categoria de Off-Plan Top 20, atribu&amp;#237;do ao projecto Quintas de &amp;#211;bidos Country Club, em Fevereiro de 2009; o Pr&amp;#233;mio Arquitectura Eug&amp;#233;nio dos Santos, atribu&amp;#237;do pelo Munic&amp;#237;pio de Alcoba&amp;#231;a em Agosto de 2007; e a men&amp;#231;&amp;#227;o honrosa na 19&amp;#170; edi&amp;#231;&amp;#227;o dos Pr&amp;#233;mios INH/HRU ao Contrato de Desenvolvimento para Habita&amp;#231;&amp;#227;o (CDH) da Relva, em Julho de 2007. No campo empresarial, o atelier viu ser-lhe atribu&amp;#237;do o estatuto de PME L&amp;#237;der, em 2008, pelo IAPMEI e Turismo de Portugal, em parceria com um grupo de institui&amp;#231;&amp;#245;es banc&amp;#225;rias e a distin&amp;#231;&amp;#227;o como PME Excel&amp;#234;ncia, em 2009, pelo IAPMEI e Turismo de Portugal, tamb&amp;#233;m em parceria com um grupo de institui&amp;#231;&amp;#245;es banc&amp;#225;rias. Depois de entrar nos mercados externos h&amp;#225; quatro anos, “por op&amp;#231;&amp;#227;o e n&amp;#227;o por necessidade”, nas palavras de Miguel Saraiva, o atelier vai continuar a privilegiar o mercado portugu&amp;#234;s e a ter como objectivo a consolida&amp;#231;&amp;#227;o das posi&amp;#231;&amp;#245;es j&amp;#225; alcan&amp;#231;adas nos mercados onde trabalha (Guin&amp;#233; Equatorial, R&amp;#250;ssia e Arg&amp;#233;lia) e a expans&amp;#227;o para outros, “sempre de forma estruturada e equilibrada e muitas vezes baseada em associa&amp;#231;&amp;#245;es pontuais com empresas locais credenciadas”. Saraiva+Associados Arquitectura e Urbanismo, SA Avenida Infante Santo, 69 A-C 1350-177 Lisboa Tel.: +351 213 939 340/9 marketing@saraivaeassociados.com www.saraivaeassociados.com Portugalglobal // Maio 10 // 21</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=22</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=22</link><title>Portugalglobal nº23 Page 22</title><description>DESTAQUE &amp;#169;Arquitectura 21 Museu das Prendas Auspiciosas O CASO MACAU Na sequ&amp;#234;ncia da transfer&amp;#234;ncia de soberania acordada entre a China e Portugal concretizada em Dezembro de 1999, a partir de 2001, o 1&amp;#186; governo promoveu as mais substanciais altera&amp;#231;&amp;#245;es econ&amp;#243;micas que Macau j&amp;#225; viveu, geradoras de um forte surto na constru&amp;#231;&amp;#227;o, em que convivem, nem sempre de forma pac&amp;#237;fica, a arquitectura de autor, que se destaca, e os mega-empreendimentos que se generalizam. Depois da transfer&amp;#234;ncia da soberania, o gigantismo da altura (vinte metros e meio nos anos 70, e agora cerca de 160 metros) e da volumetria dos edif&amp;#237;cios, assim como do investimento na constru&amp;#231;&amp;#227;o civil aumentaram como nunca. J&amp;#225; n&amp;#227;o s&amp;#227;o apenas os locais, Hong-Kong ou a China que investem, mas as grandes operadoras de Las Vegas, Singapura e Mal&amp;#225;sia. O investimento cresce e internacionaliza-se, fazendo de Macau um dos territ&amp;#243;rios mais pr&amp;#243;speros do mundo, que nos &amp;#250;ltimos tr&amp;#234;s anos teve um crescimento m&amp;#233;dio do PIB de cerca de 10 por cento. Tudo no territ&amp;#243;rio, nomeadamente o urbanismo e a arquitectura, est&amp;#225; praticamente orientado para a actividade dos seus 34 casinos, que representam 70 por cento da riqueza criada. Com a altera&amp;#231;&amp;#227;o da lei do jogo, em 2001, que p&amp;#244;s termo ao monop&amp;#243;lio da concess&amp;#227;o, chegaram &amp;#201; certo que neste novo contexto de mega-investimentos e de mega-estruturas os jovens arquitectos e projectistas de Macau n&amp;#227;o disp&amp;#245;em de grandes oportunidades para fazer projectos, que as multinacionais da constru&amp;#231;&amp;#227;o j&amp;#225; trazem consigo. Mas, por outro lado, como houve e h&amp;#225; um grande n&amp;#250;mero de projectistas envolvidos em opera&amp;#231;&amp;#245;es de coordena&amp;#231;&amp;#227;o, gest&amp;#227;o ou fiscaliza&amp;#231;&amp;#227;o de obras, na realidade est&amp;#225; a ser acumulado um importante know-how em termos de experi&amp;#234;ncia internacional e de aprendizagem interdisciplinar, o que constitui um importante valor acrescentado para o desenvolvimento do sector em Macau e para a actividade dos arquitectos e projectistas residentes. “O investimento cresce e internacionaliza-se, fazendo de Macau um dos territ&amp;#243;rios mais pr&amp;#243;speros do mundo.” novos operadores, sobretudo de Las Vegas, que ajudaram a criar escala. Mas hoje a cidade &amp;#233; cada vez mais um misto de s&amp;#233;culos de hist&amp;#243;ria com oportunismo urban&amp;#237;stico desprovido de qualquer sustentabilidade e relev&amp;#226;ncia arquitect&amp;#243;nica. 22 // Maio 10 // Portugalglobal</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=23</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=23</link><title>Portugalglobal nº23 Page 23</title><description>DESTAQUE Nesta medida, existe actualmente no territ&amp;#243;rio uma classe de profissionais portugueses da &amp;#225;rea da arquitectura com excelentes compet&amp;#234;ncias e visibilidade internacional, assim como bons escrit&amp;#243;rios (ateliers), quer em termos de execu&amp;#231;&amp;#227;o quer de qualidade de projecto. Falta-lhes, contudo, dimens&amp;#227;o e massa cr&amp;#237;tica para aspirarem a grandes projectos, o que implicaria uma prof&amp;#237;cua pol&amp;#237;tica de parcerias e de troca de saber e experi&amp;#234;ncia. Na realidade, para um pequeno atelier de Macau, ou mesmo para projectos em parceria envolvendo v&amp;#225;rios ateliers, n&amp;#227;o se pode dizer que &amp;#233; propriamente f&amp;#225;cil competir com escrit&amp;#243;rios que envolvem centenas ou mesmo milhares de colaboradores, uma situa&amp;#231;&amp;#227;o que, segundo os arquitectos que exercem no territ&amp;#243;rio, o governo de Macau, como principal cliente e regulador das pr&amp;#225;ticas profissionais, dever&amp;#225; entretanto ponderar. Este crescimento urbano exponencial, frequentemente desordenado e maioritariamente an&amp;#243;nimo, beneficiou, no entanto, a arquitectura de autor, que se destaca pela sua maior qualidade arquitect&amp;#243;nica e, em particular, os arquitectos portugueses de uma outra gera&amp;#231;&amp;#227;o que se encontram no territ&amp;#243;rio, entre eles, nomes como o de Carlos Marreiros, o mais prestigiado arquitecto natural de Macau (para onde regressou no in&amp;#237;cio da d&amp;#233;cada de 80, depois de se licenciar em Portugal e de fazer o mestrado na Alemanha), assim como o de Vicente Bravo Ferreira (foi para Macau h&amp;#225; muitos anos para o escrit&amp;#243;rio de Manuel Vicente e projectou o pavilh&amp;#227;o de acolheu a cerim&amp;#243;nia de transfer&amp;#234;ncia de soberania e &amp;#233; autor dos projectos da PSP-UTIP e do Museu das Prendas Auspiciosas, entre outros), ou de Rui Le&amp;#227;o e Carlotta Bruni, tamb&amp;#233;m arquitectos que estiveram ligados ao hist&amp;#243;rico escrit&amp;#243;rio Manuel Vicente. Embora actualmente as grandes obras e infra-estruturas de Macau sejam feitas por empresas chinesas que t&amp;#234;m knowhow e log&amp;#237;stica, estas recorrem &amp;#224; contrata&amp;#231;&amp;#227;o no territ&amp;#243;rio de equipas de projectistas, criando deste modo um mercado espec&amp;#237;fico. Nesta medida, Carlotta Bruni e Rui Le&amp;#227;o, que tamb&amp;#233;m herdaram a experi&amp;#234;ncia do escrit&amp;#243;rio de Manuel Vicente, projectam n&amp;#227;o s&amp;#243; em Macau, mas tamb&amp;#233;m na China, em projectos de parceria, tendo sido dos pouco arquitectos portugueses a integrarem as equipas dos grandes projectos dos casinos. Um caso de afirma&amp;#231;&amp;#227;o da arquitectura de Macau &amp;#233; o da empresa portuguesa PAL AsiaConsult, sedeada no territ&amp;#243;rio, que foi a respons&amp;#225;vel pela constru&amp;#231;&amp;#227;o do pavilh&amp;#227;o de Portugal na EXPO Xangai de 2010, um projecto chave-na-m&amp;#227;o, no valor de tr&amp;#234;s milh&amp;#245;es de euros cuja arquitectura esteve a cargo de Carlos Couto, um arquitecto tamb&amp;#233;m radicado no territ&amp;#243;rio. O pavilh&amp;#227;o, com a fachada revestida de aglomerado de corti&amp;#231;a negra com uma volumetria variada constru&amp;#237;da em superf&amp;#237;cies triangulares, representa o pa&amp;#237;s na maior exposi&amp;#231;&amp;#227;o universal alguma vez realizada. O pavilh&amp;#227;o foi “vestido” com uma fachada nova e os conte&amp;#250;dos foram concebidos por uma equipa liderada pela Parque EXPO e as engenharias projectadas pela PAL AsiaConsult. &amp;#169;Arquitectura 21 Carlos Couto &amp;#233; um arquitecto portugu&amp;#234;s que vive em Macau desde o in&amp;#237;cio dos anos 80, e que ali tem atelier, tendo projectado, entre outros edif&amp;#237;cios locais, o “LandMark” e o volume de escrit&amp;#243;rios do Pal&amp;#225;cio do Governo, dedicando-se igualmente &amp;#224; assessoria t&amp;#233;cnica de grandes empreendimentos enquanto arquitecto local que conhece bem a lei e as regras do jogo no territ&amp;#243;rio. Por outro lado, Carlos Couto &amp;#233; um dos arquitectos portugueses, que ao trabalhar com os norte-americanos de Las Vegas, tem perspectiva e melhor compreendeu a nova realidade de actua&amp;#231;&amp;#227;o do arquitecto do s&amp;#233;culo XXI: “S&amp;#243; a criatividade da arquitectura se mant&amp;#233;m como dantes, imut&amp;#225;vel no tempo, e esta ou se tem ou n&amp;#227;o se tem. Para mim &amp;#233; o que faz a diferen&amp;#231;a entre uma empresa, ou firma, de arquitectura e um atelier de arquitectura. &amp;#201; preciso fazer-se arquitectura com alma”, declarou recentemente &amp;#224; revista “Arquitectura” (Abril 2010). Resort Venetian - Cotai &amp;#169;Arquitectura 21 Academia de T&amp;#233;nis do Cotai II </description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=24</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=24</link><title>Portugalglobal nº23 Page 24</title><description>DESTAQUE CERTIFICA&amp;#199;&amp;#195;O ENERG&amp;#201;TICA DOS EDIF&amp;#205;CIOS GARANTE QUALIDADE E SUSTENTABILIDADE Permitir ao utilizador um maior conhecimento do desempenho energ&amp;#233;tico do edif&amp;#237;cio e do espa&amp;#231;o que habita, ou que pretende habitar, na &amp;#243;ptica da efici&amp;#234;ncia energ&amp;#233;tica, &amp;#233; o principal objectivo da certifica&amp;#231;&amp;#227;o energ&amp;#233;tica. Em Portugal, os edif&amp;#237;cios s&amp;#227;o respons&amp;#225;veis por cerca de 22 por cento do consumo final de energia do pa&amp;#237;s. Um melhor desempenho energ&amp;#233;tico &amp;#233; o que se pretende com o SCE (Sistema Nacional de Certifica&amp;#231;&amp;#227;o Energ&amp;#233;tica e da Qualidade do Ar Interior nos Edif&amp;#237;cios), um dos pilares sobre o qual assenta a nova legisla&amp;#231;&amp;#227;o relativa &amp;#224; qualidade t&amp;#233;rmica dos edif&amp;#237;cios em Portugal, cujo objectivo &amp;#233; proporcionar uma economia significativa de energia. N&amp;#227;o s&amp;#243; para o pa&amp;#237;s como tamb&amp;#233;m para os utilizadores dos edif&amp;#237;cios. Segundo os especialistas, as emiss&amp;#245;es de di&amp;#243;xido de carbono teriam sido diferentes se no boom da constru&amp;#231;&amp;#227;o na d&amp;#233;cada de 90 j&amp;#225; existisse legisla&amp;#231;&amp;#227;o aplic&amp;#225;vel relativamente &amp;#224; certifica&amp;#231;&amp;#227;o energ&amp;#233;tica e da qualidade do ar interior dos edif&amp;#237;cios. &amp;#201; nesta medida que o desempenho energ&amp;#233;tico dever&amp;#225; ser cada vez mais um factor de escolha do edif&amp;#237;cio ou da habita&amp;#231;&amp;#227;o, por parte do utilizador, que por raz&amp;#245;es ambientais e/ou econ&amp;#243;micas poder&amp;#225; contabilizar a economia em gastos de energia ao longo do tempo. O mercado imobili&amp;#225;rio, que exige cada vez mais projectos de futuro, ambientalmente sustent&amp;#225;veis, poder&amp;#225; deste modo privilegiar a constru&amp;#231;&amp;#227;o que procura garantir melhores condi&amp;#231;&amp;#245;es de habitabilidade com mais qualidade e menor gasto energ&amp;#233;tico. &amp;#201; certo que numa primeira fase o consumidor paga mais pela valoriza&amp;#231;&amp;#227;o introduzida pela certifica&amp;#231;&amp;#227;o da efici&amp;#234;ncia energ&amp;#233;tica, mas na realidade o investimento ser&amp;#225; recuperado porque um menor consumo de energia implica que se gaste menos dinheiro. Este &amp;#233; um dos desafios para os arquitectos, no &amp;#226;mbito da sustentabilidade energ&amp;#233;tica e ambiental dos edif&amp;#237;cios, que passam a garantir, em termos de projecto e constru&amp;#231;&amp;#227;o, um melhor desempenho energ&amp;#233;tico, recorrendo a solu&amp;#231;&amp;#245;es construtivas que contemplem, entre outras medidas, a transforma&amp;#231;&amp;#227;o de energias renov&amp;#225;veis em energia &amp;#250;til (com edif&amp;#237;cios desenhados j&amp;#225; a prever a incorpora&amp;#231;&amp;#227;o dessas tecnologias), assim como a utiliza&amp;#231;&amp;#227;o de novos materiais, a optimiza&amp;#231;&amp;#227;o de sistemas de climatiza&amp;#231;&amp;#227;o e dispositivos de ilumina&amp;#231;&amp;#227;o. &amp;#192; semelhan&amp;#231;a de outros produtos de mercado, a maior ou menor qualidade relativa &amp;#224; incorpora&amp;#231;&amp;#227;o de meios de efici&amp;#234;ncia energ&amp;#233;tica nos edif&amp;#237;cios, corresponder&amp;#225; a v&amp;#225;rias categorias e, portanto, a diferentes pre&amp;#231;os finais das habita&amp;#231;&amp;#245;es. Est&amp;#225; previsto que a certifica&amp;#231;&amp;#227;o energ&amp;#233;tica seja feita por entidades acreditadas pelo IPQ (Instituto Portugu&amp;#234;s da Qualidade), competindo a estas garantir a emiss&amp;#227;o de certificados para edif&amp;#237;cios em todo o pa&amp;#237;s e devendo os t&amp;#233;cnicos ser reconhecidos por entidades como a Ordem dos Arquitectos, Ordem dos Engenheiros ou a Associa&amp;#231;&amp;#227;o Nacional dos Engenheiros T&amp;#233;cnicos, de acordo com a dimens&amp;#227;o e complexidade dos projectos. Tamb&amp;#233;m neste sentido, a APCER disponibiliza no seu site a plataforma “Bairro Verde” que re&amp;#250;ne solu&amp;#231;&amp;#245;es e tecnologias sustent&amp;#225;veis relativas &amp;#224; arquitectura, constru&amp;#231;&amp;#227;o e urbanismo. 24 // Maio 10 // Portugalglobal</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=25</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=25</link><title>Portugalglobal nº23 Page 25</title><description /><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=26</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=26</link><title>Portugalglobal nº23 Page 26</title><description>ENTREVISTA Ant&amp;#243;nio Saraiva Presidente da CIP Prioridade ao di&amp;#225;logo com parceiros sociais Elegeu a justi&amp;#231;a, o combate ao desemprego e o reequil&amp;#237;brio das contas p&amp;#250;blicas como &amp;#225;reas priorit&amp;#225;rias de interven&amp;#231;&amp;#227;o durante o mandato de tr&amp;#234;s anos que iniciou h&amp;#225; alguns meses como presidente da Confedera&amp;#231;&amp;#227;o da Ind&amp;#250;stria Portuguesa (CIP). Em entrevista, Ant&amp;#243;nio Saraiva defende que o modelo de crescimento econ&amp;#243;mico do pa&amp;#237;s tem de ser revisto &amp;#224; luz da globaliza&amp;#231;&amp;#227;o dos mercados e que as empresas portuguesas devem apostar em bens transaccion&amp;#225;veis com valor acrescentado para serem competitivas. Enquanto parceiro social, acredita no di&amp;#225;logo como ferramenta para construir solu&amp;#231;&amp;#245;es e modelos que beneficiem todas as partes – empres&amp;#225;rios, sindicatos e a actividade econ&amp;#243;mica em geral. 26 // Maio 10 // Portugalglobal</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=27</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=27</link><title>Portugalglobal nº23 Page 27</title><description>ENTREVISTA Que balan&amp;#231;o faz dos primeiros meses como presidente da CIP – Confedera&amp;#231;&amp;#227;o da Ind&amp;#250;stria Portuguesa? H&amp;#225; uma continuidade no trabalho efectuado, uma vez que eu tinha o cargo de vice-presidente na direc&amp;#231;&amp;#227;o anterior, mas houve pequenas altera&amp;#231;&amp;#245;es no modelo de governance da CIP, uma necessidade que j&amp;#225; se fazia sentir. Eu sou o quinto presidente da CIP e os quatros dirigentes que me antecederam personalizaram muito esta entidade na figura do presidente. Desde logo, uma das altera&amp;#231;&amp;#245;es que introduzi foi a descentraliza&amp;#231;&amp;#227;o do poder, co-responsabilizando os colegas de direc&amp;#231;&amp;#227;o na tomada de decis&amp;#245;es, nomeadamente os vice-presidentes. Elegi uma comiss&amp;#227;o executiva de oito membros (presidente e sete vogais), o que permite, com este modelo, que abracemos um conjunto de &amp;#225;reas e de dossiers que antes estavam na depend&amp;#234;ncia exclusiva do presidente. As solicita&amp;#231;&amp;#245;es no mundo associativo em que nos movemos, quer interno, quer externo, uma vez que mantemos rela&amp;#231;&amp;#245;es com Bruxelas atrav&amp;#233;s da Business Europe, s&amp;#227;o em n&amp;#250;mero elevado, designadamente no que respeita a pareceres que temos de dar enquanto parceiro social. Com este modelo de descentraliza&amp;#231;&amp;#227;o, creio que conseguiremos realizar a miss&amp;#227;o da CIP, durante o mandato de tr&amp;#234;s anos, de uma forma mais &amp;#225;gil e para podermos responder mais eficazmente aos problemas. Convidei tamb&amp;#233;m cerca de 35 personalidades dos mais variados sectores da sociedade (universit&amp;#225;rios, empres&amp;#225;rios, etc.), para nos ajudarem a pensar um conjunto de temas como a energia, a reabilita&amp;#231;&amp;#227;o urbana, a forma&amp;#231;&amp;#227;o, a educa&amp;#231;&amp;#227;o, o ambiente, entre outros. S&amp;#227;o temas que queremos colocar na agenda da actualidade, estando previsto que este conselho consultivo se re&amp;#250;na semestralmente. Este debate ir&amp;#225; permitir-nos, de uma forma mais abrangente, formar ideias e definir um caminho para determinados temas que queremos abra&amp;#231;ar. Quais s&amp;#227;o os seus principais desafios para este mandato? Uma das bandeiras que abra&amp;#231;amos nesta candidatura &amp;#233; a justi&amp;#231;a, cuja qualidade e funcionamento s&amp;#227;o um constrangimento terr&amp;#237;vel &amp;#224; actividade das empresas, com profundos reflexos na economia nacional. A pouca qualidade que temos hoje na nossa justi&amp;#231;a n&amp;#227;o permite o saud&amp;#225;vel desenvolvimento da actividade econ&amp;#243;mica, penalizando quer aqueles que v&amp;#227;o realizar a sua miss&amp;#227;o c&amp;#225; dentro, quer em termos de atractividade do investimento estrangeiro, e isso tem de ser atalhado. N&amp;#227;o somos ut&amp;#243;picos, mas defendemos que deveria existir um pacto entre os partidos de poder, eventualmente para duas legislaturas, para que se consigam criar rumos diferentes para o funcionamento e qualidade da nossa justi&amp;#231;a. Outra &amp;#225;rea onde julgamos ser necess&amp;#225;rio intervir &amp;#233; ao n&amp;#237;vel das contas p&amp;#250;blicas. Lamentavelmente, h&amp;#225; um enorme d&amp;#233;fice, um desajustamento das nossas contas p&amp;#250;blicas e um ritmo de endividamento externo que n&amp;#227;o pode continuar. Mas n&amp;#227;o basta dizer isso. &amp;#201; preciso realizar reformas e medidas, da&amp;#237; termos considerado que o PEC tem alguma falta de aud&amp;#225;cia, de coragem. &amp;#201; evidente que quando se pedem sacrif&amp;#237;cios eles t&amp;#234;m de ser para todos, mas sentimos que h&amp;#225; aqui algumas desigualdades na reparti&amp;#231;&amp;#227;o desses sacrif&amp;#237;cios. E tal como n&amp;#243;s fazemos nas nossas empresas e nas nossas fam&amp;#237;lias, com o Estado e o Governo n&amp;#227;o pode ser diferente. Quando se pedem sacrif&amp;#237;cios tem de se dar o exemplo. Estamos com algumas desigualdades sociais que deveriam ser atalhadas, o actual n&amp;#237;vel de desemprego n&amp;#227;o pode manter-se indefinidamente e uma das principais preocupa&amp;#231;&amp;#245;es dos agentes econ&amp;#243;micos deve ser o drama social e o desperd&amp;#237;cio dos recursos humanos que o desemprego constitui. N&amp;#227;o podemos permitir-nos a este luxo. Por um lado, porque o drama social leva &amp;#224; conflitualidade social e, por outro, porque o pa&amp;#237;s n&amp;#227;o &amp;#233; t&amp;#227;o rico que se possa dispensar no trabalho, a criatividade e a riqueza que essas pessoas podem dar. “A pouca qualidade que temos hoje na nossa justi&amp;#231;a n&amp;#227;o permite o saud&amp;#225;vel desenvolvimento da actividade econ&amp;#243;mica, penalizando quer aqueles que v&amp;#227;o realizar a sua miss&amp;#227;o c&amp;#225; dentro, quer em termos de atracti</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=28</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=28</link><title>Portugalglobal nº23 Page 28</title><description>ENTREVISTA Dou-lhe o exemplo da constru&amp;#231;&amp;#227;o, que tem dois subsectores: o da habita&amp;#231;&amp;#227;o e o das obras p&amp;#250;blicas. O subsector da habita&amp;#231;&amp;#227;o t&amp;#227;o cedo n&amp;#227;o vai conseguir inverter o ciclo de quebra de produ&amp;#231;&amp;#227;o e de desemprego em que se encontra. Durante muitos anos Portugal construiu demais, por um lado, e, por outro, a crise veio dificultar a aquisi&amp;#231;&amp;#227;o de habita&amp;#231;&amp;#227;o nova por parte das fam&amp;#237;lias. Ainda temos um paradoxo que &amp;#233; o facto de haver casas novas a mais no mercado, mas simultaneamente temos uma reabilita&amp;#231;&amp;#227;o urbana por fazer, dada a exist&amp;#234;ncia de casas muito velhas, que n&amp;#227;o dignificam nem quem l&amp;#225; vive nem a cidade. Falando concretamente de Lisboa, uma das solu&amp;#231;&amp;#245;es passaria por uma reabilita&amp;#231;&amp;#227;o como a que foi efectuada na zona em que se realizou a EXPO’98, actual Parque das Na&amp;#231;&amp;#245;es, que &amp;#233; uma das mais bonitas e bem tratadas da cidade. Se &amp;#224; riqueza natural de Lisboa juntarmos qualidade nos equipamentos urbanos para tornar a cidade mais atractiva, com pr&amp;#225;tica sindical que me orgulho. Fui l&amp;#237;der da Comiss&amp;#227;o de Trabalhadores da Lisnave, quando tinha 30 anos, e essa experi&amp;#234;ncia deu-me uma vis&amp;#227;o do lado dos trabalhadores e dos “adamastores” que n&amp;#243;s v&amp;#237;amos nos patr&amp;#245;es, nos empres&amp;#225;rios. Eu hoje tenho a vis&amp;#227;o dos “adamastores” que encontramos nos sindicatos. Se ambas as partes souberem ultrapassar essa crispa&amp;#231;&amp;#227;o que vem do passado, em di&amp;#225;logo social, conseguiremos construir rela&amp;#231;&amp;#245;es e pr&amp;#225;ticas saud&amp;#225;veis. Pela minha parte, tudo farei nesse sentido, porque sinto que hoje, mais do que nunca, &amp;#233; necess&amp;#225;rio que estejamos unidos neste flagelo, neste drama que &amp;#233; a manuten&amp;#231;&amp;#227;o do emprego. Sente, de alguma forma, que esse seu passado lhe traz vantagens no relacionamento com os outros parceiros sociais, designadamente com as centrais sindicais? A &amp;#250;nica vantagem que me dar&amp;#225; &amp;#233; eu ter uma vis&amp;#227;o global de ambas as partes, porque quando estamos s&amp;#243; de um lado de uma barricada, n&amp;#227;o conseguimos perceber o que se passa na outra. Quando temos, como eu tive, por experi&amp;#234;ncia de vida, a oportunidade de conhecer os dois lados, verificamos que ainda h&amp;#225; muitos fantasmas e muitas utopias que n&amp;#227;o passam disso. A sociedade portuguesa ainda tem resqu&amp;#237;cios e terminologias de h&amp;#225; 30 ou 40 anos atr&amp;#225;s, e embora ainda haja desigualdades sociais, o mundo mudou muito. Uma empresa &amp;#233; uma c&amp;#233;lula de equipamento e de recursos humanos, sendo que nestes uns s&amp;#227;o dirigentes e outros trabalhadores. Mas esta c&amp;#233;lula &amp;#233; um centro criador de riqueza, sendo na distribui&amp;#231;&amp;#227;o de riqueza que devemos e podemos fazer algumas novas pr&amp;#225;ticas, n&amp;#227;o ficando agarrados a greves e reivindica&amp;#231;&amp;#245;es num momento em que o pa&amp;#237;s est&amp;#225; carente de recursos e de crescimentos econ&amp;#243;micos. “Devemos criar emprego para os jovens, como uma prioridade, dando-lhes oportunidades e evitando que se origine um choque geracional complicado.” mais turismo, mais eventos e congressos, todos ficar&amp;#227;o a ganhar. Uma pol&amp;#237;tica de reabilita&amp;#231;&amp;#227;o urbana poderia ser um bal&amp;#227;o de oxig&amp;#233;nio para o subsector da constru&amp;#231;&amp;#227;o para habita&amp;#231;&amp;#227;o, atenuando o drama social do desemprego nos pr&amp;#243;ximos anos. H&amp;#225;, por outro lado, uma crispa&amp;#231;&amp;#227;o instalada que tamb&amp;#233;m &amp;#233; tempo de alterarmos. Eu tenho do meu passado uma 28 // Maio 10 // Portugalglobal</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=29</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=29</link><title>Portugalglobal nº23 Page 29</title><description>ENTREVISTA &amp;#201; evidente que &amp;#233; um drama muito complicado que, em Portugal, o sal&amp;#225;rio m&amp;#237;nimo seja de 475 euros. Mas a verdade &amp;#233; que o pa&amp;#237;s, na sua evolu&amp;#231;&amp;#227;o, foi permitindo que o seu modelo de desenvolvimento econ&amp;#243;mico assentasse na venda da m&amp;#227;o-de-obra. Ora se os meus factores de produ&amp;#231;&amp;#227;o forem assentes em m&amp;#227;o-de-obra, se eu tiver m&amp;#227;o-de-obra intensiva e n&amp;#227;o capital intensivo, eu estou a vender minutos e horas. E se esses minutos forem mais baratos noutros pa&amp;#237;ses, Portugal n&amp;#227;o tem possibilidade de competir porque s&amp;#243; vende minutos com estas novas realidades e com estes novos players. E ent&amp;#227;o o que fazer? Esse &amp;#233; o nosso desafio: alterar o paradigma do nosso desenvolvimento econ&amp;#243;mico, deixando de ter empresas que at&amp;#233; agora se especializaram a vender minutos, sem terem produtos com valor acrescentado, com inova&amp;#231;&amp;#227;o e com I&amp;amp;D. O que pode a CIP fazer para alterar esse paradigma? O que a CIP tem vindo a fazer e vai continuar a fazer &amp;#233; promover a forma&amp;#231;&amp;#227;o dos recursos humanos. Existem as- para sectores onde eles n&amp;#227;o existam e ajudar os nossos empres&amp;#225;rios a ser um pouco mais audazes nos processos. O mundo mudou muito rapidamente, hoje somos uma sociedade de conhecimento e de saber e que os que t&amp;#234;m mais conhecimento t&amp;#234;m mais possibilidades de sobreviv&amp;#234;ncia. &amp;#201; este o desafio que temos pela frente: alterarmos um modelo de desenvolvimento econ&amp;#243;mico assente em m&amp;#227;ode-obra barata e em baixa tecnologia, para a produ&amp;#231;&amp;#227;o de bens e servi&amp;#231;os transaccion&amp;#225;veis. Neste aspecto ter&amp;#225; de existir uma co-responsabiliza&amp;#231;&amp;#227;o do Estado para descriminar positivamente empresas que produzam bens transaccion&amp;#225;veis. Temos que perceber qual &amp;#233; o papel de Portugal hoje no mundo e o que o pa&amp;#237;s, enquanto player internacional, tem de produzir para ser competitivo, nomeadamente face a mercados externos que se encontram no mesmo patamar. Quando falamos da internacionaliza&amp;#231;&amp;#227;o da economia portuguesa – refira-se que a AICEP tem feito um esfor&amp;#231;o not&amp;#225;vel neste dom&amp;#237;nio – temos de atender &amp;#224;s condi&amp;#231;&amp;#245;es que t&amp;#234;m de ser dadas &amp;#224;s empresas para que o possam fazer, na medida em que a dimens&amp;#227;o da maior parte delas n&amp;#227;o permite que se internacionalizem. A CIP tem defendido, nomeadamente no &amp;#226;mbito do Conselho para a Promo&amp;#231;&amp;#227;o da Internacionaliza&amp;#231;&amp;#227;o (CPI), que se optimizem os recursos, agreguem compet&amp;#234;ncias e melhorem alguns dos programas destinados &amp;#224;s empresas. As empresas portuguesas t&amp;#234;m que agregar compet&amp;#234;ncias para terem m&amp;#250;sculo e dimens&amp;#227;o para poderem exportar, seja atrav&amp;#233;s de Agrupamentos Complementares de Empresas (ACE) ou de outras formas de associa&amp;#231;&amp;#227;o, com uma oferta integral de produtos associados para optimiza&amp;#231;&amp;#227;o da oferta comercial. “&amp;#201; este o desafio que temos pela frente: alterarmos um modelo de desenvolvimento econ&amp;#243;mico assente em m&amp;#227;o-de-obra barata e em baixa tecnologia, para a produ&amp;#231;&amp;#227;o de bens e servi&amp;#231;os transaccion&amp;#225;veis.” socia&amp;#231;&amp;#245;es sectoriais que t&amp;#234;m excelentes centros de forma&amp;#231;&amp;#227;o profissional, alguns com &amp;#237;ndices de empregabilidade not&amp;#225;veis. Devemos saber decalcar estes bons exemplos Portugalglobal // Maio 10 // 29</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=30</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=30</link><title>Portugalglobal nº23 Page 30</title><description>ENTREVISTA Por seu lado, as pr&amp;#243;prias empresas t&amp;#234;m que ter condi&amp;#231;&amp;#245;es e um ambiente amig&amp;#225;vel para se internacionalizarem de forma capaz. Qual a sua vis&amp;#227;o dos apoios e incentivos &amp;#224;s empresas? O QREN est&amp;#225; com uma taxa de execu&amp;#231;&amp;#227;o baix&amp;#237;ssima porqu&amp;#234;? Ser&amp;#227;o as empresas que n&amp;#227;o est&amp;#227;o interessadas ou ser&amp;#225; porque a burocracia &amp;#233; excessiva? O facto &amp;#233; que os formul&amp;#225;rios e os processos de candidatura s&amp;#227;o extremamente complexos e empresas de pequena dimens&amp;#227;o t&amp;#234;m dificuldades em compreend&amp;#234;-los. A CIP tem transmitido esta preocupa&amp;#231;&amp;#227;o aos v&amp;#225;rios membros do Governo com quem tem falado. m&amp;#250;sculo. As empresas a&amp;#237; teriam uma capacidade diferente, nomadamente para pagar aos seus fornecedores. As linhas PME Investe deveriam ter em conta esta situa&amp;#231;&amp;#227;o, mas a burocracia e o crivo da banca que analisa os processos fazem com que estes demorem excessivamente na resposta, mesmo depois de aprovados os projectos. Apesar de ter sido a banca a provocar a crise em que nos encontramos, os bancos ficaram com uma excessiva preocupa&amp;#231;&amp;#227;o em rela&amp;#231;&amp;#227;o ao cr&amp;#233;dito, mesmo no que respeita a empresas saud&amp;#225;veis, s&amp;#243; porque estas se encontram em sectores de risco. O debate sobre o apoio da banca &amp;#224; economia est&amp;#225; por fazer, mas eu gostava que a radiografia fosse feita. Apesar de os bancos, nos indicadores que apresentam, dizerem que o apoio &amp;#224;s empresas cresceu, o que posso garantir &amp;#233; que a maior parte das empresas est&amp;#225; num desespero terr&amp;#237;vel por falta de apoio financeiro. Ainda assim, considera que o Governo tomou as medidas adequadas no apoio &amp;#224;s empresas? Considero muito positivo que o Governo tenha tido a iniciativa de desenhar estas linhas, nomeadamente esta &amp;#250;ltima PME Investe V, que vem dar a possibilidade de parte dos apoios poder ser destinada &amp;#224; regulariza&amp;#231;&amp;#227;o da situa&amp;#231;&amp;#227;o das empresas com incumprimentos fiscais ou de seguran&amp;#231;a social. Nas linhas anteriores as empresas nessa situa&amp;#231;&amp;#227;o nem se podiam candidatar. Mas mant&amp;#233;m-se o problema central. As medidas s&amp;#227;o boas quando t&amp;#234;m efeito. Os apoios que o Estado abriu para as empresas foi uma boa pr&amp;#225;tica, mas a sua aplica&amp;#231;&amp;#227;o &amp;#224; realidade foi diminuta, uma vez que muitas empresas n&amp;#227;o t&amp;#234;m recursos humanos capazes que lhes permitam perceber os “A CIP defende que o QREN e os outros incentivos de Estado &amp;#224; economia devem ser atribu&amp;#237;dos como ‘estabilizadores’, pelos ajustamentos que t&amp;#234;m de ser feitos, e n&amp;#227;o como ‘flutuadores’ porque n&amp;#227;o devemos dar incentivos a empresas que n&amp;#227;o t&amp;#234;m viabilidade.” A CIP defende que o QREN e os outros incentivos de Estado &amp;#224; economia devem ser atribu&amp;#237;dos como “estabilizadores”, pelos ajustamentos que t&amp;#234;m de ser feitos, e n&amp;#227;o como “flutuadores” porque n&amp;#227;o devemos dar incentivos a empresas que n&amp;#227;o t&amp;#234;m viabilidade. Mas se concedermos apoios estabilizadores para as empresas terem tempo de se reestruturar, de se reformularem para este novo mundo, a&amp;#237; sim valer&amp;#225; a pena. Veja, por exemplo, a quest&amp;#227;o das linhas de cr&amp;#233;dito PME Investe – vamos na V – e a sua aplicabilidade, receptividade e acesso por parte das empresas. O grande problema das empresas, actualmente, &amp;#233; de liquidez, de tesouraria, uma situa&amp;#231;&amp;#227;o gerada, em grande parte, pelos atrasos com que o Estado paga &amp;#224;s empresas, o que leva ao incumprimento das empresas nos pagamentos aos fornecedores, colocando-as numa situa&amp;#231;&amp;#227;o financeira muito dif&amp;#237;cil. &amp;#201; preciso ser empres&amp;#225;rio e ter de pagar ordenados ao fim do m&amp;#234;s, para se perceber o drama actual que &amp;#233; continuar a ser empres&amp;#225;rio num clima adverso como o que n&amp;#243;s temos, sendo que algumas dessas m&amp;#225;s praticas s&amp;#227;o de culpa exclusiva do Estado. Como consequ&amp;#234;ncia, as empresas n&amp;#227;o t&amp;#234;m dinheiro ao fim do m&amp;#234;s para honrar os seus compromissos. As linhas de apoio deveriam destinar-se fundamentalmente &amp;#224;quelas que t&amp;#234;m capacidade de sobreviv&amp;#234;ncia para terem um bal&amp;#227;o de oxig&amp;#233;nio. Bastaria que o Estado honrasse os seus compromissos a tempo e horas, que pagasse a 60 dias, para que a economia desse logo um salto em termos de “Se queremos sobreviver neste mundo altamente competitivo em que nos encontramos, temos que dotar as nossas empresas de</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=31</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=31</link><title>Portugalglobal nº23 Page 31</title><description>ENTREVISTA sas devem ser capazes de competir. Mas para tal, t&amp;#234;m de ter factores de excel&amp;#234;ncia: produtos com valor, certificados, inovadores, modelos de gest&amp;#227;o correctos, excel&amp;#234;ncia de servi&amp;#231;o (entregas, servi&amp;#231;o p&amp;#243;s-venda) e rigor. Eu diria aos empres&amp;#225;rios que, feita a an&amp;#225;lise do seu modelo de neg&amp;#243;cio e percebendo que o seu mercado deixou de ser Portugal, dotem as suas empresas de recursos humanos qualificados, ou que os qualifiquem, e que produzam bens transaccion&amp;#225;veis que sejam competitivos no exterior, alterando, para tal, m&amp;#233;todos de gest&amp;#227;o e lay-outs fabris que lhes permitam adaptarem-se a esta nova realidade. Se queremos sobreviver neste mundo altamente competitivo em que nos encontramos, temos que dotar as nossas empresas de custos muito rigorosos, reduzindo-os e sem fazer desperd&amp;#237;cios, temos que inovar, criar produtos com valor acrescentado e requalificar os recursos humanos. Se assim n&amp;#227;o for dificilmente a empresa sobreviver&amp;#225;. Como definiria a import&amp;#226;ncia da CIP no contexto empresarial nacional? O que pensa da cria&amp;#231;&amp;#227;o da CEP? A CIP, como confedera&amp;#231;&amp;#227;o da ind&amp;#250;stria portuguesa que agrega cerca de 70 associa&amp;#231;&amp;#245;es empresariais, &amp;#233; uma marca incontorn&amp;#225;vel. &amp;#201; uma Confedera&amp;#231;&amp;#227;o com um passado e uma hist&amp;#243;ria de que nos orgulhamos e &amp;#233; na CIP que a ind&amp;#250;stria portuguesa se deve rever e fortalecer. A CEP &amp;#233; a anunciada fus&amp;#227;o da AEP com a AIP, que s&amp;#227;o associa&amp;#231;&amp;#245;es empresariais, s&amp;#227;o c&amp;#226;maras de com&amp;#233;rcio, mas n&amp;#227;o s&amp;#227;o empregadores no sentido que a legisla&amp;#231;&amp;#227;o define. Uma confedera&amp;#231;&amp;#227;o &amp;#233; uma reuni&amp;#227;o de v&amp;#225;rias associa&amp;#231;&amp;#245;es ou federa&amp;#231;&amp;#245;es. E j&amp;#225; temos as confedera&amp;#231;&amp;#245;es da ind&amp;#250;stria, da agricultura, do com&amp;#233;rcio, do turismo e, mais recentemente, da constru&amp;#231;&amp;#227;o. “(.) no &amp;#226;mbito da actividade econ&amp;#243;mica, &amp;#233; desej&amp;#225;vel que tenhamos uma voz coesa na defesa dos princ&amp;#237;pios que s&amp;#227;o comuns e transversais &amp;#224;s diversas confedera&amp;#231;&amp;#245;es, constituindo, para o efeito, uma plataforma comum.” Eu sou defensor, mais do que uma voz &amp;#250;nica, de uma voz coesa. Conseguir uma voz &amp;#250;nica &amp;#233; quase imposs&amp;#237;vel. Mas, no &amp;#226;mbito da actividade econ&amp;#243;mica, &amp;#233; desej&amp;#225;vel que tenhamos uma voz coesa na defesa dos princ&amp;#237;pios que s&amp;#227;o comuns e transversais &amp;#224;s diversas confedera&amp;#231;&amp;#245;es, constituindo, para o efeito, uma plataforma comum. Portugal tem excesso de associa&amp;#231;&amp;#245;es, e sendo um pa&amp;#237;s pequeno, uma regi&amp;#227;o &amp;#250;nica em termos europeus, deveria rentabilizar o movimento associativo, reestruturando-o. Compreendo que a AEP e a AIP se unam, j&amp;#225; que n&amp;#227;o faz sentido dividir o pa&amp;#237;s em norte e sul, e a confedera&amp;#231;&amp;#227;o que vai nascer, deve vir a esta plataforma e em p&amp;#233; de igualdade. Em di&amp;#225;logo franco e aberto entre todos os representantes Portugalglobal // Maio 10 // 31</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=32</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=32</link><title>Portugalglobal nº23 Page 32</title><description>ENTREVISTA das actividades econ&amp;#243;micas e para encontrarmos um modelo de representa&amp;#231;&amp;#227;o coeso que defenda os nossos direitos e princ&amp;#237;pios. Se do exerc&amp;#237;cio desta plataforma resultar a possibilidade de termos uma voz &amp;#250;nica, se se criar uma confedera&amp;#231;&amp;#227;o das actividades econ&amp;#243;micas &amp;#250;nica em que todas as antigas confedera&amp;#231;&amp;#245;es t&amp;#234;m assento e se transformem em conselhos, provavelmente seremos bem sucedidos. O caminho faz-se caminhando e n&amp;#227;o podemos negar o passado, a interven&amp;#231;&amp;#227;o e a individualidade de cada uma das actuais estruturas, mas em di&amp;#225;logo franco e aberto poderemos construir um novo modelo. Tem defendido uma maior flexibilidade laboral. Considera que a actual legisla&amp;#231;&amp;#227;o &amp;#233; um entrave ao desenvolvimento da nossa economia? Considero que h&amp;#225; um excesso de rigidez a n&amp;#237;vel laboral e que os nossos sindicatos, lamentavelmente, est&amp;#227;o agarrados &amp;#224; quest&amp;#227;o dos sal&amp;#225;rios, sem atender a outros aspectos como a adaptabilidade de hor&amp;#225;rios e do posto de trabalho, a polival&amp;#234;ncia, a mobilidade, etc. Estou a desafiar as estruturas sindicais para o objectivo de fazermos um pacto para o emprego e, em di&amp;#225;logo, construirmos novas solu&amp;#231;&amp;#245;es. Hoje trabalhamos para um mercado global e as empresas t&amp;#234;m de se adaptar a esta nova realidade. Por isso, temos de olhar em conjunto, com lealdade e sinceridade, para o mundo de hoje e ver como &amp;#233; que melhor nos podemos encontrar no terreno para vencer este desafio. Fa&amp;#231;amos benchmarking com outros pa&amp;#237;ses europeus neste dom&amp;#237;nio e fa&amp;#231;amos como eles! Eu estou firmemente consciente de que esta &amp;#233; uma necessidade nacional, e da parte patronal, enquanto for eu o dirigente da Confedera&amp;#231;&amp;#227;o da Ind&amp;#250;stria Portuguesa, &amp;#233; este di&amp;#225;logo que se promover&amp;#225; e &amp;#233; com esta disponibilidade que queremos construir esse modelo. O patr&amp;#227;o dos patr&amp;#245;es Aos 56 anos, Ant&amp;#243;nio Saraiva, assumiu a lideran&amp;#231;a da Confedera&amp;#231;&amp;#227;o da ind&amp;#250;stria Portuguesa, em Janeiro de 2010, imprimindo-lhe uma nova din&amp;#226;mica, definindo causas para o mandato, afirmando uma nova miss&amp;#227;o, descentralizando o poder e co-responsabilizando os outros elementos da direc&amp;#231;&amp;#227;o na tomada de decis&amp;#245;es. Empres&amp;#225;rio com larga experi&amp;#234;ncia associativa, Ant&amp;#243;nio Saraiva &amp;#233; presidente do conselho de administra&amp;#231;&amp;#227;o da Metal&amp;#250;rgica Luso-Italiana, fabricante das torneiras Zenite, e foi Presidente da AIMMAP - Associa&amp;#231;&amp;#227;o dos Industriais Metal&amp;#250;rgicos, Metalomec&amp;#226;nicos e Afins de Portugal, al&amp;#233;m de pertencer &amp;#224; direc&amp;#231;&amp;#227;o da CIP desde 2004. Come&amp;#231;ou a sua carreira na Lisnave, aos 17 anos, onde trabalhou durante 26 anos. Abra&amp;#231;ou a causa da concerta&amp;#231;&amp;#227;o e do di&amp;#225;logo social na empresa, tendo assumido a lideran&amp;#231;a da Comiss&amp;#227;o de Trabalhadores e subscrito com a Administra&amp;#231;&amp;#227;o o primeiro pacto social da Lisnave. Um passado que lhe permite ter hoje, em sede de Concerta&amp;#231;&amp;#227;o Social, uma vis&amp;#227;o dos “dois lados da barricada” e que, certamente, ter&amp;#225; sido fundamental para a posi&amp;#231;&amp;#227;o dialogante que assume enquanto presidente da Confedera&amp;#231;&amp;#227;o patronal. 32 // Maio 10 // Portugalglobal</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=33</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=33</link><title>Portugalglobal nº23 Page 33</title><description>A sua Linha de Cr&amp;#233;dito Bonificado &amp;#233; mais completa do que imagina. PME Investe V Conhe&amp;#231;a as vantagens da Linha PME Investe V. O Banco Popular disponibiliza esta importante linha de cr&amp;#233;dito e pode adicionar outras solu&amp;#231;&amp;#245;es que tamb&amp;#233;m acrescentam valor ao seu neg&amp;#243;cio. Cr&amp;#233;dito com juros bonificados, com prazos e montantes adequados &amp;#224;s necessidades, suportados por solu&amp;#231;&amp;#245;es especializadas e sectoriais muito competitivas, para o dia-a-dia e para o desenvolvimento do seu neg&amp;#243;cio, s&amp;#227;o vantagens que pode alcan&amp;#231;ar. Venha conhecer as nossas propostas e descubra tudo o que podemos fazer pela sua empresa. Linha Micro e Pequenas Empresas: TAE de 1,564%. Exemplo de um cr&amp;#233;dito sob a forma de m&amp;#250;tuo de €50.000, prazo de 4 anos com pagamento de presta&amp;#231;&amp;#245;es trimestrais e per&amp;#237;odo de car&amp;#234;ncia de 6 meses. Neste exemplo, utilizou-se a Euribor m&amp;#233;dia a 3 meses de 01.04.2010 de 0,645% e arredondada &amp;#224; mil&amp;#233;sima, acrescida de um spread de 0,75%, j&amp;#225; incluindo a bonifica&amp;#231;&amp;#227;o atribu&amp;#237;da pelo FINOVA. A TAN que corresponde &amp;#233; de 1,5% (taxa de juro m&amp;#237;nima). A comiss&amp;#227;o de cobran&amp;#231;a de presta&amp;#231;&amp;#245;es &amp;#233; de €4,13. Linha Geral: TAE de 2,429%. Exemplo de um cr&amp;#233;dito sob a forma de m&amp;#250;tuo de €250.000, prazo de 6 anos com pagamento de presta&amp;#231;&amp;#245;es trimestrais e sem per&amp;#237;odo de car&amp;#234;ncia. Neste exemplo, utilizou-se a Euribor m&amp;#233;dia a 3 meses de 01.04.2010 de 0,645% e arredondada &amp;#224; mil&amp;#233;sima, acrescida de um spread de 1,75%, j&amp;#225; incluindo a bonifica&amp;#231;&amp;#227;o atribu&amp;#237;da pelo FINOVA. A TAN que corresponde &amp;#233; de 2,395%. A comiss&amp;#227;o de cobran&amp;#231;a de presta&amp;#231;&amp;#245;es &amp;#233; de €4,13. Montante Global: €750 milh&amp;#245;es Linha Geral: €500 milh&amp;#245;es Linha Micro e Pequenas Empresas: €250 milh&amp;#245;es CUSTO PARA A EMPRESA Linha Geral: Euribor 3 meses + 1,75% Linha Micro e Pequenas Empresas: Euribor 3 meses + 0,75% (com min. 1,5%) www.bancopopular.pt Linhas de Cr&amp;#233;dito PME Investe, o apoio do FINOVA &amp;#224;s empresas. Fundo gerido pela PME Investimentos.</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=34</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=34</link><title>Portugalglobal nº23 Page 34</title><description>NOT&amp;#205;CIAS Investidos 35 milh&amp;#245;es na ex-Qimonda NANIUM assina contrato de produ&amp;#231;&amp;#227;o com Infineon A empresa portuguesa de semicondutores NANIUM assinou em Maio, nas instala&amp;#231;&amp;#245;es da AICEP em Lisboa, um contrato com a multinacional alem&amp;#227; Infineon Technologies AG para produ&amp;#231;&amp;#227;o e licenciamento de uma tecnologia inovadora, num investimento superior a 35 milh&amp;#245;es de euros. A empresa de Vila do Conde (que tem na sua g&amp;#233;nese empresas como a Siemens Semicondutores, a Infineon Technologies e, mais recentemente, a Qimonda Portugal) vai produzir semicondutores com tecnologia eWLB de 300mm, sendo uma das primeiras companhias da ind&amp;#250;stria de semicondutores, a n&amp;#237;vel mundial, com capacidade de produ&amp;#231;&amp;#227;o nesta &amp;#225;rea. A tecnologia eWLB de 300mm – da Infineon – permite reduzir o custo e o tamanho dos semicondutores, com benef&amp;#237;cios &amp;#243;bvios para os fabricantes de tecnologia de consumo e produtos sem fios. Estas vantagens garantem &amp;#224; tecnologia eWLB 300mm, usada sobretudo em telem&amp;#243;veis, uma elevada procura do mercado a n&amp;#237;vel mundial, refere um comunicado da empresa. O acordo – que garante &amp;#224; NANIUM a produ&amp;#231;&amp;#227;o e fornecimento de semicondutores para a Infineon – baseia-se na tecnologia de ponta da Infineon Technologies e na capacidade de produ&amp;#231;&amp;#227;o da NANIUM em 300mm WLP/RDL (Wafer Level Packaging/ Redistribution Layer). A tecnologia eWLB utiliza uma combina&amp;#231;&amp;#227;o de processos de manufactura de semicondutores de Front-End e Back-End, com processamento simult&amp;#226;neo de todos os chips de uma wafer (bolacha de sil&amp;#237;cio), reduzindo os custos de produ&amp;#231;&amp;#227;o. O arranque da produ&amp;#231;&amp;#227;o em volume de bolachas de sil&amp;#237;cio de 300mm eWLB para a Infineon Technologies ter&amp;#225; lugar no terceiro trimestre deste ano. Para garantir o sucesso do projecto e aumentar os actuais recursos, ser&amp;#227;o investidos na NANIUM, a breve prazo, mais de 35 milh&amp;#245;es de euros. Para o presidente da AICEP trata-se de um upgrade para a empresa portuguesa que emergiu depois da fal&amp;#234;ncia da Qimonda. Bas&amp;#237;lio Horta foi um dos respons&amp;#225;veis presentes na assinatura do contrato, numa sess&amp;#227;o em que foi anunciado que 380 trabalhadores da empresa deixaram j&amp;#225; o “lay-off”, estimando-se que este n&amp;#250;mero chegue aos 500 no final deste ano. Na ocasi&amp;#227;o, Armando Tavares, presidente da Nanium, disse ainda estar j&amp;#225; em contacto com outras empresas com as quais pretende vir a celebrar contratos id&amp;#234;nticos a este. A empresa alem&amp;#227; Qimonda AG entrou em insolv&amp;#234;ncia em Janeiro do ano passado. A Qimonda Portugal, instalada em Vila do Conde, seguiu-lhe os passos, tendo entretanto sido a &amp;#250;nica subsidi&amp;#225;ria do grupo alem&amp;#227;o a salvar-se da fal&amp;#234;ncia. Transformada na NANIUM, passou a ser detida pelo Estado portugu&amp;#234;s (17,88 por cento) e pelos bancos BES e BCP (41,06 por cento cada um). Portugal Constr&amp;#243;i na Tekt&amp;#243;nica 2010 Cerca de 700 empresas do sector da constru&amp;#231;&amp;#227;o marcaram presen&amp;#231;a na FIL, de 11 a 15 de Maio, durante a Tekt&amp;#243;nica 2010 – Feira Internacional da Ind&amp;#250;stria da Constru&amp;#231;&amp;#227;o e do Imobili&amp;#225;rio. Integrada neste certame decorreu a iniciativa Portugal Constr&amp;#243;i, numa organiza&amp;#231;&amp;#227;o conjunta da AICEP, da AIP/FIL e da CPCI – Confedera&amp;#231;&amp;#227;o Portuguesa da Constru&amp;#231;&amp;#227;o e do Imobili&amp;#225;rio, com o objectivo de identificar e divulgar oportunidades de neg&amp;#243;cio da fileira em mercados considerados estrat&amp;#233;gicos para Portugal, designadamente Angola, Marrocos, Arg&amp;#233;lia e L&amp;#237;bia. Destinados a empresas da fileira da constru&amp;#231;&amp;#227;o, predominantemente PME, exportadoras ou n&amp;#227;o, que pretendem diversificar mercados e/ou consolidar e expandir as suas exporta&amp;#231;&amp;#245;es, realizaram-se, entre os dias 11 e 13 de Maio, quatro workshops sobre mercados internacionais de elevado potencial (Angola, Marrocos, Arg&amp;#233;lia, L&amp;#237;bia) e um semin&amp;#225;rio sobre a Pol&amp;#243;nia. De real&amp;#231;ar os testemunhos de empresas internacionalizadas e com larga experi&amp;#234;ncia nos pa&amp;#237;ses em foco, a par das apresenta&amp;#231;&amp;#245;es efectuadas por especialistas da AICEP na identifica&amp;#231;&amp;#227;o e caracteriza&amp;#231;&amp;#227;o de oportunida- 34 // Maio 10 // Portugalglobal</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=35</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=35</link><title>Portugalglobal nº23 Page 35</title><description>NOT&amp;#205;CIAS Oportunidades de neg&amp;#243;cio na Col&amp;#244;mbia Com o objectivo de dinamizar as rela&amp;#231;&amp;#245;es comerciais entre Portugal e a Col&amp;#244;mbia e dar a conhecer o ambiente de neg&amp;#243;cios e as oportunidades de investimento naquele mercado, esteve em Lisboa, no dia 14 de Maio, o Ministro das Rela&amp;#231;&amp;#245;es Exteriores colombiano, Jaime Berm&amp;#250;dez Merizalde, tendo participado num semin&amp;#225;rio realizado na AICEP. Na abertura do evento, a administradora da AICEP, Teresa Ribeiro, deixou claras as raz&amp;#245;es da import&amp;#226;ncia desta iniciativa, afirmando que “as excelentes rela&amp;#231;&amp;#245;es pol&amp;#237;ticas entre Portugal e Col&amp;#244;mbia n&amp;#227;o t&amp;#234;m correspond&amp;#234;ncia no plano econ&amp;#243;mico, e que as empresas portuguesas devem encarar a diversifica&amp;#231;&amp;#227;o de mercados como uma das solu&amp;#231;&amp;#245;es para a crise”. A mesma respons&amp;#225;vel referiu que o espa&amp;#231;o latino-americano vai crescer 4 por cento ao ano e que a Col&amp;#244;mbia espera um crescimento de 2,5 por cento do PIB em 2010, acrescentando que apesar de a Col&amp;#244;mbia ser apenas o 66&amp;#186; cliente de Portugal, “tem potencial para melhorar muito a sua posi&amp;#231;&amp;#227;o”. Por seu lado, o ministro colombiano exortou os portugueses em geral e os empres&amp;#225;rios em particular a visitarem a Col&amp;#244;mbia, dando enfoque &amp;#224;s caracter&amp;#237;sticas do capital humano local, que afirma ser “a grande riqueza da Col&amp;#244;mbia”. T&amp;#234;xteis, confec&amp;#231;&amp;#245;es, tecnologias de informa&amp;#231;&amp;#227;o e o sector autom&amp;#243;vel s&amp;#227;o alguns dos pontos fortes da sua estrutura produtiva. Deixou ainda uma mensagem de optimismo ao garantir total seguran&amp;#231;a para nacionais e estrangeiros em todas as zonas do pa&amp;#237;s devido &amp;#224;s reformas pol&amp;#237;ticas empreendidas na &amp;#250;ltima d&amp;#233;cada. des de neg&amp;#243;cio nesse pa&amp;#237;ses. A inaugura&amp;#231;&amp;#227;o da Portugal Constr&amp;#243;i, no dia 11, contou com a presen&amp;#231;a de Paulo Campos, Secret&amp;#225;rio de Estado Adjunto das Obras P&amp;#250;blicas, Transportes e Comunica&amp;#231;&amp;#245;es, assim como de Bas&amp;#237;lio Horta, Presidente da AICEP, de Rocha de Matos, Presidente da AIP - CE e de Manuel Agria, Director da CPCI. Na ocasi&amp;#227;o, Bas&amp;#237;lio Horta disse que as empresas desta fileira “t&amp;#234;m cr&amp;#233;ditos firmados em termos de internacionaliza&amp;#231;&amp;#227;o”, obtidos “gra&amp;#231;as &amp;#224; compet&amp;#234;ncia, qualidade e capacidades de adapta&amp;#231;&amp;#227;o aos mercados que lhes conferem competitividade internacional”. Lembrando que a fileira da constru&amp;#231;&amp;#227;o abrange actividades t&amp;#227;o diversas como a arquitectura, a consultoria de engenharia e de projecto, e a constru&amp;#231;&amp;#227;o e obras p&amp;#250;blicas, o presidente da Ag&amp;#234;ncia referiu que o sector &amp;#233; hoje um dos ve&amp;#237;culos estrat&amp;#233;gicos de crescimento para Portugal. Bas&amp;#237;lio Horta anunciou ainda que a AICEP ir&amp;#225;, em colabora&amp;#231;&amp;#227;o com a CPCI, desenvolver um estudo sobre a “Fileira da Constru&amp;#231;&amp;#227;o – caracteriza&amp;#231;&amp;#227;o e competitividade internacional nos mercados de Angola, Marrocos, Arg&amp;#233;lia e L&amp;#237;bia”, ainda durante este ano, estudo este que poder&amp;#225; ser alargado a outros mercados em 2011. A fileira da constru&amp;#231;&amp;#227;o contribui com 5,6 por cento para o PIB nacional, representa 11 por cento do emprego e o peso do sector na FBCF (Forma&amp;#231;&amp;#227;o Bruta de Capital Fixo) &amp;#233; de 50 por cento. Portugalglobal // Maio 10 // 35</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=36</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=36</link><title>Portugalglobal nº23 Page 36</title><description>EMPRESAS HYFAS ILUDE CRISE A Hyfas conta no seu curriculum com mais de 200 implementa&amp;#231;&amp;#245;es SAP em todo o mundo e mais de 40 clientes activos em Portugal. Depois de um excelente ano de 2009, o refor&amp;#231;o da equipa e do investimento na estrutura tecnol&amp;#243;gica deixam antever a continua&amp;#231;&amp;#227;o de novos resultados em contraciclo. Um grande desempenho em 2009 e previs&amp;#245;es muito optimistas para 2010 confirmam uma linha ascensional constante e marcam a hist&amp;#243;ria recente da Hyfas. Esta tecnol&amp;#243;gica portuguesa, fundada em 2001, segundo maior VAR (Value Added Reseller) da SAP em Portugal, atingiu, no ano passado, tr&amp;#234;s milh&amp;#245;es de euros de volume de neg&amp;#243;cios – um aumento de 13 por cento face a 2008 – e espera aumentar esse registo em meio milh&amp;#227;o de euros no corrente ano. Para tal, a empresa vai continuar a apostar nas solu&amp;#231;&amp;#245;es SAP All-in-One como core business da empresa, na dinamiza&amp;#231;&amp;#227;o da &amp;#225;rea de outsourcing atrav&amp;#233;s do aumento do neg&amp;#243;cio nas grandes contas e na entrada no sector da administra&amp;#231;&amp;#227;o p&amp;#250;blica local com uma nova solu&amp;#231;&amp;#227;o SAP. E pretende continuar a dar largas &amp;#224; sua capacidade de I&amp;amp;D para servir o mercado das PME, para o qual disponibiliza servi&amp;#231;os de consultoria, desenvolve solu&amp;#231;&amp;#245;es verticais, gere projectos e acompanha solu&amp;#231;&amp;#245;es SAP. O ano de 2009 ficou ainda marcado pelo aumento de capital social de 200.000 para 600.000 euros, pela entrada de um novo s&amp;#243;cio, pela cria&amp;#231;&amp;#227;o do p&amp;#243;lo tecnol&amp;#243;gico de Torres Novas, que tem em vista o desenvolvimento de aplica&amp;#231;&amp;#245;es OutSystems e software SAP All-in-One e pela mudan&amp;#231;a da imagem da empresa. Passa sempre pelo refor&amp;#231;o constante da oferta do seu conjunto de servi&amp;#231;os, num sector onde a competitividade a n&amp;#237;vel global &amp;#233; enorme, a explica&amp;#231;&amp;#227;o para os resultados da empresa. De acordo com Bruno Marques, CEO da Hyfas, “face &amp;#224; conjuntura actual, podemos considerar de muito bom n&amp;#237;vel e em contraciclo a presta&amp;#231;&amp;#227;o da Hyfas, j&amp;#225; que atingimos todas as metas definidas: novos colaboradores, novos clientes e novos neg&amp;#243;cios”. Para o CEO, para que tal se verificasse “foi determinante o sucesso da nossa nova abordagem de CustomerCentered, um ‘upgrade’ &amp;#224; reconhecida estrat&amp;#233;gia Customer-Oriented da Hyfas, que nos permite estar sempre em total sintonia com os objectivos, necessidades actuais e futuras, andamento dos projectos e satisfa&amp;#231;&amp;#227;o dos nossos clientes”. Um exemplo: a aposta na &amp;#225;rea de Business Intelligence foi refor&amp;#231;ada com a disponibiliza&amp;#231;&amp;#227;o das solu&amp;#231;&amp;#245;es l&amp;#237;deres mundiais da Business Objects, atrav&amp;#233;s da extens&amp;#227;o da sua parceria com a SAP. Outro exemplo: a empresa disponibilizou novas solu&amp;#231;&amp;#245;es SAP All-in-One, como o Y.project para o sector dos servi&amp;#231;os profissionais, o Y.manage para a imobili&amp;#225;ria, o Y.check-in para a hotelaria, os add-ons Y.fleet para a gest&amp;#227;o de frotas e o Y.intrastat para a gest&amp;#227;o de estat&amp;#237;sticas europeias. Nos mercados internacionais, a Hyfas tem um aliado de peso: o seu grande know-how nas ferramentas actuais da SAP - Business Objects que o faz estar presente no Brasil, Alemanha, Espanha e Angola, fruto da aquisi&amp;#231;&amp;#227;o da Key Knowledge Systems – especialista em Enterprise 36 // Maio 10 // Portugalglobal</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=37</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=37</link><title>Portugalglobal nº23 Page 37</title><description>EMPRESAS BIDIN&amp;#194;MICA LIXO D&amp;#193; MODA RECICLADA Para a mentora da Bidin&amp;#226;mica, Helena Pinto, e tal como Lavoisier dizia, nada se perde tudo se transforma. No seu caso, motivada por quest&amp;#245;es ambientais, foi o lixo das campanhas de publicidade que fez nascer um neg&amp;#243;cio lucrativo em v&amp;#225;rias frentes. Para a sua empresa, para os clientes, para o ambiente e para os consumidores, que v&amp;#234;m o mercado dos acess&amp;#243;rios de moda invadido por pe&amp;#231;as de grande criatividade. Performance Managment. Dentro e fora do pa&amp;#237;s, os mercados alvo s&amp;#227;o utilities, retalho, constru&amp;#231;&amp;#227;o, imobili&amp;#225;rio, administra&amp;#231;&amp;#227;o local e central, telecomunica&amp;#231;&amp;#245;es. A empresa est&amp;#225; sedeada em Oeiras e tem delega&amp;#231;&amp;#245;es em Gaia e Torres Novas. No futuro imediato prev&amp;#234; a entrada em novos mercados e o lan&amp;#231;amento de novas solu&amp;#231;&amp;#245;es. Grupo Bernardino Gomes, Stapples, TAP, Vodafone e Moviflor s&amp;#227;o alguns dos grandes clientes. SAP SAP &amp;#233; uma empresa alem&amp;#227; criadora do software de gest&amp;#227;o de neg&amp;#243;cios do mesmo nome. Ao longo de tr&amp;#234;s d&amp;#233;cadas evoluiu de uma empresa pequena e regional para uma organiza&amp;#231;&amp;#227;o de &amp;#226;mbito mundial. Actualmente, &amp;#233; l&amp;#237;der global de mercado em solu&amp;#231;&amp;#245;es de neg&amp;#243;cio multiempresas. O grande produto da empresa, que emprega 51 mil pessoas, &amp;#233; o sistema integrado de gest&amp;#227;o empresarial. Hyfas Consulting Edif&amp;#237;cio Orange – Oeiras Rua Henrique Callado, 6 – B23 Lei&amp;#227;o 2740-303 Porto Salvo Tel.: +351 214 231 500 info@hyfas.pt www.hyfas.pt Portugalglobal // Maio 10 // 37</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=38</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=38</link><title>Portugalglobal nº23 Page 38</title><description>EMPRESAS Estava-se em 2004, ano do Europeu de Futebol, e as cidades portuguesas recebiam milhares e milhares de outdoors, em PVC, que acabariam fatalmente no lixo. Em Lisboa, at&amp;#233; a primeira edi&amp;#231;&amp;#227;o do Rock’in’Rio ajudava a inundar as ruas e as pra&amp;#231;as da capital de publicidade exterior. Aproveitando a mar&amp;#233;, antecipando o que seria o desperd&amp;#237;cio, desde essa data, a proposta da Bidin&amp;#226;mica, qual ovo de Colombo, foi muito simples: transformar o lixo das campanhas de comunica&amp;#231;&amp;#227;o em pe&amp;#231;as &amp;#250;nicas e inovadoras de “eco-merchandising”. Com esta ideia, a Bidin&amp;#226;mica evitava as desvantagens da utiliza&amp;#231;&amp;#227;o do aterro (o PVC n&amp;#227;o &amp;#233; recicl&amp;#225;vel) e dava cados, sempre com a meta do refor&amp;#231;o da internacionaliza&amp;#231;&amp;#227;o no horizonte, a empresa manteve intacto o modelo de neg&amp;#243;cio. Ou seja, segundo as palavras de Helena Pinto: “os materiais s&amp;#227;o levantados junto do cliente, enviados para Lisboa e, depois de lavados, as imagens s&amp;#227;o trabalhadas em termos de design e recorte e s&amp;#227;o aproveitados o melhor poss&amp;#237;vel, fazendo deles pe&amp;#231;as &amp;#250;nicas”. J&amp;#225; s&amp;#227;o dez os mercados onde a marca Tela Bags est&amp;#225; dispon&amp;#237;vel, sendo os mais importantes o ingl&amp;#234;s e o franc&amp;#234;s. Para manter a criatividade em alta, e at&amp;#233; porque a empresa tem apenas seis funcion&amp;#225;rios, a Bidin&amp;#226;mica recorre &amp;#224; subcontrata&amp;#231;&amp;#227;o de designers gr&amp;#225;ficos e industriais que, em conjunto com a “prata da casa”, garantem que o tratamento adequado e a dose certa de capacidade inventiva s&amp;#227;o aplicados a todos os materiais. No estrangeiro, com o objectivo de crescer cada vez mais, a Bidin&amp;#226;mica est&amp;#225; presente, duas vezes por ano, na Museum Expressions, a principal feira europeia da &amp;#225;rea dos museus, e na feira Maison &amp;amp; Object para apresentar as colec&amp;#231;&amp;#245;es Tela Bags, de Ver&amp;#227;o e de Inverno, dirigidas aos consumidores e, numa aposta dupla, para apresentar tamb&amp;#233;m os servi&amp;#231;os de reciclagem destinados &amp;#224;s empresas. Na edi&amp;#231;&amp;#227;o deste ano surge um marco na vida da empresa: foi distinguida com o pr&amp;#233;mio de melhor colec&amp;#231;&amp;#227;o entre todos os expositores. Neste momento, a empresa prepara-se tamb&amp;#233;m para apresentar a sua marca no MoMA de Nova Iorque e T&amp;#243;quio, mercados onde espera entrar a breve prazo. LISTRAL FORMA&amp;#199;&amp;#195;O SUPERA EXIG&amp;#202;NCIAS DE QUALIFICA&amp;#199;&amp;#195;O Embora produza em exclusivo para a OGMA, a Listral projecta o seu futuro no cluster da aeron&amp;#225;utica visando o reconhecimento nos mercados internacionais. Criada em 2001, j&amp;#225; fabricou componentes estruturais para mais de 800 avi&amp;#245;es de variados tipos. A Listral &amp;#233; a segunda maior fabricante portuguesa de aero-estruturas. A primeira &amp;#233; a OGMA, para a qual a Listral trabalha a 100 por cento desde a sua funda&amp;#231;&amp;#227;o, em 2001, tendo conseguido, atrav&amp;#233;s dessa coopera&amp;#231;&amp;#227;o, garantir os atributos indispens&amp;#225;veis – ser competente, competitiva e confi&amp;#225;vel – que levaram &amp;#224; sua consolida&amp;#231;&amp;#227;o enquanto empresa e ao volume de neg&amp;#243;cios de mais de 4 milh&amp;#245;es de euros em 2009. Uma das caracter&amp;#237;sticas diferenciadoras da Listral &amp;#233; o investimento na forma&amp;#231;&amp;#227;o para garantir n&amp;#237;veis de qualifica&amp;#231;&amp;#227;o elevados. A este prop&amp;#243;sito, Salvado Henriques, director geral, revela que “devido &amp;#224; grande dificuldade em encontrar profissionais qualificados para esta actividade, &amp;#233; a pr&amp;#243;pria empresa a proporcionar forma&amp;#231;&amp;#227;o te&amp;#243;rica e pr&amp;#225;tica aos jovens que recruta, sendo esta a &amp;#250;nica maneira de cumprir os requisitos muito exigentes da fabrica&amp;#231;&amp;#227;o aeron&amp;#225;utica”. Um dos reflexos desta estrat&amp;#233;gia e do cumprimento dos procedimentos do Sistema de “Aproveitando a mar&amp;#233;, antecipando o que seria o desperd&amp;#237;cio, desde essa data, a proposta da Bidin&amp;#226;mica, qual ovo de Colombo, foi muito simples: transformar o lixo das campanhas de comunica&amp;#231;&amp;#227;o em pe&amp;#231;as &amp;#250;nicas e inovadoras de eco-merchandising.” vida &amp;#250;til a materiais que iam para o lixo. Mas as vantagens n&amp;#227;o se ficavam por aqui e revertiam a favor das pr&amp;#243;prias empresas expositoras que recebiam de volta materiais reciclados (muitas vezes brindes para os clientes), n&amp;#227;o pagavam pela sua recolha e tratamento – a log&amp;#237;stica &amp;#233; feita pela Bidin&amp;#226;mica – e viam a sua pol&amp;#237;tica de responsabilidade ambiental ser posta em pr&amp;#225;tica de forma &amp;#250;til para t</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=39</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=39</link><title>Portugalglobal nº23 Page 39</title><description>EMPRESAS Gest&amp;#227;o da Qualidade &amp;#233; a certifica&amp;#231;&amp;#227;o de acordo com as normas ISO 9001-2000 e ISO 9100-2003, que reconhecem &amp;#224; Listral a capacidade exigida para operar numa ind&amp;#250;stria t&amp;#227;o sofisticada. A Listral est&amp;#225; inserida no grupo de empresas potenciais fornecedoras do cluster aeron&amp;#225;utico portugu&amp;#234;s e, sendo especialista assumida na fabrica&amp;#231;&amp;#227;o de pe&amp;#231;as simples e conjuntos estruturais para aeronaves, &amp;#233; parte integrante da ind&amp;#250;stria aeron&amp;#225;utica portuguesa que Salvado Henriques considera ser “embrion&amp;#225;ria, a necessitar de um projecto aglutinador para se desenvolver, o qual deve ser catalisado e coordenado por uma das empresas mais importantes do sector aeron&amp;#225;utico que lhe d&amp;#234; uma amplitude tal que comporte a participa&amp;#231;&amp;#227;o de todo o tecido industrial dispon&amp;#237;vel”. Na opini&amp;#227;o de Salvado Henriques, este projecto “ter&amp;#225; de ser desenvolvido com acordos de coopera&amp;#231;&amp;#227;o industrial feitos com empresas internacionais” e os benef&amp;#237;cios para Portugal ir&amp;#227;o fazerse sentir a v&amp;#225;rios n&amp;#237;veis: “desde logo, atrav&amp;#233;s da abertura de novos canais de comercializa&amp;#231;&amp;#227;o por inser&amp;#231;&amp;#227;o das empresas portuguesas nas cadeias de abastecimento global, o que ir&amp;#225; proporcionar o contacto com processos, materiais e tecnologias inovadoras, para al&amp;#233;m dos benef&amp;#237;cios das transfer&amp;#234;ncias de conhecimento, da aquisi&amp;#231;&amp;#227;o de novas compet&amp;#234;ncias e da cria&amp;#231;&amp;#227;o de empregos de elevada especializa&amp;#231;&amp;#227;o tecnol&amp;#243;gica, evitando o &amp;#234;xodo dos nossos recursos mais capazes para outras partes do mundo”. Face ao seu peculiar relacionamento com a OGMA e &amp;#224; grande experi&amp;#234;ncia que esta apresenta no fabrico e manuten&amp;#231;&amp;#227;o de aeronaves, Salvado Henriques entende que “aquela &amp;#233; a &amp;#250;nica empresa aeron&amp;#225;utica no nosso pa&amp;#237;s com perfil integrador, com capacidade para verticalizar o neg&amp;#243;cio e capitalizar a imagem das empresas nacionais jun- to dos grandes clientes internacionais, constituindo um agente dinamizador incontorn&amp;#225;vel na prossecu&amp;#231;&amp;#227;o do objectivo de desenvolver esta ind&amp;#250;stria”. Ao longo da sua exist&amp;#234;ncia, a Listral produziu para os avi&amp;#245;es Pilatus PC-12 da Pilatus Aircraft Limited – cockpit, ch&amp;#227;o, tecto, pain&amp;#233;is laterais, cauda, flaps, aillerons, estabilizador horizontal e vertical, portas de emerg&amp;#234;ncia de carga e de passageiros – assim como diversos componentes e pain&amp;#233;is estruturais para tr&amp;#234;s avi&amp;#245;es C-212 e 16 avi&amp;#245;es C-295 da EADS-CASA. A empresa conta, actualmente, com 130 colaboradores. LISTRAL Estruturas Aeron&amp;#225;uticas, SA Parque Industrial Olaio, EN 10, km 140, 1 2695-066 BOBADELA Tel.: +351 219 947 049 geral@listral.pt www.listral.pt Portugalglobal // Maio 10 // 39</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=40</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=40</link><title>Portugalglobal nº23 Page 40</title><description>CATALUNHA PRINCIPAL PARCEIRO COMERCIAL DE PORTUGAL &amp;gt;POR MANUEL MARTINEZ, DIRECTOR DO ESCRIT&amp;#211;RIO DA AICEP EM BARCELONA De todas as Comunidades Aut&amp;#243;nomas de Espanha, a Catalunha continua a ser o principal parceiro comercial de Portugal, sendo o segundo maior cliente do nosso pa&amp;#237;s e o seu primeiro fornecedor no mercado espanhol. Conhecida pela sua intensa actividade econ&amp;#243;mica, a Catalunha lidera a produ&amp;#231;&amp;#227;o industrial em Espanha em v&amp;#225;rios sectores, do qu&amp;#237;mico e farmac&amp;#234;utico &amp;#224;s biotecnologias; do agro-alimentar, ao t&amp;#234;xtil e ao design, entre outros, emergentes e de potencial crescimento. Trata-se de um mercado aberto, com lugar para as empresas e para os produtos portugueses.</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=41</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=41</link><title>Portugalglobal nº23 Page 41</title><description>MERCADO A Catalunha &amp;#233; um lugar de primeira classe para viver e fazer neg&amp;#243;cios. Estrategicamente localizada no Mediterr&amp;#226;neo, a nordeste da Pen&amp;#237;nsula Ib&amp;#233;rica, beneficia de um clima de tipo mediterr&amp;#226;nico e de boas comunica&amp;#231;&amp;#245;es. Com uma superf&amp;#237;cie de mais de 32 mil quil&amp;#243;metros quadrados e uma popula&amp;#231;&amp;#227;o de 7,4 milh&amp;#245;es de habitantes, a Catalunha representa 6,3 por cento do territ&amp;#243;rio espanhol e 16 por cento da popula&amp;#231;&amp;#227;o espanhola. A sua hist&amp;#243;ria, a l&amp;#237;ngua e a tradi&amp;#231;&amp;#227;o cultural, pol&amp;#237;tica e jur&amp;#237;dica diferenciadas, configuraram a personalidade desta regi&amp;#227;o e do seu povo. &amp;#201; uma das Comunidades Aut&amp;#243;nomas de Espanha, tendo governo pr&amp;#243;prio, que &amp;#233; a Generalitat. O territ&amp;#243;rio catal&amp;#227;o apresenta paisagens muito variadas e de grande beleza, desde a costa mediterr&amp;#226;nica aos vales interiores e &amp;#224;s montanhas (Pirin&amp;#233;us), conservando um rico patrim&amp;#243;nio monumental. A Catalunha &amp;#233; l&amp;#237;der em v&amp;#225;rios sectores de actividade, como sejam: Qu&amp;#237;mico e Farmac&amp;#234;utico: dois sectores que est&amp;#227;o fortemente concentrados na Catalunha, onde se encontram 50 por cento dos laborat&amp;#243;rios de Espanha, 60 por cento da sua produ&amp;#231;&amp;#227;o, 66 por cento das empresas que trabalham em qu&amp;#237;mica fina, e tamb&amp;#233;m onde o peso espec&amp;#237;fico da qu&amp;#237;mica b&amp;#225;sica se situa em cerca de 48 por cento da produ&amp;#231;&amp;#227;o. Agro-alimentar e de Embalagem: a Catalunha tem um importante knowhow na produ&amp;#231;&amp;#227;o e tecnologia alimentar, &amp;#233; l&amp;#237;der no fornecimento de ingredientes e em empresas de embalagem e tecnologias de processamento, o que faz dela um importante cluster neste sector. Autom&amp;#243;vel: a Catalunha &amp;#233; l&amp;#237;der na ind&amp;#250;stria autom&amp;#243;vel e uma das localiza&amp;#231;&amp;#245;es chave na Europa, onde se situam tr&amp;#234;s grandes f&amp;#225;bricas – Seat, Nissan e Irisbus-Iveco –, respons&amp;#225;veis por quase 40 por cento do total das vendas espanholas no sector autom&amp;#243;vel. Electr&amp;#243;nica: o subsector de electr&amp;#243;nica de consumo, no segmento televisores, (onde uma parte importante da produ&amp;#231;&amp;#227;o corresponde a grandes empresas de capital estrangeiro - Sony, Sharp, Hyundai, JVC), &amp;#233; o mais importante e com a mais elevada produtividade da ind&amp;#250;stria electr&amp;#243;nica na Catalunha. Material el&amp;#233;ctrico de pequena dimens&amp;#227;o: onde a Catalunha &amp;#233; o primeiro mercado e o primeiro produtor. T&amp;#234;xtil: o sector t&amp;#234;xtil, e nomeadamente a confec&amp;#231;&amp;#227;o, tem um peso espec&amp;#237;fico relevante dentro da estrutura produtiva da ind&amp;#250;stria catal&amp;#227;, onde se destacam os clusters de Malha em Anoia e no Maresme e o de Moda T&amp;#234;xtil (branding &amp;amp; retail). Design: relevante na Catalunha, com importantes liga&amp;#231;&amp;#245;es &amp;#224; tecnologia, &amp;#224; comunica&amp;#231;&amp;#227;o, &amp;#224; cultura e &amp;#224; economia, onde uma cultura diferente de design se pode encontrar em actividades como o design gr&amp;#225;fico ou o design industrial, a gastronomia, o com&amp;#233;rcio, a arquitectura, a moda, etc. Barcelona &amp;#233; conhecida pelos seus mais de 50 centros formativos de design, associa&amp;#231;&amp;#245;es, pr&amp;#233;mios e eventos de n&amp;#237;vel internacional. Biotecnologia e Biomedicina: o I+D na Catalunha concentra-se na investiga&amp;#231;&amp;#227;o cl&amp;#237;nica no &amp;#226;mbito da sa&amp;#250;de humana, da VALOR DA PRODU&amp;#199;&amp;#195;O INDUSTRIAL NA CATALUNHA, 2008 (%) Diversos 4,37% A Catalunha &amp;#233;, no entanto, mais conhecida pela sua intensa actividade econ&amp;#243;mica, onde se destacam empresas comerciais e industriais, inovadoras, abertas e competitivas. O seu Produto Interno Bruto (PIB), o volume de neg&amp;#243;cios e as suas exporta&amp;#231;&amp;#245;es s&amp;#227;o dos mais elevados de Espanha: o PIB catal&amp;#227;o equivale a quase 20 por cento do PIB espanhol e a ind&amp;#250;stria catal&amp;#227; representa uma quarta parte da ind&amp;#250;stria espanhola. Material de transporte 10,7% El&amp;#233;ctrico e Electr&amp;#243;nico 7,62% Maquinaria 8,03% Ind&amp;#250;stria alimentar 11,06% T&amp;#234;xtil 6,89% Madeira e corti&amp;#231;a 1,47% Papel e materiais gr&amp;#225;ficos 10,62% Ind&amp;#250;stria qu&amp;#237;mica 15,92% Metais 13,58% Min&amp;#233;rios n&amp;#227;o met&amp;#225;licos 5,05% Pl&amp;#225;sticos 4,67% Fonte: “Invest in Catalonia” com base em dados do Instituto de Estadistica de Catalu&amp;#241;a. Portugalglobal // Maio 10 // 41</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=42</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=42</link><title>Portugalglobal nº23 Page 42</title><description>MERCADO De destacar ainda as grandes infra-estruturas cient&amp;#237;ficas na Catalunha como: • Sincrotron ALBA (www.cells.es), o primeiro acelerador de part&amp;#237;culas do sul da Europa; • MareNostrum (www.bsc.es), o super computador mais potente de Espanha e dos mais poderosos da Europa; • IDIADA (www.idiada.com), um centro tecnol&amp;#243;gico, participado em 20 por cento pelo governo Aut&amp;#243;nomo da Catalunha e em 80 por cento pela APPLUS+, dedicado ao desenvolvimento de componentes para a ind&amp;#250;stria autom&amp;#243;vel; • CNM (www.imb-cnm.csic.es), um centro p&amp;#250;blico dedicado &amp;#224; microelectr&amp;#243;nica; • PAM - Parc Astron&amp;#242;mic Montsec (www.parcastronomic.cat), uma iniciativa do governo da Catalunha e do Consorci del Montsec que, aproveitando as potencialidades da zona de Montsec, opera em investiga&amp;#231;&amp;#227;o, forma&amp;#231;&amp;#227;o e divulga&amp;#231;&amp;#227;o da ci&amp;#234;ncia, especialmente da Astronomia. Al&amp;#233;m destas, deve-se sublinhar que a nova sede do Secretariado da UpM - Uni&amp;#243;n por el Mediterr&amp;#225;neo, um programa de colabora&amp;#231;&amp;#227;o e desenvolvimento de rela&amp;#231;&amp;#245;es internacionais que agrupam os Estados-membros da UE e os pa&amp;#237;ses mediterr&amp;#226;nicos, se situa em Barcelona, o que faz desta cidade a capital e a for&amp;#231;a motora da unidade mediterr&amp;#226;nica. assist&amp;#234;ncia sanit&amp;#225;ria e na actividade farmac&amp;#234;utica, bem como nas actividades TIC, estando os principais parques cient&amp;#237;ficos e tecnol&amp;#243;gicos ligados a reconhecidas Universidades e Hospitais, como o Parque Cient&amp;#237;fico de Barcelona - PCB (www.pcb.ub.es), o Parque de Investigaci&amp;#243;n Biomedica de Barcelona - PRBB (www.prbb.org), o Parque Cient&amp;#237;fico y Tecnol&amp;#243;gico de la UAB - BIOCAMPUS (www.uab.es) e o Instituto de Investigaci&amp;#243;n Biom&amp;#233;dica&amp;#160;August Pi i Sunyer -&amp;#160;IDIBAPS (www.idibaps.org). Igualmente, alberga diversos sectores emergentes com um forte potencial de crescimento, como demonstrado pelo facto de muitas empresas estrangeiras terem investido em sectores como a biotecnologia, a aeron&amp;#225;utica (mais de 75 por cento da produ&amp;#231;&amp;#227;o do sector aeron&amp;#225;utico catal&amp;#227;o concentra-se no fabrico de componentes para aeronaves), as energias renov&amp;#225;veis e a reciclagem. As empresas portuguesas instaladas nesta Comunidade Aut&amp;#243;noma ascendem a 50, das quais se destacam grandes grupos como o Amorim, com revestimentos de corti&amp;#231;a para a constru&amp;#231;&amp;#227;o (Amorim Revestimientos), o grupo BA com embalagens de vidro (BA Vidrios) e o grupo Logoplaste com embalagens de pl&amp;#225;stico (Viladeplast, S.L. – Solplast), o grupo CIN com tintas e vernizes (Barnices Valentine), o grupo Higifarma, a trabalhar em artes gr&amp;#225;ficas/ impress&amp;#227;o em alum&amp;#237;nio para laborat&amp;#243;rios (Blister), o grupo Lu&amp;#237;s Sim&amp;#245;es de Transportes e Log&amp;#237;stica (Lu&amp;#237;s Sim&amp;#245;es Log&amp;#237;stica Integrada), a Jos&amp;#233; de Mello Sa&amp;#250;de, do grupo Mello, partner do Grupo Hospital&amp;#225;rio Quiron, e ainda empresas do sector das TIC como a WeDo Consulting, com inform&amp;#225;tica para telecomunica&amp;#231;&amp;#245;es, ou a YDreams, com software para lazer e cultura. Al&amp;#233;m de ser conhecida pelas suas actividades de produ&amp;#231;&amp;#227;o de alto valor acrescentado, a Catalunha tamb&amp;#233;m ganhou “O seu [da Catalunha] Produto Interno Bruto (PIB), o volume de neg&amp;#243;cios e as suas exporta&amp;#231;&amp;#245;es s&amp;#227;o dos mais elevados de Espanha: o PIB catal&amp;#227;o equivale a quase 20 por cento do PIB espanhol e a ind&amp;#250;stria catal&amp;#227; representa uma quarta parte da ind&amp;#250;stria espanhola.” Escrit&amp;#243;rio da AICEP em Barcelona Calle Bruc, 50 - 4&amp;#186; 3&amp;#170; 08010 Barcelona ESPA&amp;#209;A Tel.: +34 93 301 4416 aicep.barcelona@portugalglobal.pt Director: Manuel Martinez prest&amp;#237;gio internacional em actividades como o I+D, o design e a engenharia, a log&amp;#237;stica e os centros de servi&amp;#231;os partilhados. Para o desenvolvimento destas ind&amp;#250;strias, tem sido vital o enorme interesse que tem demonstrado pela inova&amp;#231;&amp;#227;o. O governo catal&amp;#227;o promoveu um Acordo Nacional para a Investiga&amp;#231;&amp;#227;o e a Inova&amp;#231;&amp;#227;o para os pr&amp;#243;ximos 15 anos na Catalunha, no &amp;#226;mbito do qual criou o programa TECNIO, uma rede de mais de 100 centros e agentes de transfer&amp;#234;ncia de tecnologia, a fim de favorecer a competitividade e a projec&amp;#231;&amp;#227;o internacional das empresas catal&amp;#227;s. Centro de Neg&amp;#243;cios em Madrid Paseo de la Castellana, 141 - 17&amp;#170; D 28046 Madrid ESPA&amp;#209;A Tel.: +34 9</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=43</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=43</link><title>Portugalglobal nº23 Page 43</title><description>MERCADO CATALUNHA RELACIONAMENTO ECON&amp;#211;MICO COM PORTUGAL &amp;#201; um mercado atractivo para as empresas portuguesas e um dos nossos principais parceiros comerciais. No ano passado, Portugal exportou produtos para a Catalunha no valor de 1.257 milh&amp;#245;es de euros, enquanto as importa&amp;#231;&amp;#245;es ascenderam a 3.460 milh&amp;#245;es de euros. Embora deficit&amp;#225;rio, o saldo da balan&amp;#231;a comercial bilateral tem registado uma evolu&amp;#231;&amp;#227;o favor&amp;#225;vel para Portugal. Espanha &amp;#233; o principal parceiro comercial de Portugal, sendo a Catalunha, regi&amp;#227;o com &amp;#237;ndices de riqueza dos mais elevados do pa&amp;#237;s vizinho, uma das tr&amp;#234;s Comunidades Aut&amp;#243;nomas com maior representatividade ao n&amp;#237;vel das nossas trocas comerciais com o mercado espanhol. Em 2009, foi a 2&amp;#170; Comunidade cliente de Portugal e a 1&amp;#170; enquanto fornecedora. Verifica-se tamb&amp;#233;m que, nos &amp;#250;ltimos anos, a balan&amp;#231;a comercial da Catalunha com Portugal tem evolu&amp;#237;do favoravelmente para o nosso pa&amp;#237;s, reduzindose a taxa de cobertura de valores superiores a 350 por cento, em 2000, para Portugal ocupou, no ano transacto, o 4&amp;#186; lugar como cliente da Catalunha e a 10&amp;#170; posi&amp;#231;&amp;#227;o como fornecedor desta Comunidade, com quotas de mercado de 8,4 por cento e 2,1 por cento, respectivamente. Em 2009, os principais produtos portugueses exportados para a Catalunha foram vestu&amp;#225;rio feminino (15,6 por cento do total), produtos qu&amp;#237;micos (11,4 por cento), m&amp;#225;quinas e material el&amp;#233;ctrico (5,4 por cento), mobili&amp;#225;rio (5,3 por cento), equipamentos, componentes e acess&amp;#243;rios para a ind&amp;#250;stria autom&amp;#243;vel (5 por cento), vidros e embalagens (4,9 por cento) e lou&amp;#231;as sanit&amp;#225;rias e torneiras (4,7 por cento). “(.) nos &amp;#250;ltimos anos, a balan&amp;#231;a comercial da Catalunha com Portugal tem evolu&amp;#237;do favoravelmente para o nosso pa&amp;#237;s, reduzindo-se a taxa de cobertura de valores superiores a 350 por cento, em 2000, para 271 por cento, em 2008, e para 275 por cento no ano passado.” 271 por cento, em 2008, e para 275 por cento no ano passado. Portugalglobal // Maio 10 // 43</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=44</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=44</link><title>Portugalglobal nº23 Page 44</title><description>MERCADO No que respeita &amp;#224;s importa&amp;#231;&amp;#245;es desta Comunidade espanhola, no mesmo ano, os produtos qu&amp;#237;micos, com 18,7 por cento do total, surgem no topo da lista, seguindo-se os ve&amp;#237;culos de transporte com 6,9 por cento, o vestu&amp;#225;rio feminino com 6,3 por cento, os equipamentos, componentes e acess&amp;#243;rios para a ind&amp;#250;stria autom&amp;#243;vel com 4,6 por cento, e as m&amp;#225;quinas e material el&amp;#233;ctrico tamb&amp;#233;m com 4,6 por cento. De salientar que na Catalunha existem 51 empresas com capitais portugueses, segundo a base de dados do Centro de Neg&amp;#243;cios da AICEP em Espanha. No total, s&amp;#227;o mais de 360 as empresas espanholas com capitais portugueses no pa&amp;#237;s vizinho, das quais cerca de 75 por cento est&amp;#227;o sedeadas em tr&amp;#234;s Comunidades Aut&amp;#243;nomas: Madrid (167 empresas), Catalunha (51 empresas) e Galiza (47 empresas). Quanto ao investimento directo portugu&amp;#234;s no pa&amp;#237;s vizinho, dados do Minist&amp;#233;rio da Industria, Turismo e Com&amp;#233;rcio espanhol, referem que, em 2009, a Comunidade de Madrid foi a regi&amp;#227;o mais atractiva para as empresas portuguesas, com cerca de 70 por cento do total. Em segundo lugar surge Castilla La Mancha com cerca de 12 por cento do total, seguindo-se a Comunidade Valenciana (6,4 por cento), a Andaluzia (5,3 por cento), a Catalunha (3 por cento) e a Galiza (1,3 por cento). No que se refere ao investimento espanhol em Portugal, as principais Comunidades Aut&amp;#243;nomas investidoras foram a Comunidade de Madrid, com cerca de 57 por cento do total, seguida da Catalunha (20 por cento), da Cant&amp;#225;bria (9,1 por cento) e da Andaluzia (7,8 por cento). Conselhos &amp;#250;teis SE N&amp;#195;O QUER PLANIFICAR, ESQUE&amp;#199;A-SE DA CATALUNHA O mercado catal&amp;#227;o &amp;#233; extremamente competitivo e exigente. &amp;#201; muito menos formal que o portugu&amp;#234;s, mas tamb&amp;#233;m &amp;#233; menos poliglota. Apesar das similitudes entre a Catalunha e Portugal, existem importantes diferen&amp;#231;as culturais, comerciais e de estilos de vida. Mas o facto de um produto ser portugu&amp;#234;s, n&amp;#227;o representa qualquer handicap a n&amp;#237;vel de imagem ou qualidade. A entrada na Catalunha deve ser uma ac&amp;#231;&amp;#227;o cuidadosamente planeada, fruto de uma estrat&amp;#233;gica bem definida, j&amp;#225; que o produto n&amp;#227;o &amp;#233; tudo. Alguns aspectos a ter em conta pelas empresas portuguesas na abordagem ao mercado catal&amp;#227;o: • Em primeiro lugar, &amp;#233; necess&amp;#225;rio apostar na distribui&amp;#231;&amp;#227;o e na comercializa&amp;#231;&amp;#227;o, na imagem e na marca. Os canais de distribui&amp;#231;&amp;#227;o s&amp;#227;o complexos, com muitos agentes e intermedi&amp;#225;rios. A tend&amp;#234;ncia &amp;#233; para aligeirar o peso de grossistas e intermedi&amp;#225;rios que, por si pr&amp;#243;prios, n&amp;#227;o incorporam um claro valor acrescentado, provocando uma redu&amp;#231;&amp;#227;o generalizada das margens comerciais das empresas. • Dever&amp;#225; fazer um planeamento de actua&amp;#231;&amp;#227;o comercial em conjunto com os distribuidores, agentes ou partners locais, sendo fundamental que a empresa invista em pessoal com um perfil adequado. • Usar material informativo correcto (bem apresentado e em castelhano ou catal&amp;#227;o) e dispor de informa&amp;#231;&amp;#227;o qualitativa sobre o seu sector de actividade. Apesar da dist&amp;#226;ncia, &amp;#233; fundamental privilegiar o contacto directo com os clientes. Embora a legisla&amp;#231;&amp;#227;o seja muito parecida, &amp;#233; recomend&amp;#225;vel utilizar advogados ou consultores locais. Se a empresa portuguesa apostar seriamente neste mercado, planeando e investindo, com uma vis&amp;#227;o a m&amp;#233;dio/longo prazo, o retorno do investimento e os lucros certamente aparecer&amp;#227;o. N&amp;#227;o &amp;#233; em v&amp;#227;o que a Catalunha, com 7,4 milh&amp;#245;es de habitantes, exporta e importa mais do que Portugal, com 10 milh&amp;#245;es. Igualmente, o PIB per capita da Catalunha &amp;#233; superior em 30 por cento ao portugu&amp;#234;s. Os catal&amp;#227;es gostam de Portugal e dos portugueses, mas nos neg&amp;#243;cios o planeamento e o profissionalismo s&amp;#227;o indispens&amp;#225;veis. BALAN&amp;#199;A COMERCIAL DA CATALUNHA COM PORTUGAL 1996 Exporta&amp;#231;&amp;#227;o Importa&amp;#231;&amp;#227;o Saldo Cobertura 1.598 457 1.141 350% 1997 2.043 456 1.587 448% 1998 2.278 593 1.685 384% 1999 2.601 667 1.934 390% 2000 2.941 800 2.140 367% 2001 3.299 836 2.463 395% 2002 3.410 1.042 2.368 327% 2003 3.320 1.062 2.258 313% 2004 3.470 1.125 2.345 308% 2005 3.653 1.128 2.526 324% 2006 3.654 1.736 1.918 211% 2007 3.703 1.432 2.271 259% 2008 4.00</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=45</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=45</link><title>Portugalglobal nº23 Page 45</title><description>MERCADO CONTACTOS &amp;#218;TEIS Generalitat de Catalunya www.gencat.cat ACC1&amp;#211; – Invest in Catalonia http://www.acc10.cat Cambra de Comer&amp;#231; de Barcelona http://www.cambrabcn.org Consell General de Cambres de Catalunya http://www.cambrescat.es Foment del Treball Nacional http://www.foment.com/ Consell de Col.legis d’Agents Comercials de Catalunya http://www.consellcat.org Fira de Barcelona http://www.firabcn.es CATALUNHA EM FICHA Barcelona Espanha &amp;#193;rea: 32.106 km&amp;#178; Popula&amp;#231;&amp;#227;o: 7,4 milh&amp;#245;es de habitantes Distribui&amp;#231;&amp;#227;o do PIB: 18,5% do PIB espanhol (2009) PIB per capita/2009: 18.347 euros / 76,5% da m&amp;#233;dia nacional espanhola Competitividade: 8&amp;#170; posi&amp;#231;&amp;#227;o no ranking nacional espanhol (2009) Rela&amp;#231;&amp;#245;es Econ&amp;#243;micas com Portugal: Exporta&amp;#231;&amp;#245;es (da Catalunha) para Portugal/2009: 3.460 milh&amp;#245;es de euros Importa&amp;#231;&amp;#245;es (da Catalunha) de Portugal/2009: 1.257 milh&amp;#245;es de euros Taxa de cobertura/2009: 275% Em 2009, a Catalunha foi, em Espanha, a 2&amp;#170; Comunidade cliente de Portugal (16% do total das vendas a Espanha) e 1&amp;#170; comunidade fornecedora (24,2% do total). Portugal &amp;#233; o 4&amp;#186; cliente da Catalunha (quota de 8,4%) e o 10&amp;#186; fornecedor (quota de 2,1%). CIN Lideran&amp;#231;a em Espanha a partir da Catalunha Foi em 1994, a partir da aquisi&amp;#231;&amp;#227;o de 47,36 por cento do capital da Barnices Valentine, uma empresa de Barcelona do segmento das tintas decorativas, que a estrat&amp;#233;gia de internacionaliza&amp;#231;&amp;#227;o da CIN (Corpora&amp;#231;&amp;#227;o Industrial do Norte) deu um salto. Esta primeira aquisi&amp;#231;&amp;#227;o do grupo nortenho em Espanha foi seguida por outras opera&amp;#231;&amp;#245;es no mercado espanhol, num movimento que deu &amp;#224; CIN a lideran&amp;#231;a no mercado ib&amp;#233;rico. A Barnices Valentine foi fundada em 1946 mas foi na d&amp;#233;cada de 70 que ganhou maior implanta&amp;#231;&amp;#227;o, quer no sector da decora&amp;#231;&amp;#227;o quer no da constru&amp;#231;&amp;#227;o. Actualmente &amp;#233; detida a 100 por cento pela CIN, que est&amp;#225; presente em Espanha em v&amp;#225;rias regi&amp;#245;es. A sua mais recente aquisi&amp;#231;&amp;#227;o no pa&amp;#237;s vizinho ocorreu j&amp;#225; este ano com a compra da empresa Industrias de La Pintura, S.L. (Palmcolor), sedeada na ilha de Gran Can&amp;#225;ria (Can&amp;#225;rias), o que lhe permitiu refor&amp;#231;ar a sua posi&amp;#231;&amp;#227;o de l&amp;#237;der ib&amp;#233;rico no sector da produ&amp;#231;&amp;#227;o, comercializa&amp;#231;&amp;#227;o e distribui&amp;#231;&amp;#227;o de tintas e vernizes. O grupo CIN &amp;#233; hoje detentor de v&amp;#225;rias empresas – Barnices Valentine, CIN Can&amp;#225;rias e Proitesa (Espanha), CIN Ind&amp;#250;stria, Sotinco e NITIN (Portugal), CIN Mo&amp;#231;ambique, CIN Angola, Artilin e Celliose (Fran&amp;#231;a) – estando presente nos mercados angolano, mo&amp;#231;ambicano, chin&amp;#234;s e franc&amp;#234;s, entre outros, para al&amp;#233;m de Espanha. Segundo informa&amp;#231;&amp;#227;o da empresa, mais de 50 por cento das suas receitas s&amp;#227;o provenientes dos mercados externos. Investimento (2009): Investimento de Portugal na Catalunha: 11 milh&amp;#245;es de euros (3% do total, 5&amp;#170; posi&amp;#231;&amp;#227;o) Investimento da Catalunha em Portugal: 88 milh&amp;#245;es de euros (20% do total, 2&amp;#170; posi&amp;#231;&amp;#227;o) Empresas catal&amp;#227;s com capital portugu&amp;#234;s: 51 (361 em toda a Espanha) / em Abril de 2010 Fontes: MITC-Ministerio de Industria Turismo y Comercio (Espanha) IDESCAT (Instituto de Estat&amp;#237;stica da Catalunha) Acc1&amp;#211;-Invest in Catalonia Portugalglobal // Maio 10 // 45</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=46</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=46</link><title>Portugalglobal nº23 Page 46</title><description>MERCADO FEIRA DE BARCELONA IMPORTANTE CENTRO EXPOSITOR E DE NEG&amp;#211;CIOS Com novas instala&amp;#231;&amp;#245;es na Gran Via, a Feira de Barcelona (Fira de Barcelona) promove e organiza cerca de 80 certames por ano, 15 dos quais s&amp;#227;o uma refer&amp;#234;ncia na Europa. Para as empresas portuguesas, a participa&amp;#231;&amp;#227;o em feiras sectoriais poder&amp;#225; abrir-lhes portas nos mercados externos, para al&amp;#233;m do mercado ib&amp;#233;rico. Josep Llu&amp;#237;s Bonet, presidente do Conselho de Administra&amp;#231;&amp;#227;o da Feira de Barcelona, faz um breve retrato deste importante centro de exposi&amp;#231;&amp;#245;es e de neg&amp;#243;cios da Catalunha. No &amp;#226;mbito da Feira de Barcelona, quais os certames mais importantes para a internacionaliza&amp;#231;&amp;#227;o das empresas portuguesas? A Feira de Barcelona tem uma carteira de 80 certames que abarcam a maioria dos sectores industriais e de servi&amp;#231;os, desde os j&amp;#225; consolidados at&amp;#233; &amp;#224;queles que respondem &amp;#224;s novas necessidades geradas pelo mercado e pela sociedade, passando tamb&amp;#233;m pelos que se baseiam especificamente na economia do conhecimento e na inova&amp;#231;&amp;#227;o tecnol&amp;#243;gica. Sendo assim, estou seguro de que existe uma ampla margem para que as empresas portuguesas dos diversos sectores encontrem nas nossas feiras uma oportunidade para apresentar os seus produtos, ou seja, de se orientarem para o mercado espanhol e europeu. A Feira de Barcelona, com 15 certames que s&amp;#227;o uma refer&amp;#234;ncia na Europa, fez da internacionaliza&amp;#231;&amp;#227;o uma das suas prioridades estrat&amp;#233;gicas, sendo um activo importante para as empresas portuguesas que pretendam ir para o exterior. Estou a pensar em certames como a Construmat, Piscina, Autom&amp;#243;vil, Hostelco, Graphispag, Sal&amp;#243;n N&amp;#225;utico, The Brandery, Sal&amp;#243;n del Turismo, entre outros, que podem ser interessantes para a realidade da economia portuguesa. Como imagina o futuro das feiras na Feira de Barcelona? Neste momento estamos a desenhar o futuro das feiras, criando certames inovadores que respondam &amp;#224;s novas necessidades. Nos &amp;#250;ltimos anos lan&amp;#231;&amp;#225;mos feiras tais como a Bcn Rail, centrada na ind&amp;#250;stria ferrovi&amp;#225;ria, a Avante, especializada na aten&amp;#231;&amp;#227;o &amp;#224;s pessoas, a The Brandery, de moda urbana contempor&amp;#226;nea, a Hit Barcelona, sobre inova&amp;#231;&amp;#227;o e conhecimento. Por outro lado, oferecendo novos produtos e novos aliciantes nos certames considerados “tradicionais”. Em ambos os casos, actuamos sempre de acordo com uma premissa: uma feira &amp;#233; mais do que um lugar onde se compra e vende. Tratase tamb&amp;#233;m de um espa&amp;#231;o alargado de com&amp;#233;rcio, do estabelecimento de contactos que criam uma rede, de conhecimento e reflex&amp;#227;o que permitem ir para al&amp;#233;m do momento estrito e, assim, projectar-se no futuro. Devemos basear-nos na qualidade, na marca, na inova&amp;#231;&amp;#227;o, na internacionaliza&amp;#231;&amp;#227;o e no apoio &amp;#224; economia produtiva, come&amp;#231;an- 46 // Maio 10 // Portugalglobal</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=47</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=47</link><title>Portugalglobal nº23 Page 47</title><description>MERCADO do pelas pequenas e m&amp;#233;dias empresas e pelos empreendedores. Que significado tem o novo recinto da Feira relativamente ao futuro dos certames organizados em Barcelona? O recinto da Gran Via, cujo projecto &amp;#233; da autoria do arquitecto japon&amp;#234;s Toyo Ito, &amp;#233; um dos mais avan&amp;#231;ados actualmente na Europa, tanto em termos arquitect&amp;#243;nicos, como tecnol&amp;#243;gicos. Actualmente conta com 200 mil metros quadrados de &amp;#225;rea bruta de exposi&amp;#231;&amp;#227;o que dever&amp;#227;o atingir 240 mil m2 em 2011, data prevista para a conclus&amp;#227;o das obras de amplia&amp;#231;&amp;#227;o em curso. O recinto est&amp;#225; preparado para celebrar todo o tipo de certames e congressos, entre eles a Itma, a feira mais importante do mundo sobre tecnologia e maquinaria t&amp;#234;xtil e que ter&amp;#225; lugar em 2011, j&amp;#225; nas novas instala&amp;#231;&amp;#245;es. Se contarmos tamb&amp;#233;m com o emblem&amp;#225;tico recinto de Montju&amp;#239;c, a &amp;#225;rea total de exposi&amp;#231;&amp;#227;o da Feira ascender&amp;#225; a 405 mil m2. Regressando &amp;#224; Gran Via posso dizer-lhe que se trata de uma das grandes obras em curso em Barcelona, um projecto inovador e ambicioso, com uma localiza&amp;#231;&amp;#227;o estrat&amp;#233;gica, a cinco minutos de metropolitano da cidade e muito perto do aeroporto. fundamentais para os v&amp;#225;rios sectores de actividade. Acreditamos que a celebra&amp;#231;&amp;#227;o de certames na Feira de Barcelona se reveste de grande import&amp;#226;ncia para os v&amp;#225;rios sectores e, por isso, estamos a trabalhar no sentido de os converter em aut&amp;#234;nticas “cimeiras”, onde se junta a oferta em exposi&amp;#231;&amp;#227;o, onde se pode escutar a voz dos l&amp;#237;deres empresariais, e se apresentam propostas ou se dialoga com as administra&amp;#231;&amp;#245;es. Em que consiste e como se realiza a promo&amp;#231;&amp;#227;o internacional da Feira de Barcelona? Como j&amp;#225; referi, a internacionaliza&amp;#231;&amp;#227;o &amp;#233; uma prioridade para a Feira de Barcelona, porque a projec&amp;#231;&amp;#227;o das empresas espanholas – e tamb&amp;#233;m das portuguesas – &amp;#233; algo que consideramos fundamental para as respectivas economias. As nossas delega&amp;#231;&amp;#245;es no estrangeiro, com representa&amp;#231;&amp;#227;o em 33 pa&amp;#237;ses, incluindo Portugal, realizam um grande esfor&amp;#231;o, conjuntamente com outras ac&amp;#231;&amp;#245;es, no sentido de conseguir que nos nossos recintos se celebrem grandes certames e eventos internacionais. Sendo assim, um dos nossos objectivos &amp;#233; potenciar a presen&amp;#231;a de expositores e visitantes estrangeiros, refor&amp;#231;ando o posicionamento de Feira, que conta com o aliciante de estar situada numa grande cidade como Barcelona, considerada uma das melhores plataformas de Europa para grandes encontros sectoriais. Que vantagens podem retirar as empresas portuguesas da sua presen&amp;#231;a na Feira de Barcelona? A Feira tem uma delega&amp;#231;&amp;#227;o em Lisboa, pelo que todas as empresas que pretendam consolidar a sua posi&amp;#231;&amp;#227;o para al&amp;#233;m das suas fronteiras podem dialogar com um especialista conhecedor das oportunidades que oferecem as diferentes ferias de Barcelona. Posso dizer-lhe que a Feira de Barcelona trabalha com base num princ&amp;#237;pio que visa facilitar a presen&amp;#231;a das empresas nos seus certames, colaborando, no caso das empresas portuguesas, estreitamente com a AICEP, e tendo sempre em conta as necessidades do cliente. Por conseguinte, as empresas portuguesas que decidam participar nos diversos eventos internacionais da Feira de Barcelona sabem que poder&amp;#227;o contar com ofertas globais que incluem o conjunto de servi&amp;#231;os necess&amp;#225;rios, desde quest&amp;#245;es relacionadas com viagens e alojamento, &amp;#224; constru&amp;#231;&amp;#227;o do stand e &amp;#224; gest&amp;#227;o de contactos com potenciais clientes ou parceiros que por ventura visitem o certame. Al&amp;#233;m disso, &amp;#224; margem de algumas feiras, existe ainda a possibilidade de participar em representa&amp;#231;&amp;#245;es conjuntas de Portugal. Na &amp;#250;ltima edi&amp;#231;&amp;#227;o da feira Alimentaria participou um grande n&amp;#250;mero de empresas portuguesas. Qual &amp;#233; o balan&amp;#231;o desta participa&amp;#231;&amp;#227;o? Uma vez mais, a Alimentaria foi o encontro de refer&amp;#234;ncia do sector agro-alimentar n&amp;#227;o s&amp;#243; em Espanha, mas tamb&amp;#233;m no &amp;#226;mbito internacional, como demonstra o facto de, apesar da crise e das limita&amp;#231;&amp;#245;es impostas pela situa&amp;#231;&amp;#227;o econ&amp;#243;mica, o n&amp;#250;mero de visitantes internacionais ter crescido para 36.000. Como presidente do comit&amp;#233; organizador da Alimentaria, posso expressar a nossa satisfa&amp;#231;&amp;#227;o </description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=48</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=48</link><title>Portugalglobal nº23 Page 48</title><description>OPINI&amp;#195;O VINTE VINTE O PRIMADO DA POL&amp;#205;TICA NA ESTRAT&amp;#201;GIA EUROPEIA PARA 2020 &amp;gt;POR JOS&amp;#201; MEIRA DA CUNHA, ASSESSOR DA AICEP O “Vinte Vinte”, como &amp;#233; conhecido em “europ&amp;#234;s” o documento publicado pela Comiss&amp;#227;o Europeia nos primeiros dias de Mar&amp;#231;o, tem por t&amp;#237;tulo oficial “Europa 2020: Estrat&amp;#233;gia para um crescimento inteligente, sustent&amp;#225;vel e inclusivo”. Nas suas 36 p&amp;#225;ginas, este documento resume um diagn&amp;#243;stico da Uni&amp;#227;o Europeia na conjuntura de crise que o mundo atravessa e aponta caminhos para a sa&amp;#237;da desta situa&amp;#231;&amp;#227;o e para se obterem resultados atrav&amp;#233;s de uma “governa&amp;#231;&amp;#227;o mais forte”. No texto de apresenta&amp;#231;&amp;#227;o do documento, o Presidente da Comiss&amp;#227;o Europeia come&amp;#231;a por exprimir o desejo de que “a Europa saia fortalecida da crise econ&amp;#243;mica e financeira” e apresenta uma esp&amp;#233;cie de postulado interpretativo muito significativo: “a realidade econ&amp;#243;mica est&amp;#225; a evoluir mais rapidamente do que a realidade pol&amp;#237;tica, como ficou patente com o impacto mundial da crise financeira. Temos de reconhecer que a crescente interdepend&amp;#234;ncia econ&amp;#243;mica exige uma resposta mais determinada e coerente a n&amp;#237;vel pol&amp;#237;tico”. O alerta do presidente da Comiss&amp;#227;o acerca do constatado d&amp;#233;fice de pol&amp;#237;tica, remete-nos para as quest&amp;#245;es sobre o primado da pol&amp;#237;tica como factor regulador e agente de progresso sustentado das sociedades humanas. No legado dos grandes pensadores, desde a Antiguidade at&amp;#233; aos nossos dias, podemos encontrar dedu&amp;#231;&amp;#245;es, conclus&amp;#245;es e li&amp;#231;&amp;#245;es interessantes e por vezes inelut&amp;#225;veis acerca do papel determinante da pol&amp;#237;tica. O processo pol&amp;#237;tico e social das nossas sociedades e as diferentes arquitecturas do poder e suas reg&amp;#234;ncias em face da mudan&amp;#231;a permanente de que se comp&amp;#245;e o mundo tem sido esmiu&amp;#231;ado ao longo dos s&amp;#233;culos, com propostas diversas e solu&amp;#231;&amp;#245;es diferentes que o tempo e a hist&amp;#243;ria, nuns casos, v&amp;#227;o apagando e, noutros, consolidando e aperfei&amp;#231;oando. A ci&amp;#234;ncia pol&amp;#237;tica &amp;#233; por demais rica e complexa para que se possa aprisionar em conceitos sint&amp;#233;ticos, simplistas e porventura grosseiros, e ainda por cima por quem n&amp;#227;o &amp;#233; especialista na mat&amp;#233;ria. Mas aceitando-a como “arte ou ci&amp;#234;ncia da organiza&amp;#231;&amp;#227;o, direc&amp;#231;&amp;#227;o e administra&amp;#231;&amp;#227;o de na&amp;#231;&amp;#245;es ou Estados”, Europa est&amp;#225; a atravessar um per&amp;#237;odo de transforma&amp;#231;&amp;#227;o. A crise anulou anos de progresso econ&amp;#243;mico e social e exp&amp;#244;s as fragilidades estruturais da economia europeia. Entretanto, o mundo est&amp;#225; a evoluir rapidamente e os desafios de longo prazo – globaliza&amp;#231;&amp;#227;o, press&amp;#227;o sobre os recursos, envelhecimento da popula&amp;#231;&amp;#227;o – tornam-se mais prementes. Chegou o momento de a UE tomar o futuro nas suas m&amp;#227;os”. Este primeiro par&amp;#225;grafo do resumo do documento &amp;#233; bem claro acerca do momento hist&amp;#243;rico que a Europa est&amp;#225; a atravessar. O cen&amp;#225;rio apresenta cores carregadas e deprimentes e formula um apelo ou um imperativo: “chegou o momento de a UE tomar o futuro nas suas m&amp;#227;os”. O significado deste ex&amp;#243;rdio e do seu apelo suscita reflex&amp;#227;o, principalmente quando o situamos no contexto da globaliza&amp;#231;&amp;#227;o, e numa mundivis&amp;#227;o hol&amp;#237;stica, em que o mundo e a humanidade sejam encarados como um conjunto formado por diferentes partes, tal como o organismo de um indiv&amp;#237;duo &amp;#233; constitu&amp;#237;do por diferentes &amp;#243;rg&amp;#227;os para formar um todo com funcionamento global e harm&amp;#243;nico decorrente da diversidade funcional das suas partes. Neste sentido parece apontar o par&amp;#225;grafo seguinte do resumo da “Estrat&amp;#233;gia Europa 2020” ao afirmar que “para ter &amp;#234;xito, a Europa deve actuar colectivamente, enquanto Uni&amp;#227;o”. E apresenta um modelo de desenvolvimento assente “numa estrat&amp;#233;gia que nos ajude a sair mais fortes da crise e que transforme a UE numa economia inteligente, sustent&amp;#225;vel e inclusiva, que proporcione n&amp;#237;veis elevados de emprego, de produtividade e de coes&amp;#227;o social. A Europa 2020 representa uma “O processo pol&amp;#237;tico e social das nossas sociedades e as diferentes arquitecturas do poder e suas reg&amp;#234;ncias em face da mudan&amp;#231;a permanente de que se comp&amp;#245;e o mundo tem sido esmiu&amp;#231;ado ao longo dos s&amp;#233;culos, com propostas diversas e solu&amp;#231;&amp;#245;es diferentes que o tempo e a hist&amp;#243;ria, nuns casos, v&amp;#227;o apa</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=49</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=49</link><title>Portugalglobal nº23 Page 49</title><description>OPINI&amp;#195;O vis&amp;#227;o da economia social de mercado para a Europa do s&amp;#233;culo XXI”. Esta estrat&amp;#233;gia “estabelece tr&amp;#234;s prioridades que se refor&amp;#231;am mutuamente” assim apresentadas: • Crescimento inteligente: desenvolver uma economia baseada no conhecimento e na inova&amp;#231;&amp;#227;o. • Crescimento sustent&amp;#225;vel: promover uma economia mais eficiente em termos de utiliza&amp;#231;&amp;#227;o dos recursos, mais ecol&amp;#243;gica e mais competitiva. • Crescimento inclusivo: fomentar uma economia com n&amp;#237;veis elevados de emprego que assegura a coes&amp;#227;o social e territorial. Trata-se sobretudo de um modelo desenvolvimento civilizacional. Provavelmente com uma ambi&amp;#231;&amp;#227;o de &amp;#226;mbito universal semelhante &amp;#224; proposta filos&amp;#243;fica que Kant apresentou no op&amp;#250;sculo “A Paz Perp&amp;#233;tua” em 1795, para se poder estabelecer a paz mundial, fundamentada numa constitui&amp;#231;&amp;#227;o fundada no princ&amp;#237;pio da liberdade dos membros da sociedade, na depend&amp;#234;ncia a uma &amp;#250;nica legisla&amp;#231;&amp;#227;o comum, e conforme a igualdade de todos como cidad&amp;#227;os. O projecto Kantiano funda-se na elabora&amp;#231;&amp;#227;o de uma constitui&amp;#231;&amp;#227;o universal negociada e acordada entre os diversos estados e num ordenamento internacional que assegure a soberania dos Estados e garanta o direito de permanecer em paz como regra universal. O contexto hist&amp;#243;rico em que o fil&amp;#243;sofo alem&amp;#227;o apresentou o seu pensamento coincide, tamb&amp;#233;m, com uma &amp;#233;poca hist&amp;#243;rica de grandes muta&amp;#231;&amp;#245;es econ&amp;#243;micas culturais e pol&amp;#237;ticas, em que relevam acontecimentos como Declara&amp;#231;&amp;#227;o de Independ&amp;#234;ncia da Am&amp;#233;rica em1776, a Revolu&amp;#231;&amp;#227;o Francesa com a Declara&amp;#231;&amp;#227;o Universal dos Direitos do Homem em 1789, factos lidos pelo fil&amp;#243;sofo como sinais de aperfei&amp;#231;oamento da humanidade a caminho da liberdade e da liberdade do saber. Para rematar dentro dos par&amp;#226;metros espaciais atribu&amp;#237;dos a este texto voltemos ao documento “Estrat&amp;#233;gia Europa 2020” onde se afirma que os seus “objectivos est&amp;#227;o interligados e s&amp;#227;o determinantes para o nosso &amp;#234;xito global”, propondo-se que “sejam traduzidos em objectivos e traject&amp;#243;rias nacionais” deixando clara a nota de que “estes objectivos s&amp;#227;o representativos das tr&amp;#234;s prioridades constitu&amp;#237;das pelo crescimento inteligente, sustent&amp;#225;vel e inclusivo, mas n&amp;#227;o s&amp;#227;o exaustivos na medida em que a sua prossecu&amp;#231;&amp;#227;o implicar&amp;#225; um vasto leque de ac&amp;#231;&amp;#245;es a n&amp;#237;vel nacional, da UE e internacional”. Pensamos que &amp;#233; neste contexto que deve ser lida a nota introdut&amp;#243;ria do Presidente da Comiss&amp;#227;o, quando afirma: “Chegou o momento da verdade para a Europa. Temos de dar provas de aud&amp;#225;cia e ambi&amp;#231;&amp;#227;o. As iniciativas emblem&amp;#225;ticas apresentadas nesta comunica&amp;#231;&amp;#227;o revelam a contribui&amp;#231;&amp;#227;o decisiva que pode ser dada pela UE. Dispomos de instrumentos poderosos para definir a nova governa&amp;#231;&amp;#227;o econ&amp;#243;mica, apoiada pelo mercado interno e pelo or&amp;#231;amento, pela nossa pol&amp;#237;tica comercial e de rela&amp;#231;&amp;#245;es econ&amp;#243;micas externas e pelas regras e o apoio da Uni&amp;#227;o Econ&amp;#243;mica e Monet&amp;#225;ria”. Para aceder ao documento: http://ec.europa.eu/eu2020/pdf/ 1_PT_ACT_part1_v1.pdf Portugalglobal // Maio 10 // 49</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=50</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=50</link><title>Portugalglobal nº23 Page 50</title><description>AN&amp;#193;LISE DE RISCO - PA&amp;#205;S COSEC &amp;#193;frica do Sul* C Aberta sem condi&amp;#231;&amp;#245;es restritivas. M/L Garantia banc&amp;#225;ria (decis&amp;#227;o casu&amp;#237;stica). Angola C Caso a caso numa base restritiva. M/L Garantia soberana. Limite total de responsabilidades. Antilhas Holandesas C Aberta sem condi&amp;#231;&amp;#245;es restritivas. M/L N&amp;#227;o definida. Ar&amp;#225;bia Saudita C Carta de cr&amp;#233;dito irrevog&amp;#225;vel (decis&amp;#227;o casu&amp;#237;stica). M/L Caso a caso. Arg&amp;#233;lia C Sector p&amp;#250;blico: aberta sem restri&amp;#231;&amp;#245;es. Sector privado: eventual exig&amp;#234;ncia de carta de cr&amp;#233;dito irrevog&amp;#225;vel. M/L Em princ&amp;#237;pio, exig&amp;#234;ncia de garantia banc&amp;#225;ria ou garantia soberana. Argentina T Caso a caso. Barein C Aberta sem condi&amp;#231;&amp;#245;es restritivas. M/L Garantia banc&amp;#225;ria. Benim C Caso a caso, numa base muito restritiva. M/L Caso a caso, numa base muito restritiva, e com exig&amp;#234;ncia de garantia soberana ou banc&amp;#225;ria. Brasil* C Aberta sem condi&amp;#231;&amp;#245;es restritivas. M/L Clientes soberanos: Aberta sem condi&amp;#231;&amp;#245;es restritivas. Outros Clientes p&amp;#250;blicos e privados: Aberta, caso a caso, com eventual exig&amp;#234;ncia de garantia soberana ou banc&amp;#225;ria. Bulg&amp;#225;ria C Carta de cr&amp;#233;dito irrevog&amp;#225;vel. M/L Garantia banc&amp;#225;ria ou garantia soberana. Cabo Verde C Aberta sem condi&amp;#231;&amp;#245;es restritivas. M/L Eventual exig&amp;#234;ncia de garantia banc&amp;#225;ria ou de garantia soberana (decis&amp;#227;o casu&amp;#237;stica). Camar&amp;#245;es T Caso a caso, numa base muito restritiva. Cazaquist&amp;#227;o Temporariamente fora de cobertura. Chile C M/L Pol&amp;#237;ticas de cobertura para mercados No &amp;#226;mbito de ap&amp;#243;lices individuais China* C Aberta sem condi&amp;#231;&amp;#245;es restritivas. M/L Garantia banc&amp;#225;ria. Chipre C Aberta sem condi&amp;#231;&amp;#245;es restritivas. M/L N&amp;#227;o definida. Col&amp;#244;mbia C Carta de cr&amp;#233;dito irrevog&amp;#225;vel. M/L Caso a caso, numa base restritiva. Coreia do Sul C Aberta sem condi&amp;#231;&amp;#245;es restritivas. M/L N&amp;#227;o definida. Costa do Marfim C Caso a caso, com eventual exig&amp;#234;ncia de garantia banc&amp;#225;ria ou de garantia soberana. Extens&amp;#227;o de prazo constitutivo de sinistro para 12 meses. M/L Exig&amp;#234;ncia de garantia banc&amp;#225;ria ou de garantia soberana. Extens&amp;#227;o do prazo constitutivo de sinistro de 3 para 12 meses. Costa Rica C Aberta sem condi&amp;#231;&amp;#245;es restritivas. M/L N&amp;#227;o definida. Cro&amp;#225;cia C Carta de cr&amp;#233;dito irrevog&amp;#225;vel ou garantia banc&amp;#225;ria. Extens&amp;#227;o do prazo constitutivo de sinistro para 12 meses. Redu&amp;#231;&amp;#227;o da percentagem de cobertura para 90 por cento. Limite por opera&amp;#231;&amp;#227;o. M/L Garantia banc&amp;#225;ria ou garantia soberana. Extens&amp;#227;o do prazo constitutivo de sinistro para 12 meses. Redu&amp;#231;&amp;#227;o da percentagem de cobertura para 90 por cento. Limite por opera&amp;#231;&amp;#227;o. Cuba T Fora de cobertura. Egipto C Carta de cr&amp;#233;dito irrevog&amp;#225;vel M/L Caso a caso. Emirados &amp;#193;rabes Unidos C Aberta sem condi&amp;#231;&amp;#245;es restritivas. M/L Garantia banc&amp;#225;ria (decis&amp;#227;o casu&amp;#237;stica). Eslov&amp;#225;quia C Carta de cr&amp;#233;dito irrevog&amp;#225;vel (decis&amp;#227;o casu&amp;#237;stica). M/L N&amp;#227;o definida. Eslov&amp;#233;nia C Aberta sem condi&amp;#231;&amp;#245;es restritivas. M/L Garantia banc&amp;#225;ria (decis&amp;#227;o casu&amp;#237;stica). Est&amp;#243;nia C Aberta sem condi&amp;#231;&amp;#245;es restritivas. M/L Garantia banc&amp;#225;ria. Eti&amp;#243;pia C Carta de cr&amp;#233;dito irrevog&amp;#225;vel. M/L Caso a caso numa base muito restritiva. Filipinas C Aberta sem condi&amp;#231;&amp;#245;es restritivas. M/L N&amp;#227;o definida. Gana C Caso a caso numa base muito restritiva. M/L Jord&amp;#226;nia C Caso a caso. M/L Caso a caso, numa base restritiva. Koweit C Aberta sem condi&amp;#231;&amp;#245;es restritivas. M/L Garantia banc&amp;#225;ria (decis&amp;#227;o casu&amp;#237;stica). Let&amp;#243;nia C Carta de cr&amp;#233;dito irrevog&amp;#225;vel. M/L Garantia banc&amp;#225;ria. L&amp;#237;bano C Clientes p&amp;#250;blicos: caso a caso numa base muito restritiva. Clientes privados: carta de cr&amp;#233;dito irrevog&amp;#225;vel ou garantia banc&amp;#225;ria. M/L Clientes p&amp;#250;blicos: fora de cobertura. Clientes privados: caso a caso numa base muito restritiva. L&amp;#237;bia C M/L Fora de cobertura. Ge&amp;#243;rgia C Caso a caso numa base restritiva, privilegiando-se opera&amp;#231;&amp;#245;es de pequeno montante. M/L Caso a caso, numa base muito restritiva e com a exig&amp;#234;ncia de contra garantias. Guin&amp;#233;-Bissau T Fora de cobertura. Guin&amp;#233; Equatorial C Caso a caso, numa base restritiva. M/L Clientes p&amp;#250;blicos e soberanos: caso a caso, mediante an&amp;#225;lise das garantias oferecidas, designadamente contrapartidas do petr&amp;#243;leo. Clientes privados: caso a caso, numa base muito restritiva, condicionada a </description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=51</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=51</link><title>Portugalglobal nº23 Page 51</title><description>AN&amp;#193;LISE DE RISCO - PA&amp;#205;S de destino das exporta&amp;#231;&amp;#245;es portuguesas No &amp;#226;mbito de ap&amp;#243;lices globais M/L Aumento do prazo constitutivo de sinistro. Sector privado: caso a caso numa base muito restritiva. Opera&amp;#231;&amp;#245;es relativas a projectos geradores de divisas e/ou que admitam a afecta&amp;#231;&amp;#227;o priorit&amp;#225;ria de receitas ao pagamento dos cr&amp;#233;ditos garantidos, ter&amp;#227;o uma pondera&amp;#231;&amp;#227;o positiva na an&amp;#225;lise do risco; sector p&amp;#250;blico: caso a caso numa base muito restritiva. Rep&amp;#250;blica Dominicana C Aberta caso a caso, com eventual exig&amp;#234;ncia de carta de cr&amp;#233;dito irrevog&amp;#225;vel ou garantia banc&amp;#225;ria emitida por um banco aceite pela COSEC. M/L Aberta caso a caso com exig&amp;#234;ncia de garantia soberana (emitida pela Secretaria de Finanzas ou pelo Banco Central) ou garantia banc&amp;#225;ria. Rom&amp;#233;nia C Exig&amp;#234;ncia de carta de cr&amp;#233;dito irrevog&amp;#225;vel (decis&amp;#227;o casu&amp;#237;stica). M/L Exig&amp;#234;ncia de garantia banc&amp;#225;ria ou garantia soberana (decis&amp;#227;o casu&amp;#237;stica). R&amp;#250;ssia C Sector p&amp;#250;blico: aberta sem restri&amp;#231;&amp;#245;es. Sector privado: caso a caso. M/L Sector p&amp;#250;blico: aberta sem restri&amp;#231;&amp;#245;es, com eventual exig&amp;#234;ncia de garantia banc&amp;#225;ria ou garantia soberana. Sector privado: caso a caso. S. Tom&amp;#233; e Pr&amp;#237;ncipe T Fora de cobertura. Senegal C Em princ&amp;#237;pio, exig&amp;#234;ncia de garantia banc&amp;#225;ria emitida por um banco aceite pela COSEC e eventual alargamento do prazo constitutivo de sinistro. M/L Eventual alargamento do prazo constitutivo de sinistro. Sector p&amp;#250;blico: caso a caso, com exig&amp;#234;ncia de garantia de pagamento e transfer&amp;#234;ncia emitida pela Autoridade Monet&amp;#225;ria (BCEAO); sector privado: exig&amp;#234;ncia de garantia banc&amp;#225;ria ou garantia emitida pela Autoridade Monet&amp;#225;ria (prefer&amp;#234;ncia a projectos que permitam a aloca&amp;#231;&amp;#227;o priorit&amp;#225;ria dos cash-flows ao reembolso do cr&amp;#233;dito). S&amp;#233;rvia C Caso a caso, numa base restritiva, privilegiando-se opera&amp;#231;&amp;#245;es de pequeno montante. M/L Caso a caso, com exig&amp;#234;ncia de garantia soberana ou banc&amp;#225;ria, para opera&amp;#231;&amp;#245;es de pequeno montante. Singapura C Aberta sem condi&amp;#231;&amp;#245;es restritivas. M/L N&amp;#227;o definida. S&amp;#237;ria T Na ap&amp;#243;lice individual est&amp;#225; em causa a cobertura de uma &amp;#250;nica transa&amp;#231;&amp;#227;o para um determinado mercado, enquanto a ap&amp;#243;lice global cobre todas as transa&amp;#231;&amp;#245;es em todos os pa&amp;#237;ses para onde o empres&amp;#225;rio exporta os seus produtos ou servi&amp;#231;os. As ap&amp;#243;lices globais s&amp;#227;o aplic&amp;#225;veis &amp;#224;s empresas que vendem bens de consumo e interm&amp;#233;dio, cujas transa&amp;#231;&amp;#245;es envolvem cr&amp;#233;ditos de curto prazo (m&amp;#233;dia 60-90 dias), n&amp;#227;o excedendo um ano, e que se repetem com alguma frequ&amp;#234;ncia. Tendo em conta a dispers&amp;#227;o do risco neste tipo de ap&amp;#243;lices, a pol&amp;#237;tica de cobertura &amp;#233; casu&amp;#237;stica e, em geral, mais flex&amp;#237;vel do que a indicada para as transa&amp;#231;&amp;#245;es no &amp;#226;mbito das ap&amp;#243;lices individuais. Encontram-se tamb&amp;#233;m fora de cobertura Cuba, Guin&amp;#233;-Bissau, Iraque e S. Tom&amp;#233; e Pr&amp;#237;ncipe. Taiwan C Aberta sem condi&amp;#231;&amp;#245;es restritivas. M/L N&amp;#227;o definida. Tanz&amp;#226;nia T Caso a caso, numa base muito restritiva. Tun&amp;#237;sia* C Aberta sem condi&amp;#231;&amp;#245;es restritivas. M/L Garantia banc&amp;#225;ria. Turquia C Carta de cr&amp;#233;dito irrevog&amp;#225;vel. M/L Garantia banc&amp;#225;ria ou garantia soberana. Ucr&amp;#226;nia C Clientes p&amp;#250;blicos: eventual exig&amp;#234;ncia de garantia soberana. Clientes privados: eventual exig&amp;#234;ncia de carta de cr&amp;#233;dito irrevog&amp;#225;vel. M/L Montenegro C Caso a caso, numa base restritiva, privilegiando-se opera&amp;#231;&amp;#245;es de pequeno montante. M/L Caso a caso, com exig&amp;#234;ncia de garantia soberana ou banc&amp;#225;ria, para opera&amp;#231;&amp;#245;es de pequeno montante. Nig&amp;#233;ria C Caso a caso, numa base restritiva (designadamente em termos de alargamento do prazo constitutivo de sinistro e exig&amp;#234;ncia de garantia banc&amp;#225;ria). M/L Caso a caso, numa base muito restritiva, condicionado a eventuais garantias (banc&amp;#225;rias ou contrapartidas do petr&amp;#243;leo) e ao alargamento do prazo contitutivo de sinistro. Oman C Aberta sem condi&amp;#231;&amp;#245;es restritivas. M/L Garantia banc&amp;#225;ria (decis&amp;#227;o casu&amp;#237;stica). Panam&amp;#225; C Aberta sem condi&amp;#231;&amp;#245;es restritivas. M/L N&amp;#227;o definida. Paquist&amp;#227;o Temporariamente fora de cobertura. Paraguai C Carta de cr&amp;#233;dito irrevog&amp;#225;vel. M/L Caso a caso, numa base restritiva. Peru C M/L Z&amp;#226;mbia C Caso a caso, numa base muito restritiva. M/L Fora de cobertura. Zimbabwe C Caso a caso,</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=52</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=52</link><title>Portugalglobal nº23 Page 52</title><description>TABELA CLASSIFICATIVA DE PA&amp;#205;SES COSEC Tabela classificativa de pa&amp;#237;ses Para efeitos de Seguro de Cr&amp;#233;dito &amp;#224; exporta&amp;#231;&amp;#227;o A Portugalglobal e a COSEC apresentam-lhe uma Tabela Classificativa de Pa&amp;#237;ses com a gradua&amp;#231;&amp;#227;o dos mercados em fun&amp;#231;&amp;#227;o do seu risco de cr&amp;#233;dito, ou seja, consoante a probabilidade de cumprimento das suas obriga&amp;#231;&amp;#245;es externas, a curto, a m&amp;#233;dio e a longo prazos. Existem sete grupos de risco (de 1 a 7), corresGrupo 1* Alemanha Andorra Austr&amp;#225;lia &amp;#193;ustria B&amp;#233;lgica Canad&amp;#225; Checa, Rep. Chipre Coreia do Sul Dinamarca Eslov&amp;#225;quia Eslov&amp;#233;nia Espanha EUA Finl&amp;#226;ndia Fran&amp;#231;a Gr&amp;#233;cia Holanda Hong-Kong Irlanda Isl&amp;#226;ndia It&amp;#225;lia Jap&amp;#227;o Liechtenstein Luxemburgo Malta M&amp;#243;naco Noruega Nova Zel&amp;#226;ndia Portugal Reino Unido S&amp;#227;o Marino Singapura Su&amp;#233;cia Sui&amp;#231;a Taiwan Vaticano pondendo o grupo 1 &amp;#224; menor probabilidade de incumprimento e o grupo 7 &amp;#224; maior. As categorias de risco assim definidas s&amp;#227;o a base da avalia&amp;#231;&amp;#227;o do risco pa&amp;#237;s, da defini&amp;#231;&amp;#227;o das condi&amp;#231;&amp;#245;es de cobertura e das taxas de pr&amp;#233;mio aplic&amp;#225;veis. Grupo 5 Grupo 6 Alb&amp;#226;nia Angola Ant. e Barbuda Arm&amp;#233;nia Bangladesh Belize Benin But&amp;#227;o Camar&amp;#245;es Camboja Comores Djibouti Dominica Gab&amp;#227;o Gana Ge&amp;#243;rgia Honduras Ir&amp;#227;o Jamaica Kiribati L&amp;#237;bia Madag&amp;#225;scar Mali Mo&amp;#231;ambique Mong&amp;#243;lia Montenegro Nauru Nig&amp;#233;ria Qu&amp;#233;nia Samoa Oc. Senegal S&amp;#233;rvia S&amp;#237;ria Sri Lanka Suazil&amp;#226;ndia Tanz&amp;#226;nia Turquemenist&amp;#227;o Tuvalu Uganda Uzbequist&amp;#227;o Vanuatu Z&amp;#226;mbia Grupo 2 Ar&amp;#225;bia Saudita Brunei Chile China • Gibraltar Koweit Macau Mal&amp;#225;sia Oman Pol&amp;#243;nia • Qatar Trind. e Tobago Grupo 3 &amp;#193;frica do Sul • Arg&amp;#233;lia Bahamas Barbados Barein Botswana Brasil • Costa Rica Dep/ter Austr.b Dep/ter Din.c Dep/ter Esp.d Dep/ter EUAe Dep/ter Fra.f Dep/ter N. Z.g Dep/ter RUh EAUa Ilhas Marshall &amp;#205;ndia Israel Marrocos • Maur&amp;#237;cias M&amp;#233;xico • Micron&amp;#233;sia Nam&amp;#237;bia Palau Panam&amp;#225; Peru Tail&amp;#226;ndia Tun&amp;#237;sia • Grupo 4 Aruba • Bulg&amp;#225;ria Col&amp;#244;mbia Egipto El Salvador Est&amp;#243;nia Fidji Filipinas Hungria • Indon&amp;#233;sia Litu&amp;#226;nia Rom&amp;#233;nia R&amp;#250;ssia Turquia Uruguai Grupo 7 Afeganist&amp;#227;o Argentina Bielorussia Bol&amp;#237;via B&amp;#243;snia e Herzegovina Burkina Faso Burundi Campuchea Cent. Af, Rep. Chade Congo Congo, Rep. Dem. Coreia do Norte C. do Marfim Cuba • Equador Eritreia Eti&amp;#243;pia G&amp;#226;mbia Grenada Guiana Guin&amp;#233; Equatorial Guin&amp;#233;, Rep. da Guin&amp;#233;-Bissau • Haiti Iemen Iraque • Laos L&amp;#237;bano Lib&amp;#233;ria Malawi Maldivas Maurit&amp;#226;nia Mold&amp;#225;via Myanmar Nepal Nicar&amp;#225;gua N&amp;#237;ger Paquist&amp;#227;o Quirguist&amp;#227;o Ruanda S. Crist. e Nevis S. Tom&amp;#233; e Pr&amp;#237;ncipe • Salom&amp;#227;o Seicheles Serra Leoa Som&amp;#225;lia Sud&amp;#227;o Suriname Tadzequist&amp;#227;o Togo Tonga Ucr&amp;#226;nia Venezuela Zimbabu&amp;#233; Antilhas Holand. • Azerbeij&amp;#227;o Cabo Verde Cazaquist&amp;#227;o Cro&amp;#225;cia Dominicana, Rep. Guatemala Jord&amp;#226;nia Lesoto Let&amp;#243;nia Maced&amp;#243;nia Papua–Nova Guin&amp;#233; Paraguai S. Vic. e Gren. Santa L&amp;#250;cia Vietname Fonte: COSEC - Companhia de Seguro de Cr&amp;#233;ditos, S.A. * Pa&amp;#237;s pertencente ao grupo 0 da classifica&amp;#231;&amp;#227;o risco-pa&amp;#237;s da OCDE. N&amp;#227;o &amp;#233; aplic&amp;#225;vel o sistema de pr&amp;#233;mios m&amp;#237;nimos, &amp;#224; excep&amp;#231;&amp;#227;o do Chipre, Hong-Kong e Taiwan. • Mercado de diversifica&amp;#231;&amp;#227;o de oportunidades • Fora de cobertura NOTAS • Pa&amp;#237;s com restri&amp;#231;&amp;#245;es or&amp;#231;amentais ou falta de vontade de pagar por parte do governo • Fora de cobertura, excepto opera&amp;#231;&amp;#245;es de relevante interesse nacional a) Abu Dhabi, Dubai, Fujairah, Ras Al Khaimah, Sharjah, Um Al Quaiwain e Ajma b) Ilhas Norfolk c) Ilhas Faroe e Gronel&amp;#226;ndia d) Ceuta e Melilha e) Samoa, Guam, Marianas, Ilhas Virgens e Porto Rico f) Guiana Francesa, Guadalupe, Martinica, Reuni&amp;#227;o, S. Pedro e Miquelon, Polin&amp;#233;sia Francesa, Mayotte, Nova Caled&amp;#243;nia, Wallis e Futuna g) Ilhas Cook e Tokelau, Ilhas Nive h) Anguilla, Bermudas, Ilhas Virgens, Cayman, Falkland, Pitcairn, Monserrat, Sta. Helena, Ascens&amp;#227;o, Trist&amp;#227;o da Cunha, Turks e Caicos 52 // Maio 10 // Portugalglobal</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=53</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=53</link><title>Portugalglobal nº23 Page 53</title><description /><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=54</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=54</link><title>Portugalglobal nº23 Page 54</title><description>ESTAT&amp;#205;STICAS INVESTIMENTO e EXPORTA&amp;#199;&amp;#213;ES &amp;gt;PRINCIPAIS DADOS DE INVESTIMENTO (IDE E IDPE) E EXPORTA&amp;#199;&amp;#213;ES. INVESTIMENTO DIRECTO COM O EXTERIOR INVESTIMENTO DIRECTO DO EXTERIOR EM PORTUGAL IDE bruto IDE desinvestimento IDE l&amp;#237;quido IDE Intra UE IDE Extra UE Unidade: Milh&amp;#245;es de euros 2007 32.634 30.396 2.238 29.672 2.961 2008 35.287 32.103 3.185 31.690 3.597 2009 31.843 29.776 2.067 28.250 3.593 Var. 09/08 -9,8% -7,2% -35,1% -10,9% -0,1% 2009 Jan./Mar. 7.540 6.650 891 6.638 902 2010 Jan./Mar. 8.458 7.395 1.063 6.364 2.094 Var. 10/09 Jan./Mar. 12,2% 11,2% 19,3% -4,1% 132,1% IDE Intra UE IDE Extra UE % Total IDE bruto 90,9% 9,1% % Total 18,8% 18,0% 16,3% 14,0% 12,0% 89,8% 10,2% Var. 10/09 7777,0% 49,1% 1,6% 0,1% -18,6% 88,7% 11,3% – – 88,0% 12,0% 75,2% 24,8% % Total 36,1% 32,8% 18,4% 7,8% 2,4% – – Var. 10/09 0,6% 72,6% -10,5% 73,7% -25,9% Var. 10/09 Jan./Mar. -27,5% -8,0% -57,8% -28,3% -25,9% IDE bruto - Origens 2010 Jan. / Mar. Brasil Alemanha Fran&amp;#231;a Espanha Reino Unido INVESTIMENTO DIRECTO DE PORTUGAL NO EXTERIOR IDPE bruto IDPE desinvestimento IDPE l&amp;#237;quido IDPE Intra UE IDPE Extra UE Unidade: Milh&amp;#245;es de euros IDE bruto - Sector 2010 Jan. / Mar. Com&amp;#233;rcio Activ. Imobili&amp;#225;rias; Out. Servi&amp;#231;os Ind. Transformadora Actividades Financeiras Transportes; Comunica&amp;#231;&amp;#245;es Var. 09/08 -30,0% -26,0% -50,2% -40,4% -1,0% 2009 Jan./Mar. 1.785 1.086 700 1.197 588 2007 14.835 10.822 4.013 10.203 4.632 2008 11.376 9.505 1.872 8.380 2.996 2009 7.961 7.030 931 4.995 2.966 2010 Jan./Mar. 1.294 999 295 858 436 IDPE Intra UE IDPE Extra UE % Total IDPE bruto 68,8% 31,2% 73,7% 26,3% 62,7% 37,3% – – 67,0% 33,0% 66,3% 33,7% – – IDPE bruto - Destinos 2010 Jan./Mar. Espanha Brasil PALOP EUA Reino Unido % Total 19,5% 11,7% 5,5% 3,5% 2,1% 2004 Var. 10/09 -18,7% 45,7% -59,5% -17,1% 21,7% 2005 53.691 35.573 IDPE bruto - Sector 2010 Jan./Mar. Activ. Imobili&amp;#225;rias; Out. Servi&amp;#231;os Activ. Financeiras Com&amp;#233;rcio Ind. Transformadora Constru&amp;#231;&amp;#227;o 2006 67.169 40.990 2007 78.333 45.944 2008 71.833 45.273 % Total 55,1% 20,5% 11,3% 5,6% 4,1% 2009 77.240 46.679 Var. 10/09 -38,4% 46,7% 60,4% -43,5% -69,8% Var. 09/08 7,5% 3,1% Stock IDE Stock IDPE Unidade: Milh&amp;#245;es de euros 49.167 32.260 Fonte: Banco de Portugal 54 // Maio 10 // Portugalglobal</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=55</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=55</link><title>Portugalglobal nº23 Page 55</title><description>ESTAT&amp;#205;STICAS EXPORTA&amp;#199;&amp;#213;ES DE BENS E SERVI&amp;#199;OS COM&amp;#201;RCIO INTERNACIONAL - BENS Exporta&amp;#231;&amp;#245;es bens Exporta&amp;#231;&amp;#245;es bens UE27 Exporta&amp;#231;&amp;#245;es bens Extra UE27 Unidade: Milh&amp;#245;es de euros E - Estimativa 2008 37.949 28.006 9.943 73,8% 26,2% 2009 31.085 23.272 7.814 74,9% 25,1% Var. 09/08 -18,1% -16,9% -21,4% – – 2009 Jan. / Fev. 4.811 3.656 1.155 76,0% 24,0% 2010 Jan. / Fev. 5.258 4.021 1.238 76,5% 23,5% Var. 10/09 Jan. / Fev. 9,3% 10,0% 7,1% – – Var. 10/09 Jan. / Mar.E 14,6% 13,5% 18,0% – – Exporta&amp;#231;&amp;#245;es bens UE27 Exporta&amp;#231;&amp;#245;es bens Extra UE27 Unidade: % do total Exp. Bens - Clientes 2010 Jan. / Fev. Espanha Alemanha Fran&amp;#231;a Reino Unido Angola EUA It&amp;#225;lia Exp. Bens - Produtos 2010 Jan. / Fev. M&amp;#225;quinas; Aparelhos Ve&amp;#237;culos, Out. Mat. Transporte Metais Comuns Combust&amp;#237;veis Minerais Pl&amp;#225;sticos, borracha Exp. Bens- Extra UE 10 (Jan./Mar.) Angola EUA Brasil Sui&amp;#231;a Gibraltar Meur - Milh&amp;#245;es de euros Fonte: INE % Total 27,8% 12,9% 12,7% 5,6% 5,3% 4,0% 3,9% % Total 15,5% 12,7% 7,8% 7,0% 6,9% % Total 21,3% 16,9% 4,1% 3,7% 3,0% Var. 10/09 13,1% 3,1% 6,3% 20,9% -22,6% 42,1% 7,0% Var. 10/09 2,8% 14,2% 8,4% 121,4% 30,6% Var. 10/09 -21,7% 60,1% 72,7% 2,8% 7.597,0% Exp. Bens - Var. Valor (10/09) Espanha EUA Reino Unido Holanda Angola Singapura Arg&amp;#233;lia Exp. Bens - Var. Valor (10/09) Combust&amp;#237;veis Minerais Pl&amp;#225;sticos, borracha Ve&amp;#237;culos, Out. Mat. Transporte Cal&amp;#231;ado Vestu&amp;#225;rio Exp. Bens - Var. Valor (10/09) EUA Gibraltar Brasil Singapura Angola p.p. - Pontos percentuais Meur 169 62 51 44 -82 -37 -15 Meur 202 85 83 -30 -51 Meur 134 63 36 -43 -124 Cont. p. p. 3,5 1,3 1,1 0,9 -1,7 -0,8 -0,3 Cont. p. p. 4,2 1,8 1,7 -0,6 -1,1 Cont. p. p. 7,5 3,5 2,0 -2,4 -7,0 Cont. - Contributo para o crescimento das exporta&amp;#231;&amp;#245;es COM&amp;#201;RCIO INTERNACIONAL - SERVI&amp;#199;OS Exporta&amp;#231;&amp;#245;es totais de servi&amp;#231;os Exporta&amp;#231;&amp;#245;es servi&amp;#231;os UE27 Exporta&amp;#231;&amp;#245;es servi&amp;#231;os extra UE27 Unidade: Milh&amp;#245;es de euros 2007 16.961 12.939 4.022 2008 17.865 13.324 4.541 2009 16.294 11.995 4.299 Var. 09/08 -8,8% -10,0% -5,3% 2009 Jan./Mar. 3.445 2.469 975 2010 Jan./Mar. 3.493 2.460 1.033 Var. 10/09 Jan./Mar. 1,4% -0,4% 5,9% Exporta&amp;#231;&amp;#245;es servi&amp;#231;os UE27 Exporta&amp;#231;&amp;#245;es servi&amp;#231;os extra UE27 Unidade: % do total Fonte: Banco de Portugal 76,3% 23,7% 74,6% 25,4% 73.6% 26,4% – – 71,7% 28,3% 70,4% 29,6% – – PREVIS&amp;#213;ES 2010 : 2011 (tvh real %) 2008 INE 2009 INE -2,7 -11,6 FMI Abr. 10 0,3 : 0,7 1,3 : 3,2 CE Mai. 10 0,5 : 0,7 3,8 : 4,4 OCDE Nov. 09 0,8 : 1,5 1,7 : 3,2 MFAP Mar. 10 0,7 : 0,9 3,5 : 4,1 BdP Mar 10 0,4 : 0,8 3,6 : 3,7 PIB Exporta&amp;#231;&amp;#245;es Bens e Servi&amp;#231;os 0,0 -0,5 Portugalglobal // Maio 10 // 55</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=56</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=56</link><title>Portugalglobal nº23 Page 56</title><description>FEIRAS e EVENTOS PORTOJ&amp;#211;IA DESFILA EM…BIQUINI Os bastidores da organiza&amp;#231;&amp;#227;o da 21&amp;#170; Feira Internacional da Joalharia, Ourivesaria e Relojoaria j&amp;#225; est&amp;#227;o a trabalhar na Exponor e o lan&amp;#231;amento da exposi&amp;#231;&amp;#227;o de 2010 – de 22 a 26 de Setembro – tem, no pr&amp;#243;ximo dia 14 de Junho, um evento de charme, que associar&amp;#225; o brilho das j&amp;#243;ias de algumas empresas expositoras da Portoj&amp;#243;ia 2010 &amp;#224;s tend&amp;#234;ncias deste Ver&amp;#227;o em fatos de banho femininos. (Tra)vestido de “Welcome Drink”, o desfile acontecer&amp;#225; na discoteca Twins, de Lisboa, e chegar&amp;#225; de bra&amp;#231;o dado com a Ekena Bay, conhecida marca de biquinis e afins. Em cima da passerelle, e para al&amp;#233;m dos novos cortes e cores que veremos nas praias nos pr&amp;#243;ximos meses, as manequins exibir&amp;#227;o pe&amp;#231;as de joalharia das empresas Brij&amp;#243;ia, CA J&amp;#243;ias, Eug&amp;#233;nio Campos, Flamingo, LN J&amp;#243;ias, Marques &amp;amp; Gomes, Ourival, Ouropa e Per&amp;#237;deo. Nos pr&amp;#243;ximos quatro meses o certame voltar&amp;#225; a criar v&amp;#225;rias oportunidades de contacto e interac&amp;#231;&amp;#227;o (atrav&amp;#233;s de iniciativas diversificadas) com os empres&amp;#225;rios e profissionais do sector, mas o ponto alto &amp;#233; – como sempre – a feira propriamente dita, o principal p&amp;#243;lo anual de concentra&amp;#231;&amp;#227;o do mercado. A Portoj&amp;#243;ia contar&amp;#225; novamente com os espa&amp;#231;os Criadores e Escola, respons&amp;#225;veis por duas das vertentes dinamizadoras. O primeiro tem a seu cargo fazer aparecer os nomes dos novos profissionais do mundo das j&amp;#243;ias, dando a possibilidade de designers e autores de j&amp;#243;ias divulgarem o seu trabalho. O Espa&amp;#231;o Escola tem por des&amp;#237;gnio fazer a aproxima&amp;#231;&amp;#227;o entre a escola e as empresas. A iniciativa mostra todo o potencial dos formandos no desenho e fabrico de j&amp;#243;ias de adorno pessoal e pe&amp;#231;as decorativas. A exposi&amp;#231;&amp;#227;o abre-se tamb&amp;#233;m ao Portugal Fashion, que mais uma vez de m&amp;#227;os dadas com a Portoj&amp;#243;ia, alia a beleza da moda com o luxo das j&amp;#243;ias. O desfile contar&amp;#225; com a presen&amp;#231;a dos melhores estilistas portugueses e com o que de melhor se faz na moda em Portugal. Para abrilhantar a passerelle, as mais recentes cria&amp;#231;&amp;#245;es do mundo das j&amp;#243;ias ornamentar&amp;#227;o os manequins. No Ano Internacional da Biodiversidade, o pr&amp;#233;mio Portoj&amp;#243;iadesign, outra manifesta&amp;#231;&amp;#227;o complementar de relevo da mostra, alia-se &amp;#224;s comemora&amp;#231;&amp;#245;es e elege precisamente a biodiversidade como tema. O concurso visa distinguir a originalidade, a inova&amp;#231;&amp;#227;o e o design das pe&amp;#231;as de joalharia e ourivesaria de adorno pessoal e decorativas criadas por estudantes e formandos de design de j&amp;#243;ias, de produto e de cursos de ourivesaria, que s&amp;#227;o os destinat&amp;#225;rios desta actividade. A Portoj&amp;#243;ia conta j&amp;#225; com mais de 20 anos de presen&amp;#231;a no mercado a fomentar neg&amp;#243;cios e rela&amp;#231;&amp;#245;es comerciais, apoiando as empresas e dando a conhecer as tend&amp;#234;ncias do sector. Recorde-se que, de 2000 a 2009, a feira recebeu um total de 128.356 visitas e mostrou as novidades de 2.389 empresas expositoras, uma m&amp;#233;dia de 54 visitas profissionais por expositor, portanto. Produtos em exposi&amp;#231;&amp;#227;o: ourivesaria, joalharia, rel&amp;#243;gios, prata decorativa, embalagens, maquinaria, software. Local: Exponor Data: 22 a 26 de Setembro de 2010 Organiza&amp;#231;&amp;#227;o: Exponor – Feira Internacional do Porto alberto.moreira@exponor.pt www.exponor.pt 56 // Maio 10 // Portugalglobal</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=57</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=57</link><title>Portugalglobal nº23 Page 57</title><description>FEIRAS e EVENTOS TENDENCE INTERNATIONAL FRANKFURT AUTUMN FAIR Quando encontrar celebridades e VIP confiantes no seu estilo e que tenham sensibilidade para as &amp;#250;ltimas tend&amp;#234;ncias, &amp;#233; muito prov&amp;#225;vel que os personal shopper tenham dado um contributo. Utilizando uma selec&amp;#231;&amp;#227;o cuidada de moda e acess&amp;#243;rios, os personal shopper asseguram que as roupas reflictam as mais recentes tend&amp;#234;ncias mas tamb&amp;#233;m que o estilo pessoal de cada um seja claramente identific&amp;#225;vel. A Messe Frankfurt tem vindo a utilizar este conceito nas feiras de bens de consumo desde 2006. O Studio Doshi/Levien de Londres e o Studio Polka de Viena foram recrutados como personal shoppers para a Tendence 2009. Antes da feira, as duas equipas de design v&amp;#227;o &amp;#224;s “compras” entre os expositores da Tendence, procurando uma selec&amp;#231;&amp;#227;o de novos produtos e de artigos, que depois exp&amp;#245;em em duas montras nos halls 5 e 6. As duas mostras representam dois estilos diferentes de consumidor, com comportamentos de compra completamente distintos e diferentes prefer&amp;#234;ncias de produtos, o que beneficia duplamente os visitantes. Estes eventos n&amp;#227;o servem apenas para dar uma perspectiva do mundo do perfil de consumidor em quest&amp;#227;o, mas s&amp;#227;o tamb&amp;#233;m uma fonte de inspira&amp;#231;&amp;#227;o, uma mancha de tend&amp;#234;ncias e uma valiosa ferramenta de compra para o com&amp;#233;rcio. As empresas portuguesas presentes – esperam-se cerca de 15 – podem tirar largo proveito do contacto com as equipas de design e poder&amp;#227;o, por serem empresas da linha da frente das confec&amp;#231;&amp;#245;es nacionais, ser escolhidas como fornecedoras das duas montras atr&amp;#225;s referidas. Se isso acontecer, as portas dos mercados internacionais est&amp;#227;o abertas de par em par. Local: Frankfurt Data: 27 a 31 de Agosto de 2010 Organiza&amp;#231;&amp;#227;o: Messe Frankfurt www.tendence.messefrankfurt.com FEIRAS INTERNACIONAIS ESCOLAR Feira Internacional de Produtos de Escola, Papelaria e Inform&amp;#225;tica Local: S&amp;#227;o Paulo, Brasil Data: 2 a 6 de Setembro de 2010 Organiza&amp;#231;&amp;#227;o: Francal – Feiras e Equipamentos feiras@francal.com.br www.francal.com.br STEXPO Feira Internacional do A&amp;#231;o Local: Xangai, China Data: 2 a 4 de Setembro de 2010 Organiza&amp;#231;&amp;#227;o: Shangai Chaowei Exhibition Service Co. steelox@163.com www.stexpochina.com FAIR OF SHOES, LEATHER AND LEATHER GOODS Feia Internacional de Cal&amp;#231;ado e Marroquinaria Local: Poznan, Pol&amp;#243;nia Data: 3 a 5 de Setembro de 2010 Organiza&amp;#231;&amp;#227;o: Poznan International Fair info@mtp.pl www.mtp.com.pl Portugalglobal // Maio 10 // 57</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=58</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=58</link><title>Portugalglobal nº23 Page 58</title><description>REDE EXTERNA DA AICEP &amp;#193;FRICA DO SUL / Joanesburgo ALEMANHA / Berlim ANGOLA / Luanda ARG&amp;#201;LIA / Argel ARGENTINA / Buenos Aires &amp;#193;USTRIA / Viena B&amp;#201;LGICA / Bruxelas BRASIL / S&amp;#227;o Paulo CABO VERDE / Praia CANAD&amp;#193; / Toronto CHILE / Santiago do Chile CHINA, REP&amp;#218;BLICA POPULAR DA / Xangai CHINA, REP&amp;#218;BLICA POPULAR DA / Pequim COREIA DO SUL / Seul DINAMARCA / Copenhaga EMIRADOS &amp;#193;RABES UNIDOS / Dubai Copenhaga Berlim Haia Bruxelas Dublin Londres Paris Toronto Nova Iorque S. Francisco Mil&amp;#227;o Vigo Barcelona Madrid M&amp;#233;rida Praia Rabat Argel Cidade do M&amp;#233;xico Caracas S&amp;#227;o Paulo Santiago do Chile Centro de Neg&amp;#243;cios Escrit&amp;#243;rios Buenos Aires Representa&amp;#231;&amp;#245;es 58 // Maio 10 // Portugalglobal</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=59</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=59</link><title>Portugalglobal nº23 Page 59</title><description>ESPANHA / Madrid ESPANHA / Barcelona ESPANHA / M&amp;#233;rida ESPANHA / Vigo ESTADOS UNIDOS DA AM&amp;#201;RICA / Nova Iorque ESTADOS UNIDOS DA AM&amp;#201;RICA / S. Francisco FINL&amp;#194;NDIA / Hels&amp;#237;nquia FRAN&amp;#199;A / Paris GR&amp;#201;CIA/ Atenas HOLANDA / Haia HUNGRIA / Budapeste &amp;#205;NDIA, REP&amp;#218;BLICA DA / Nova Deli IRLANDA / Dublin IT&amp;#193;LIA / Mil&amp;#227;o JAP&amp;#195;O / T&amp;#243;quio L&amp;#205;BIA / Tripoli MACAU / Macau MAL&amp;#193;SIA/ Kuala Lumpur MARROCOS / Rabat M&amp;#201;XICO / Cidade do M&amp;#233;xico MO&amp;#199;AMBIQUE / Maputo NORUEGA / Oslo POL&amp;#211;NIA / Vars&amp;#243;via REINO UNIDO / Londres REP&amp;#218;BLICA CHECA / Praga ROM&amp;#201;NIA / Bucareste R&amp;#218;SSIA / Moscovo SINGAPURA / Singapura SU&amp;#201;CIA / Estocolmo SU&amp;#205;&amp;#199;A / Zurique TUN&amp;#205;SIA / Tunes TURQUIA / Ancara TURQUIA / Istambul VENEZUELA / Caracas Oslo Hels&amp;#237;nquia Estocolmo Zurique Moscovo Vars&amp;#243;via Praga Budapeste Viena Bucareste Ancara Istambul Atenas Nova Deli Dubai Pequim Seul Xangai T&amp;#243;quio Tunes Tripoli Macau Kuala Lumpur Singapura Luanda Maputo Joanesburgo Portugalglobal // Maio 10 // 59</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=60</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=60</link><title>Portugalglobal nº23 Page 60</title><description>BOOKMARKS O POKER E O EXECUTIVO ESTRAT&amp;#201;GIAS DE POKER PARA VENCER NOS NEG&amp;#211;CIOS David Apostolico n&amp;#227;o apenas joga poker h&amp;#225; mais de duas d&amp;#233;cadas, sendo uma destacada autoridade na mat&amp;#233;ria, como &amp;#233; tamb&amp;#233;m um licenciado com distin&amp;#231;&amp;#227;o em Direito (Universidade de North Carolina, 1988) e um experiente quadro de um escrit&amp;#243;rio de advogados de Wall Street, onde se especializou em fus&amp;#245;es e aquisi&amp;#231;&amp;#245;es. Tamb&amp;#233;m a sua pr&amp;#225;tica como advogado integrado em grandes empresas faz dele uma voz autorizada em mat&amp;#233;ria de estrat&amp;#233;gias vencedoras de neg&amp;#243;cios e negocia&amp;#231;&amp;#245;es. Um dia descobriu que os princ&amp;#237;pios aprendidos na mesa de poker lhe eram extremamente &amp;#250;teis nas negocia&amp;#231;&amp;#245;es em nome de pequenos e grandes clientes, concluindo que o poker, tal como a vida e os neg&amp;#243;cios, &amp;#233; um jogo com infinitas possibilidades. E tal como eles, o passo decisivo n&amp;#227;o est&amp;#225; apenas nas cartas que o jogador tem na m&amp;#227;o, mas com o que faz com elas e com a imagem que conseguimos passar aos outros. Vivendo intensamente o poker e os neg&amp;#243;cios, David Apostolico tirou ila&amp;#231;&amp;#245;es da sua experi&amp;#234;ncia pr&amp;#225;tica e bem sucedida em ambos os dom&amp;#237;nios, criou um livro cheio de pistas &amp;#250;teis para situa&amp;#231;&amp;#245;es de negocia&amp;#231;&amp;#227;o, gest&amp;#227;o de equipas, rela&amp;#231;&amp;#227;o com clientes ou novos neg&amp;#243;cios. A obra &amp;#233; simultaneamente direccionada para decisores, profissionais de gest&amp;#227;o e empreendedores, mas tamb&amp;#233;m todos aqueles que querem aprender com algu&amp;#233;m que enfrentou o desafiante mundo de Wall Street e os tensos jogos de poker, que movimentam milh&amp;#245;es. Autor: David Apostolico Editor: Academia do livro Ano: 2010 PORTUGAL – O PIONEIRO DA GLOBALIZA&amp;#199;&amp;#195;O A HERAN&amp;#199;A DAS DESCOBERTAS Esta obra, cientificamente bem consubstanciada, fala-nos de inova&amp;#231;&amp;#227;o e estrat&amp;#233;gia na Hist&amp;#243;ria Moderna, mas no contexto de um per&amp;#237;odo decisivo da Hist&amp;#243;ria de Portugal, que vai da conquista de Ceuta (1415) a Bruxelas e &amp;#224; ades&amp;#227;o &amp;#224; CEE (1986). A tese desta obra e o seu desenvolvimento tem que ver com um conjunto de perguntas cujas respostas d&amp;#227;o corpo ao livro. Entre elas: “Porque foram os portugueses de quatrocentos e quinhentos pioneiros na globaliza&amp;#231;&amp;#227;o? Qual era o projecto imperial de D. Manuel I que, em menos de dois anos, transformou Portugal numa pot&amp;#234;ncia global? Porque &amp;#233; que os espanh&amp;#243;is nos ‘roubaram’ Crist&amp;#243;v&amp;#227;o Colombo e Fern&amp;#227;o Magalh&amp;#227;es? O que matou o ciclo portugu&amp;#234;s?” No meio de um af&amp;#227; desmedido pela conquista de novas rotas comerciais e pelo controle do neg&amp;#243;cio das commodities, o mais ocidental e perif&amp;#233;rico pa&amp;#237;s europeu viu emergir um projecto estrat&amp;#233;gico de expans&amp;#227;o que lhe valeu o lugar &amp;#250;nico de primeira pot&amp;#234;ncia global. Nunca os imperadores mong&amp;#243;is ou chineses, nem os mercadores e estrategos das Rep&amp;#250;blicas Mar&amp;#237;timas italianas l&amp;#225; haviam chegado. Os que seguiram apenas “copiaram” muito da experi&amp;#234;ncia portuguesa. Respondidas uma a uma as perguntas iniciais, os autores defendem que os portugueses de Quatrocentos e Quinhentos, ao longo de um processo evolutivo de mais de um s&amp;#233;culo, foram os pioneiros na inova&amp;#231;&amp;#227;o tecnol&amp;#243;gica e geo-estrat&amp;#233;gica numa &amp;#233;poca de transi&amp;#231;&amp;#227;o, abrindo, com empenho e sucesso invulgares, uma janela de oportunidades da Hist&amp;#243;ria, facto que n&amp;#227;o se repetiria. Demonstra-se aqui tamb&amp;#233;m n&amp;#227;o s&amp;#243; a originalidade portuguesa, mas a sua “gen&amp;#233;tica” empreendedora, que sabe que pode dar “Mundos ao Mundo”. Autores: Robert Greene Editor: Jorge Nascimento Rodrigues e Tessaleno Devezas Ano: 2009 60 // Maio 10 // Portugalglobal</description><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=61</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=61</link><title>Portugalglobal nº23 Page 61</title><description /><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item><item><guid isPermaLink="true">http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=62</guid><link>http://www.revista.portugalglobal.pt/AICEP/PortugalGlobal/Revista23/?Page=62</link><title>Portugalglobal nº23 Page 62</title><description /><a10:updated>2010-05-28T11:05:07+02:00</a10:updated></item></channel></rss>
